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segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Ataque terrorista ameaça Alemanha/Holanda


O jogo amigável entre as seleções da Alemanha e da Holanda em Hanover foi suspenso na terça-feira. Segundo o jornal alemão Frankfurter Allgemeine Sonntagszeitung (FAS), fontes dos serviços secretos alemães alertaram para um possível ataque terrorista.

O plano dos terroristas era fazer explodir três bombas no estádio onde decorria o jogo, outra numa paragem de autocarro e a última numa estação de comboios.

O grupo ‘jihadista’ que organizou o atentado continua em liberdade e poderia executar outros ataques terroristas. Os serviços secretos franceses já têm conhecimento da identidade dos suspeitos e aumentaram a fiscalização aos ‘jihadistas’ considerados perigosos. Já se sabe, no entanto, que o grupo era composto por cinco elementos e faria detonar cinco bombas.

Ao ter conhecimento da intenção dos bombistas, o governo alemão apoiou a decisão de suspender o jogo horas antes do seu início. O FAS revelou que perante o alerta, o grupo reservou as bombas para outra altura.

Fonte do texto: DN, FAS.
Fonte da Imagem: SAPO.

Marta Pinheiro e Nuno Rilhas

segunda-feira, 2 de março de 2015

GRÉCIA - VENTOS DE MUDANÇA


O Partido de extrema esquerda, Syriza, é o principal candidato a ganhar as próximas eleições na Grécia. Nos comícios do partido pede-se o perdão parcial de dívida, como compensação dos danos infligidos à Grécia pela invasão da Alemanha na II Guerra Mundial.

Alex Tsipras, lider do Syriza
Apoiantes do partido

Candidato anuncia novo rumo para o país

Esperança por um futuro melhor 




Em Portugal, o BPI olha com desconfiança para o Syriza, a quem acuso de ser um partido antieuropeu.
O Banco alertou os seus clientes, por mensagem, para a possível vitória do partido de esquerda.


Fontes: Observador, RTP

José Castro

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Economia russa encostada à parede

Vladimir Putin, Russia, G20, Angela Merkel, Alemanha, David Cameron, Reino Unido, sancoes economicas, Ucania
Vladimir Putin reconheceu publicamente os efeitos das sanções na economia da Rússia (foto:reuters)
O Presidente da Rússia, Vladimir Putin reconheceu que a economia do seu país tem sentido os efeitos negativos das sanções económicas impostas pelo ocidente devido à invasão de tropas russas na Ucrânia, e pôs em causa a legalidade das mesmas ao considerar que elas “contrariam o direito internacional, porque as sanções só podem ser aplicadas no âmbito das Nações Unidas e do seu Conselho de Segurança.”

Numa entrevista à agência de notícias russa TASS, na véspera da cimeira do G20 que se realiza na cidade australiana de Brisbane, Putin admitiu também que a continuação da queda do preço do petróleo pode ter “consequências catastróficas” para o seu país.

No entanto, Vladimir Putin garantiu que as reservas de petróleo são suficientes para que governo cumpra os seus “compromissos sociais”. Segundo dados revelados pelo Kremlin, estas reservas estão avaliadas em 400 mil milhões de dólares.

Além disso, o líder russo deixou um aviso à Alemanha ao assinalar que as sanções económicas podem por em causa 300 mil empregos de empresas alemãs que exportam para a Rússia.

A Chanceler da Alemanha, Angela Merkel, que também se encontra na Austrália para participar na reunião do G20, não respondeu directamente a Putin mas considerou que “a prioridade deve ser a situação humanitária na Ucrânia e como alcançar um verdadeiro cessar-fogo”.

Já o primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron preferiu deixar um aviso mais direto a Putin. “Se a Rússia continuar a piorar a situação, poderemos ver essas sanções aumentar. É tão simples quanto isso.”

