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segunda-feira, 2 de março de 2015

GRÉCIA - VENTOS DE MUDANÇA


O Partido de extrema esquerda, Syriza, é o principal candidato a ganhar as próximas eleições na Grécia. Nos comícios do partido pede-se o perdão parcial de dívida, como compensação dos danos infligidos à Grécia pela invasão da Alemanha na II Guerra Mundial.

Alex Tsipras, lider do Syriza
Apoiantes do partido

Candidato anuncia novo rumo para o país

Esperança por um futuro melhor 




Em Portugal, o BPI olha com desconfiança para o Syriza, a quem acuso de ser um partido antieuropeu.
O Banco alertou os seus clientes, por mensagem, para a possível vitória do partido de esquerda.


Fontes: Observador, RTP

José Castro

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Grécia apresentou lista de reformas

A Grécia apresentou na noite de dia 23 uma lista com reformas internas que pressupõem cortes nas despesas públicas, redução de ministérios e medidas contra evasão e fraude fiscal. A Comissão Europeia já recebeu a lista de reformas, com as quais o governo grego pretende convencer a Troika que conseguirá completar o programa de ajustamento.

Premier grego Alexis Tsipras conversa com ministro francês Yanis Varoufakis
ANSABRASIL
No Twitter, o principal-porta voz do executivo comunitário, Margaritis Schinas, disse que a "lista de reformas gregas foi recebida dentro do prazo".

Segundo a ANSA, a lista de propostas grega contém apenas duas medidas sociais que enfrentam a crise que atinge a população do país: irá haver uma entrega de vales para refeições e fornecimento de energia e saúde para as pessoas mais necessitadas. "A luta contra a crise humanitária não terá efeitos negativos nas nossas contas", garantiu o novo governo grego que, desde que assumiu o poder, em Janeiro, tem criticado as medidas de austeridade impostas pela UE e defendido o povo. Segundo um possível aumento do salário mínimo, a Grécia prometeu "consultar as instituições europeias" antes de tomar qualquer decisão.

O país também reduzirá de 16 para 10 o número de ministérios e fará cortes de benefícios de ministros e parlamentares. O Eurogrupo, por sua vez, considerou a lista "suficientemente completa para ser um ponto de partida válido para uma conclusão positiva da revisão do programa".


Raquel Cosme
Fontes: JN & JB

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Governo grego resiste a moção de censura

A Esquerda Radical, partido de oposição à coligação governamental da Grécia, apresentou uma moção de censura como forma de protesto às medidas de austeridade da troika. Após a votação iniciada no parlamento de Atenas durante esta noite, a moção de censura acabou por ser rejeitada.

Deputada Theodora Tzakri
De acordo com o DN, para derrubar o Governo dirigido por Antonis Samaras, era necessária uma maioria absoluta, ou seja, 151 votos a favor da moção. Esta situação é impossível de acontecer, visto que a coligação detém 155 dos 300 lugares disponíveis no Parlamento. Assim, a moção de censura foi vetada com apenas 124 votos a favor.

A audiência ficou marcada pela expulsão da deputada da coligação, Theodora Tzakri, que votou a favor da moção.

A Comissão Europeia, o Banco Central Europeu e o Fundo Monetário Internacional estão neste momento em Atenas, com o objectivo de verificar o desempenho da Grécia e avaliar o cumprimento das metas estabelecidas no programa de ajuda externa. Segundo o Público, o país já recebeu 240 mil milhões de euros de empréstimos.



Ana Luz e Mª. Inês Gonçalves

quinta-feira, 14 de março de 2013

Portugal tem a terceira maior taxa de desemprego da OCDE


Portugueses estão entre os mais afectados pelo desemprego. (Foto: Público)

Segundo o Jornal de Negócios, a taxa de desemprego em Portugal atingiu os 17,6%, um novo máximo registado em Janeiro, tornando-se assim a terceira mais elevada, e o quarto a nível de desemprego jovem com 38,6% entre os países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico.