Fontes: Bloomberg, Público

Daniel Wollscheid

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Economia alemã abaixo do previsto para 2014

Sigmar Gabriel, ministro da economia 
O Governo Alemão anunciou que a economia do país vai crescer abaixo das previsões lançadas para 2014. Sigmar Gabriel, ministro da economia da Alemanha,  apontou a crise da Ucrânia como a principal razão para um crescimento abaixo do esperado.

Apesar de não ser possível alcançar os números previstos pelo governo, o ministro afirma ainda assim, que a economia da Alemanha se mantem em valores “muito razoáveis” face às outras economias da Europa, e que o facto da Ucrânia se encontrar numa situação económica mais instável afectou os investimentos no país e nas relações comerciais com a Rússia.

O governo alemão lançou em Abril uma previsão que apontava para um crescimento de 1,8% na economia de 2014, valores que provavelmente não serão alcançados. Em agosto, dados oficiais mostram que o PIB da Alemanha contraiu 0,2%. 

Fontes: Público, Observador, Diário Económico

Bruna Gonçalves e André Contente

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Turquia mais perto da adesão à UE

Foto: Agência Boa Imprensa
Depois de um interregno de três anos os ministros dos Negócios Estrangeiros, que reuniram esta terça-feira no Luxemburgo, decidiram retomar as negociações de adesão da Turquia à União Europeia.

As negociações, que estarão em cima da mesa na próxima reunião sobre novos alargamentos, no dia 5 de Novembro, surgem pouco depois de um período de tensão entre Bruxelas e Ancara. Em causa estão as políticas do Governo turco, chefiado por Recep Tayyip Erdogan.

Esta mudança de atitude, por parte da União Europeia, deve-se em grande parte à mudança de posição da Alemanha. Fundamental, para o desbloqueamento do processo, foi também a publicação do relatório anual da Comissão Europeia sobre os países candidatos, que deu parecer positivo à Turquia.

"Desenvolvimentos recentes na Turquia sublinham a importância do compromisso com a União Europeia, que continua a ser o ponto de referência para as reformas naquele país. Com esse fim, as negociações para a adesão devem ganhar novo impulso", disse aos jornalistas o comissário responsável pelas adesões, Stefan Fule.

"Parabéns meus amigos turcos: abre-se um novo capítulo nas conversações de adesão à UE depois de uma pausa de três anos. É o momento de nos pormos em dia", escreveu no Twitter o chefe da diplomacia da Lituânia (país que detém a presidência rotativa da UE), Linas Linkevicius.

O país demonstrou, pela primeira vez, interesse em aderir à comunidade em 1987, mas vários obstáculos impostos por alguns estados membros, como a França e Alemanha, levaram à paralisação das negociações.

Foto:  Vermelho Esquerda
As tensões relacionadas com a disputa territorial com Chipre, cuja parte norte está desde 1974 sob ocupação dos militares turcos, membro da UE desde 2004 , e falhas no respeito dos direitos humanos (entre eles a liberdade de expressão e de informação e os direitos das minorias), também contribuíram para a estagnação do processo, há três anos atrás.

A Turquia foi membro associado da UE quando esta ainda se chamava Comunidade Económica Europeia. Pediu acesso em 1987 e o processo de negociação da adesão começou em 2005. Dos 35 capítulos estabelecidos para serem cumpridos por Ancara, foram abertos 13, mas apenas um foi concluído até agora.

O capítulo 22, que a UE e a Turquia tencionam agora retomar, centra-se na política regional, um dos assuntos mais consensuais do processo negocial.

Fontes: Público, RTP, Euronews

Neuza Campina Padrão e Eunice Braz

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Fundador do euro não acredita no futuro da moeda única

Oskar Lafontaine defende que "o espírito do euro está minado" (Foto: Sueddeutsche)


Oskar Lafontaine, ex-ministro das Finanças alemão e um dos fundadores do euro, criticou a atitude postura que a Alemanha tem tido em relação à União Europeia. Para Lafontaine, "Merkel vai despertar do seu sono hipócrita quando, ao sofrerem por causa da política salarial alemã, os países europeus unirem forças para fazerem um ponto de viragem na crise, penalizando inevitavelmente as exportações alemãs".