Numa situação pior do que Portugal está a Grécia cuja taxa de desemprego se situava nos 26,6%, segundo os últimos dados respectivos ao mês de Dezembro. E ainda Espanha, onde o desemprego se situava no mês de Janeiro nos 26,6%.
De acordo com os dados divulgados pela OCDE a taxa de desemprego média dos 34 países que fazem parte da organização chegou aos 8,1%, ligeiramente acima dos 8% registados no final de 2012. Mas também na Zona Euro se registou uma subida de 0,1 pontos percentuais atingindo os 11,9%.
No comunicado, a Organização realça ainda a taxa de desemprego entre os jovens, que chegou aos 16,7%, mantendo-se ainda acima dos níveis anteriores ao inicio da crise económica e financeira. O desemprego jovem na zona euro atingiu tambem o seu máximo de 24,2%. 

Em Portugal a taxa de desemprego jovem cresceu para os 38,6% colocando o país no quarto lugar dos países com maior desemprego jovem, ainda assim superada por Espanha e Grécia, com taxas superiores a 50%, e Itália com uma taxa de 38,7%. Em nota, no relatório, a OCDE destaca que “em Itália, Portugal e Eslováquia mais de um em cada três jovens estava sem emprego. Enquanto na Grécia e em Espanha o desemprego afectava mais de um em cada dois jovens dos 15 aos 24 anos”.

No conjunto da organização, o desemprego afectava 48,8 milhões de pessoas em Janeiro, mais cinco milhões do que em Dezembro.





segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Europa adia ajuda à Grécia

Foto: Jornal de Negócios

A data de entrega da próxima tranche de ajuda à Grécia foi adiada de 12 para 26 de Novembro, decisão tomada pelos ministros das Finanças da Zona Euro. A possibilidade de adiamento já teria sido avançada por responsáveis das finanças alemãs.

O Parlamento grego aprovou recentemente o pacote de austeridade exigido pela troika, mas o político alemão Wolfgang Schäuble, afirmou que não estão reunidas condições para desbloquear a tranche no ínicio do mês.

A aprovação estaria também dependente da viabilização do novo pacote de austeridade para o período de 2013 a 2016, medida aprovada pelo parlamento helénico com 153 votos a favor.

Fontes: Jornal de Negócios, TSF

Bruno Gomes e Luís Silva

sábado, 27 de outubro de 2012

BCE não aceita adiar o prazo de ajustamento financeiro da Grécia

O Banco Central Europeu negou qualquer acordo com a Grécia sobre o adiamento do prazo de cumprimento do ajustamento financeiro, avança o Público.

O ministro das finanças grego Yannis Stournaras anunciou esta quarta-feira que a Grécia iria ter mais dois anos para equilibrar as finanças. Como noticia o Dinheiro Vivo, esse acordo teria sido concebido após negociações com a Troika.

Segundo Mario Draghi, "alguns elementos ainda estão por precisar"
Contudo, o presidente do BCE, Mario Draghi, afirmou que "o exame [às reformas] ainda não terminou" e que, por isso, ainda nada foi acordado. Declarações que Jörg Asmussen confirma, apesar de dizer que está a haver "progressos": "Até aqui, ainda não existe um acordo oficial da Troika com o Governo grego".

O pedido de adiamento foi feito à Troika pelo Primeiro-Ministro grego, Antonis Samaras, como forma de se conseguir cumprir o pretendido em relação ao plano de cortes orçamentais, às reformas no mercado laboral e às privatizações.

A coligação do Governo de Antonis Samaras ainda não aprovou o acordo
Mesmo que o acordo seja concretizado, a Reuters escreve que a Grécia só se vai restabelecer em quatro anos e não em dois.

Ruben Gomes e Tiago Rodrigues

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Junker: “ Grécia expulsa do euro, é um disparate”


Presidente do Eurogrupo quer Grécia na Zona Euro

Os Ministros das finanças do euro colocaram de parte a possibilidade de uma saída da Grécia da zona euro. Na reunião do Eurogrupo, que se realizou ontem, os ministros pediram às forças políticas para continuarem a garantir a estabilização do país.

De acordo com o jornal Expresso, Jean Claude Juncker, presidente do Eurogrupo, mostrou-se indignado com as afirmações de vários responsáveis políticos, entre os quais, o presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, que sugeriu o abandono para quem não cumpre as regras.

Junker afirmou que “a saída da Grécia do euro é propaganda”, adiantando ainda que caso o país tenha um governo estável, poderá ser considerada a extensão do programa por mais um ano. O presidente do Eurogrupo apelou à formação de um governo em Atenas, assegurando que “este não é tempo para baixar os esforços”.

Jean Claude Junker afirmou que nenhum dos ministros defendeu a saída da Grécia da zona euro. Embora o Ministro alemão, Wolfgang Schaueble, a austríaca Maria Fekter e o holandês Jean Kees deixassem claro que a permanência no euro está associada ao respeito pelos compromissos assumidos.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Crise financeira provoca suicídio na Grécia

Fonte: Euronews

A crise na Grécia levou um reformado de 77 anos a suicidar-se diante do Parlamento grego, em Atenas. De acordo com a euronews, foi encontrada uma carta num dos bolsos do idoso em que este acusava o governo de o ter privado de recursos.
"Sou aposentado. Não posso viver nestas condições. Nego-me a procurar comida no lixo. Por isto, decidi por fim à minha vida", declarou na mensagem, publicada na íntegra pelo Jornal Espanhol "El Mundo" .
Afogado em dívidas, o homem matou-se com um tiro em praça pública, num horário de grande movimento na capital grega.
Perto de dois mil manifestantes ocuparam a praça central da cidade, Praça Sintagma, ao lado da árvore onde o homem se suicidou e aí permaneceram gritando palavras de ordem: "não foi suicídio, foi assassinato".
Em Portugal, o suicídio também tem aumentado.

Fonte: Relatório da polícia grega (segundo o jornal "Público")

Fonte: INE

sábado, 24 de março de 2012

Grécia na frente do pelotão dos grevistas europeus


Fonte: Associação Internacional de Relações Industriais


A Greve Geral da passada quinta-feira em Portugal foi a terceira em ano e meio, mas o país é apenas o décimo estado europeu com maior número de dias de trabalho perdidos por greves nos últimos 30 anos.

Segundo um estudo elaborado para a Associação Internacional de Relações Industriais, a Grécia é o país europeu com mais greves gerais entre 1980 e 2008, 38. Um número a que se juntam as onze paralizações totais do trabalho que o país viu desde que se submeteu ao programa de ajustamento financeiro da troika, a última das quais de 48 horas no passado mês de Fevereiro.

Já na Irlanda, a intervenção financeira da troika trouxe a primeira greve geral em trinta anos, a 24 de Fevereiro de 2009, em protesto contra os cortes orçamentais e os despedimentos no sector público. Ainda assim, a Irlanda não deixa de ser o quinto país com mais dias de trabalho marcados por greves na Europa.

Em Portugal, a greve geral da última quinta-feira, convocada pela CGTP, foi apenas a oitava desde 1974, depois de paralizações totais em 2011, 2010, 2007, 2002, 1988 e duas em 1982.

domingo, 18 de março de 2012

Portugal arrisca-se a ser a nova Grécia

Mohamed El-Rian

O presidente executivo da Pacific Investment Management Co. (PIMCO), Mohamed El-Erian, disse que Portugal vai pedir um segundo pacote de ajuda aos parceiros europeus e que o país corre o risco de seguir o destino da Grécia.
Para El Erian, de acordo com uma entrevista dada ao semanário alemão «Der Spiegel», esta situação vai causar "nervosismo dos mercados financeiros".
O chefe do maior fundo de obrigações do mundo afirmou que a crise do euro em Portugal está a desenvolver-se numa "segunda Grécia" e considerou que as medidas tomadas para enfrentar a crise orçamental e da dívida externa não estão a funcionar, tornando a Grécia num caso perdido.