Segundo o Público, que cita um comunicado colocado no site do Partido de Esquerda do Parlamento alemão, as críticas de Oskar Lafontaine têm como base a política salarial que a chanceler Angela Merkl tem vindo a pôr em prática na Alemanha. De acordo com o ex-ministro das Finanças alemão, a ausência de salário mínimo apenas beneficia as empresas exportadoras alemãs e torna impossível aos países do euro ter uma política de salários coordenada em função da produtividade. Conclui, assim, que "o espírito do euro está minado e não pode prosseguir".

Para Lafontaine "o casino tem de ser encerrado". Por outras palavras, a solução seria retomar um sistema como aquele que foi percursor da união monetária, o Sistema Monetário Europeu. Dessa maneira, seria possível fazer "desvalorizações e valorizações controladas" das moedas nacionais, sob controlo muito apertado dos fluxos de capitais.

As críticas de Oskar Lafontaine juntam-se àquelas que, em Março, foram levadas a cabo por dois ministros do governo belga à Comissão Europeia. Na altura, o ministro da economia, Johan Vande Lanotte, e a ministra do Trabalho, Monica de Coninck, acusaram a Alemanha de "dumping social". Em causa estava o facto do país de Angela Merkel ter, nos seus matadouros, diversos trabalhadores, na maioria oriundos de países de Leste, a cumprirem horários superiores aos estabelecidos legalmente (cerca de 60 horas semanais), em troca de baixos salários (entre 3 a 5 euros por hora), sem direito a segurança social ou seguro de saúde.

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Merkel: Consolidação orçamental é necessária ao crescimento

Primeiro-ministro italiano e a Chanceler Alemã em Berlim  | Fotografia © Euronews

A chanceler alemã, Angela Merkel disse nesta terça-feira 30 de Abril, numa conferência de imprensa em Berlim, que não existe nenhuma contradição entre os planos de disciplina orçamental e os objectivos de crescimento económico,

Para Merkel “na Alemanha, a consolidação orçamental e o crescimento económico não são objectivos divergentes e têm que andar de mão dada para se conseguir maior competitividade e consequentemente mais emprego”. A chanceler insistiu ainda na ideia de que o principal objectivo é que “a Europa saia fortalecida depois desta crise”.

A conferência de imprensa realizou-se em conjunto com o novo primeiro-ministro italiano, Enrico Letta, que criticou as políticas de austeridade levadas a cabo em vários países europeus. “Queremos ver se a Europa mostra a mesma determinação em atingir o crescimento, como a que mostra para manter fortes as finanças públicas” disse Letta.

Alemanha e Itália mostraram-se dispostas a manter fortes relações diplomáticas e a apostar mais nas suas relações económicas.

Pode assistir à conferência de imprensa na íntegra, aqui.

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Christine Lagarde vê a Europa como centro dos riscos para o desenvolvimento económico global

Apesar da crise financeira, Lagarde prevê um longo futuro para o euro (Foto: AFP)

A directora do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, elogiou o crescimento económico global, em especial nas economias emergentes. Citada pela Bloomberg, Lagarde afirmou que este crescimento deveu-se, em parte, à consolidação financeira dos EUA, e lembrou que, apesar dos sinais positivos, ainda existem riscos, especialmente no que toca à "recuperação desigual na Europa".

O discurso da directora do FMI, que teve lugar no Fórum de Boao, em Hainan, na China, centrou-se nos esforços que estão a ser feitos para resolver a crise europeia. Segundo Lagarde, "a vontade política colectiva em manter, defender, proteger e aumentar a zona monetária tem sido muito subestimada", aproveitando ainda para reforçar a hipótese para os eurobonds, que, segundo a própria, representam "claramente um dos próximos passos a ter em consideração", algo que não tem sido visto com bons olhos por parte da Alemanha. Apesar destas discordâncias, a directora do FMI, citada pela AFP, vê um "longo futuro" para o euro.