sábado, 17 de março de 2012

Grécia consegue 28 mil milhões, mas FMI lança ultimato




O Fundo Monetário Internacional (FMI) aprovou  um empréstimo de 28 mil milhões de euros à Grécia, mas avisa que o risco de uma "subida acentuada da dívida mantém-se".
O FMI aprovou na passada quinta-feira um novo montante de resgate à Grécia. Segundo a Euronews, a decisão deveu-se ao envolvimento positivo do sector privado no melhoramento da dívida e às negociações sobre o novo plano de ajuda. Horst Reichenbach, presidente da equipa da Comissão Europeia em Atenas, fala de "um novo começo" para o país. Contudo, o fundo avisa que a "Grécia tem pouca ou nenhuma margem para derrapagens".
A instituição liderada por Christine Lagarde relembra que, caso as medidas de austeridade não sejam bem aplicadas, "muito provavelmente vai instalar-se uma recessão mais profunda e uma trajectória de dívida muito mais elevada".
No total, a Grécia vai receber 172,7 mil milhões de euros até 2015 e, segundo a Euronews, pode receber já 1,65 mil milhões.

segunda-feira, 12 de março de 2012

Moody´s põe Grécia no fundo


Evangelos Venizelos (Ministro das Finanças da Grécia) 
liderou a renegociação da dívida grega


A Moody´s classificou a dívida grega com a nota “C” devido ao risco de incumprimento.

No passado fim-de-semana a Grécia renegociou a sua dívida com os credores privados, envolvendo cerca de 85,8% dos credores que participaram neste procedimento voluntariamente. Apesar de esta operação ter sido considerada um sucesso, a Moody´s manteve o seu rating, mantendo a nota “C”(a mais baixa), ao mesmo nível de lixo. A agência justificou a sua decisão com o facto desta renegociação ser uma troca forçada, ou seja, um incumprimento.


Rodrigo Vaz Pinto

quarta-feira, 7 de março de 2012

50 mil milhões de euros poderão ser precisos para ajudar a Grécia em 2015

Parlamento da Grécia (Fonte: portugues.rfi.fr) 



Poderá estar previsto um terceiro plano de ajuda internacional para a Grécia, no valor de 50 mil milhões de euros, em 2015, publicou o semanário alemão Der Spiegel, de acordo com dados divulgados pela agência France Presse.
O jornal adiantou que a troika não garantiu o regresso da Grécia aos mercados em 2015, numa versão prévia do último relatório. Com efeito, o financiamento externo da Grécia entre 2015 e 2020 pode vir a atingir 50 mil milhões de euros nos próximos três anos, referiu o jornal alemão. O Der Spiegel afirmou ainda que, a pedido do Governo Alemão, esta passagem foi retirada do relatório final.
De acordo com o jornal, o Banco Central Europeu deverá accionar a cláusula de acção colectiva (CAC), permitindo a Atenas pressionar os credores privados que recusam participar no programa que visa diminuir a dívida grega.
Segundo a lei, esta cláusula pode ser accionada se pelo menos 66 por cento dos bancos participarem na operação, levando os credores relutantes a aderir ao programa de troca de dívida, que terá lugar a 12 de Março. Esta medida será favorável para a Grécia, que poderá excluir 107 dos 200 mil milhões de euros da dívida pública, sendo esta também uma condição para a transferência dos 130 mil milhões de euros do segundo plano de ajuda, aprovado em Bruxelas.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Merkel elogia acordo de concertação social


Durante a sessão parlamentar para aprovar o novo resgate á Grécia, a Chanceler alemã enalteceu o acordo de concertação social que o governo português alcançou com o patronato e a UGT.

«O governo de Coelho conseguiu chegar a acordo com os parceiros sociais sobre amplas medidas para flexibilizar o mercado de trabalho e para uma política activa de mercado de trabalho».

Merkel acredita ainda que estas medidas terão grandes probabilidades de serem implementadas: «Como o programa de reformas português, apesar da sua dureza, goza de grande apoio político e social, há grandes hipóteses de que as medidas acordadas sejam de facto implementadas»

Eduardo Sousa

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Alunos da Lusófona desconhecem acordo de perdão da dívida grega

                                              Parlamento da Grécia  (fonte: csmonitor.com)

Os alunos da Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias de Lisboa desconhecem o acordo de perdão parcial da dívida grega, mas conhecem a situação difícil que a Grécia enfrenta.
“Não lemos essa notícia, não estamos a par desse acordo”. Esta foi a resposta mais frequente dos alunos, quando questionados pelo “A Europa na Lusófona” sobre o perdão parcial da dívida grega.
André Ferreira, estudante de Cinema, defendeu o perdão parcial da dívida grega “desde que não prejudique Portugal”.
Andreia Neves, também estudante de Cinema, reconhece que “A Grécia é um País que enfrenta graves dificuldades e por isso o acordo faz todo o sentido”.
Pela primeira vez, um Estado-membro da União Europeia foi alvo de um perdão parcial da dívida.
Os ministros das Finanças da Zona Euro chegaram a um acordo, na madrugada do dia 21, sobre o segundo programa de ajuda à Grécia, no valor de 130 mil milhões de euros. Neste acordo, a Grécia vai beneficiar de um perdão de dívida de 100 mil milhões de euros por parte dos credores privados.

domingo, 19 de fevereiro de 2012

FMI dá nota positiva a Portugal


Representantes da Troika (@aessenciadapolvora.blogspot)

Foi positiva a nota dada ao governo português no cumprimento das medidas acordadas com a Troika aquando do memorando de entendimento. O Fundo Monetário Internacional destacou o bom desempenho de Portugal, que já conseguiu vender 3 milhões de divida.

A União Europeia e o FMI concordaram ao afirmar que Portugal, tal como a Irlanda, tem reunido todos os esforços para continuar a receber os trechos de dinheiro. A Troika realçou ainda que a situação portuguesa é melhor do que a grega, apesar de a quebra económica ser semelhante nos dois países: a economia portuguesa deverá ter este ano uma contracção de 3%.

Numa visita que se iniciou esta quarta-feira, a Portugal, os representantes do FMI referiram a importância do esforço português para cumprir as metas. O caso grego difere do português uma vez que a Grécia não reúne apoio junto dos parceiros europeus.

Os protestos em Atenas têm sido pautados pela violência das manifestações sociais, fruto do descontentamento da população face às medidas impostas pelo governo de Lucas Papademos. Em Portugal, a supressão de alguns feriados, reduções salariais e aumento dos impostos são algumas das medidas que têm levado a uma onda de protestos um pouco por todo o país.

Inúmeras críticas têm sido apontadas a Portugal, afirmando que o país está agora onde a Grécia estava há cerca de dois anos e que está a seguir o caminho de Atenas, revelou a Euronews.


quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Grécia anuncia referendo sobre novo pacote de ajuda

O Primeiro-Ministro grego Papandreou anunciou na passada segunda-feira a realização de um referendo sobre o novo pacote de ajuda à Grécia que visa reduzir a dívida grega em cerca de um terço.

"A vontade do povo grego vai comprometer-nos", proferiu Papandreou, em declarações aos deputados do Partido Socialista grego, no governo.

O Primeiro-Ministro grego anunciou ainda que o governo antevê a votação de uma moção de confiança, mas não quis adiantar uma data para o referendo nem para a votação no parlamento.

Na semana passada, os líderes dos 17 países da zona euro chegaram a acordo quanto ao novo pacote de resgate de 100 mil milhões de euros e também propuseram aos investidores privados que aceitassem perdas de 50 por cento nos investimentos na dívida soberana grega.

Uma sondagem feita aos gregos mostrou que quase 60 por cento da população vê este novo pacote de ajuda como negativo ou muito negativo.