Christine Lagarde falou também da crise no Chipre, que considera um "caso muito específico em vários aspectos", como por exemplo a importância do sector bancário na economia do país. Lagarde considera que, dado esses factores, o Chipre não deve "ser um exemplo de como assuntos dessa natureza devem ser tratados" e que o FMI vai contribuir com cerca de mil milhões de euros para o seu programa de resgate, que considera um desafio.

Quando questionada sobre a probabilidade de futuras crises, Lagarde afirmou não ter "uma bola de cristal". Ainda assim, espera que não haja "nenhum país à beira de precisar de ajuda de parceiros europeus e do FMI".

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Schäuble e Comissão Europeia pedem novas medidas a Portugal

Wolfgang Schäuble pede novas medidas de austeridade a Portugal. (fonte: dinheirovivo.pt)


O ministro das Finanças da Alemanha, Wolfgang Schäuble, afirmou hoje, dia 8 de Abril, à estação de rádio alemã Bayerischer Rundfunk, citado pela Reuters, que Portugal tem de encontrar novas medidas de austeridade para compensar o chumbo do  Tribunal Constitucional de iniciativas que tinham sido acordadas com a troika.

Schäuble considera que "Portugal fez imensos progressos para conseguir regressar aos mercados mas, após esta decisão do Tribunal Constitucional, o país vai ter de tomar novas medidas."

Também a Comissão Europeia  pede ao Governo português que encontre rapidamente novas medidas para respeitar as metas orçamentais estabelecidas para 2013.

Em comunicado, a Comissão considera que "uma contínua e determinada implementação do Programa de Ajustamento Económico e Financeiro (PAEF) é a melhor maneira para recuperar um crescimento económico sustentável e melhores condições de empregabilidade no país."

A isto, a Comissão acrescenta que "o cumprimento do programa é uma pré-condição para Portugal conseguir regressar aos mercados."

A Comissão Europeia reitera que "um forte consenso em torno do programa de ajustamento contrbui para uma implementação bem sucedida do mesmo e que é essencial que as principais instituições políticas portuguesas estejam unidas no apoio ao programa."


Daniel Wollscheid

Taxa sobre os depósitos na ajuda ao Chipre

Guido Westerwelle, Ministro dos Negócios Estrangeiros da Alemanha, discorda com a aplicação de uma taxa sobre os depósitos mais pequenos (foto: Guardian)

O valor a partir do qual são tributados os depósitos cipriotas está a gerar divisões entre o governo de Nicósia e a Zona Euro. O Europgrupo reafirmou esta segunda-feira, dia 18 de Março, que os pequenos e grandes depositantes deviam ser tratados de maneira diferente e que os depósitos abaixo de 100 mil euros têm de ser salvaguardados.

Na madrugada de sábado dia 16 de Março, os ministros das finanças aprovaram o resgate do Chipre de 10 mil milhões de euros, que prevê a aplicação de uma taxa de 9.9% para depósitos acima de 100 mil euros e uma de 6.75% para depósitos abaixo de 100 mil euros.

Durante o fim-de-semana, de 16 e 17 de Março, a Reuters revelou que a intenção de tributar os depósitos abaixo de 100 mil euros tinha partido do presidente do Chipre, Nicos Anastasiades, que, entretanto, desmentiu esta notícia.

Esta segunda-feira, dia 18 de Março, em declarações à revista alemã Der Spiegel, o Ministro dos Negócios Estrangeiros da Alemanha, Guido Westerwelle, afirmou que “seria mais inteligente que os pequenos depositantes ficassem de fora” das taxas a serem aplicadas aos depósitos. 

As afirmações do responsável alemão revelam que a decisão no Eurogrupo não foi consensual. Pelo menos a Alemanha teria preferido ver os pequenos depositantes salvaguardados.