Luis Catarino, Tiago Fernandes e Luis Cuco

Passos Coelho não quer seguir decisão da Grécia


Pedro Passos Coelho afirmou ontem que Portugal não seguirá a decisão do governo grego de realizar um referendo sobre o plano de resgate europeu e apelou à união dos portugueses.

À entrada para uma reunião do Conselho Nacional do PSD, o primeiro-ministro considerou que "é evidente" que esta decisão do governo grego tem um efeito de contágio "ao conjunto dos países europeus" e torna em parte inúteis "os resultados" das últimas cimeiras europeias.

"Eu espero que em Portugal se possa aplicar ainda com mais determinação para mostrar à União Europeia e ao mundo que nós não seguiremos estes exemplos. Não queremos ser confundidos com o que se está a passar na Grécia, e isso depende inteiramente de nós", disse.

Passos Coelho acredita que, "quanto mais incerto e arriscado é o ambiente externo, mais Portugal precisa de se mostrar unido, coeso, a executar o seu programa sem falhas", mostrando "que honra os seus compromissos externos".

Sérgio Rodrigues, Rodrigo Albernaz e Gabriel Monteiro

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Bruxelas pretende congelar próxima tranche à Grécia até ao referendo

A União Europeia planeia congelar a sexta tranche de ajuda internacional à Grécia depois do Governo grego ter anunciado, segunda-feira, um referendo que decidirá se a Grécia aceita ou não o compromisso que fez com a União Europeia. Os mercados financeiros foram afectados, provocando uma nova crise económica na Europa.


Depois da decisão de Papandreou, a chanceler alemã Angela Merkel e o presidente francês Nicolas Sarkozy, encontraram-se, ontem, em Cannes, com os representantes das instituições europeias e do Fundo Monetário Internacional (FMI) e, separadamente, com os representantes gregos. De acordo com a agência EFE, a União Europeia (UE) planeia congelar a sexta tranche de ajuda internacional à Grécia, no valor de oito mil milhões de euros, até à realização do referendo anunciado pelo Governo grego.

Segundo a agência de notícias Associated Press (AP), o Governo grego chocou os mercados com o anúncio de pretender realizar um referendo sobre as medidas de austeridade impostas pela troika. O primeiro-ministro, George Papandreou, anunciou no parlamento que o voto "será vinculativo" e que se o povo grego disser "não" ao acordo feito com os parceiros europeus, este não será promulgado e poderá levar à queda da moeda europeia.

Paulo Portas, ministro dos Negócios Estrangeiros Português, reagiu ao anúncio feito pelo primeiro-ministro grego e referiu que "é uma situação que evidentemente vejo com apreensão. No preciso momento em que a Europa mais precisa de sinais de confiança, obviamente este é um factor de insegurança e de imprevisibilidade". Por outro lado, o primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, salientou num comunicado que "não há dúvida de que a decisão grega para fazer um referendo sobre o plano de ajuda da União Europeia pesa sobre as transacções” e que “esta é uma escolha inesperada que gera incerteza após o Conselho Europeu”, acrescentou.

Eliano Marques, Nicole Matias, Tomás Tim-Tim

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Oli Rhen diz que Grécia precisa de reforma orçamental




O Comissário Europeu dos Assuntos Económicos e Financeiros, Oli Rhen, disse esta sexta-feira que a situação grega é "muito séria" e que é necessário implementar concretizar novas reformas orçamentais "ainda este ano" para equilibrar a economia do País.

Segundo Rhen, as novas medidas orçamentais explicam-se: "Devido a um inesperado fraco crescimento no ano passado" e "às suas consequências" disse em conferência de imprensa aos jornalistas da citado pela Bloomberg.

Afirmou ainda que a situação da Grécia será discutida na próxima reunião de Ministros das Finanças da zona euro, que se inicia na próxima segunda-feira.

Quanto ao programa de ajuda a Porugal, o comissário europeu mostrou-se satisfeito com o acordo alcançado com na Finlândia sobre a ajuda financeira a Portugal.

Pode ver a notícica: Aqui(JornalNegócios, Online) e Aqui(AthensNews)