Daniel Wollscheid 



quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Luís de Guindos, o pior ministro de Economia da Europa segundo o 'Financial Times'

De Guindos no World Economic Forum
ADRIÁN MAS
De acordo com um ranking elaborado pelo diário econômico Financial Times, Luis de Guindos é o pior ministro de economia da União Europeia. O jornal escolheu as 19 economias mais importantes da União Europeia para analisar o trabalho de seus ministros.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Segurança reforçada durante a visita de Merkel

Angela Merkel visita Portugal esta segunda-feira. A PSP prepara-se para reforçar o policiamento nas ruas e será responsável pela protecção pessoal da chanceler alemã.

Foto: Jornal de Negócios
Várias ruas de Lisboa ficarão interditas ao trânsito e aos peões. Numa conferência à comunicação social, a porta-voz subcomissária da polícia, Carla Duarte, garantiu hoje que a PSP está preparada para todas as manifestações que possam surgir, numa «operação policial cuidada». Sem revelar o número de agentes destacados a subcomissária informou que se tem «de averiguar todas as possibilidades neste tipo de situações» e por isso será montado um dispositivo de segurança junto à residência oficial do primeiro-ministro, bem como na Assembleia da República, na Presidência da República e no Centro Cultural de Belém (CCB).

Durante uma curta visita de cinco horas e meia, Merkel tem como principal propósito a formação profissional na sequência da assinatura do protocolo com a Alemanha. A chanceler almoçará com Passos Coelho e será recebida por Cavaco Silva. No programa da visita consta ainda um debate no CCB que contará com a presença de empresários portugueses e alemães

No próximo dia 12, a avenida da Índia, entre o CCB e a Presidência da República, vai estar cortada ao trânsito a partir das 08:30 de segunda-feira.

Fábio Fernandes e João Pimenta

Merkel: Portugal não tem condições financeiras para combater o desemprego

Angela Merkel afirmou ontem, no Parlamento Europeu em Bruxelas, que Portugal não tem condições financeiras para combater o desemprego.

A chanceler alemã disse que Portugal e Espanha não investem o suficiente na formação profissional, o que seria uma mais-valia para combater o desemprego. Contudo reconhece que não lhes pode pedir para usarem fundos comunitários para o fazerem porque "não têm financiamento", avançou o Económico.

Sob críticas dos deputados de Esquerda, a chanceler ainda foi mais longe e considerou que "não é digno" que exista "50 % de desemprego jovem" na União Europeia. Os deputados também a receberam à entrada do Parlamento com "posters" a dizer "austeridade mata".

Merkel argumentou que as reformas anteriores, criticadas pela esquerda, também resultaram. Foto: Flickr





Em Portugal preparam-se protestos contra a visita da Chanceler alemã daqui a cinco dias. O protesto "A Merkel não manda aqui" pretende dizer que "não estamos à venda, apesar de a incompetente liderança do nosso país não ter qualquer pudor em entregar-nos ao desbarato".

Como adianta o "Jornal de Negócios", há probabilidade de existir violência durante a visita de Merkel. Contudo, os organizadores do protesto desvalorizam os alertas: "Houve manifestações com centenas de milhares de pessoas na rua e nunca descambou", defendeu Rui Franco, um dos responsáveis pelo movimento.


A visita de Merkel a Portugal está marcada para daqui a cinco dias.

Tiago Rodrigues e Ruben Gomes

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Merkel teve um despiste geográfico



A chanceler alemã, Angela Merkel, durante um encontro com estudantes, na Alemanha, para abordar a situação da emigração, foi submetida a um desafio e não soube localizar a capital da Alemanha, Berlim, perante um mapa da Europa.
Angela Merkel revelou problemas na localização de cidades no mapa, apontando o dedo para a Rússia a afirmar que se tratava de Berlim.
Depois de não conseguir encontrar a sua cidade natal, Hamburgo, e de situar Berlim no mapa,  foi corrigida pela professora que lhe indicou estar a apontar para o território Russo, deixando Merkel bastante atrapalhada.




terça-feira, 27 de março de 2012

Merkel admite reforçar fundo de socorro para fazer face a “fragilidades” portuguesas e espanholas


Berlim abre a porta a uma maior dotação do fundo de socorro em antecipação da reunião do Ecofin


A chanceler alemã Angela Merkel abriu a porta à utilização em simultâneo do Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF) e do Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEE), aumentando a dotação dos fundos de socorro para 700 mil milhões de euros no total, em conferência de imprensa em Berlim na segunda-feira.

As razões para o possível reforço prendem-se com a existência de “uma sensibilidade ou uma fragilidade relativamente grande” nos mercados financeiros em relação à evolução das taxas de juro da dívida portuguesa e espanhola. Merkel deixa cair, assim, a sua oposição ao aumento de dotação do fundo de socorro, em antecipação da reunião do Ecofin esta sexta-feira, em Copenhaga.

Com a já acordada dissolução do FEEF até Julho deste ano, entrará em vigor o MEE, com uma dotação de 500 mil milhões, à qual poderão vir a acrescer os 200 mil milhões ainda previstos no funcionamento do FEEF. A chanceler alemã acrescentou também que este mecanismo “poderá ser a base” de uma maior intervenção do Fundo Monetário Internacional (FMI) no combate à crise europeia.

segunda-feira, 19 de março de 2012

Cavaco Silva felicita novo Presidente da Alemanha


Eleição do Presidente, Joachim Guack
O Presidente da República, Cavaco Silva, enviou hoje uma mensagem de felicitações ao novo presidente alemão, Joachim Gauck, pela sua eleição.
Cavaco Silva sublinhou que se sente seguro para que, no decorrer do mandato do novo presidente, os laços de amizade e de cooperação que unem os dois países encontrem "novas oportunidades para se desenvolverem e aprofundarem".
O presidente português deixou ainda a promessa do seu empenho pessoal no fortalecimento das relações entre os dois países e afirmou que “uma estreita parceria entre Portugal e a Alemanha corresponde ao melhor interesse dos nossos povos e países”.
Joachim Guack que foi ontem eleito pela assembleia federal, é o primeiro presidente que não pertence a nenhum partido mas que tem fortes oposições políticas.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Alemanha procura novo presidente


Christian Wulff, o presidente demissionário
 O presidente alemão, Christian Wulff, demitiu-se hoje, menos de um dia depois do pedido de levantamento de imunidade por parte do Ministério Público de Hannover. A chanceler Angela Merkel procura agora um candidato que reúna o consenso dos partidos.

Ao fim de dois anos de mandato, Christian Wulff anunciou a sua demissão na sequência de suspeitas de corrupção e tráfico de influências. O caso remonta a 2007, quando o presidente demissionário governava a Baixa Saxónia, e aceitou uma estadia paga por um empresário do cinema numa ilha do Mar do Norte. Wulff refuta a acusação e alega que o pagamento das férias foi feito posteriormente em dinheiro.
Amanhã, os líderes da coligação (CDU, CSU e FDP) vão reunir-se para iniciar o processo de substituição do presidente. Merkel deverá também encontrar-se com os líderes da oposição, de acordo com informações do Der Spiegel.
Wulff é o segundo presidente alemão a demitir-se em menos de dois anos. O antecessor, Horst Koehler, deixou o cargo após ter sugerido numa entrevista que o envolvimento da Alemanha no Afeganistão era necessário para proteger os interesses económicos do país. Estas declarações provocaram críticas por parte dos deputados da oposição, e Koehler decidiu demitir-se, como se pode ler aqui.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Manuel Alegre defende novo projecto da Alemanha

O ex-candidato presidencial Manuel Alegre saiu, esta quinta-feira, em defesa das controversas declarações proferidas pelo dirigente socialista Pedro Nuno Santos sobre pagamento da dívida, dizendo que irresponsabilidade "é o servilismo e seguidismo" face ao actual projecto da Alemanha.

Pedro Nuno Santos, vice-presidente do Grupo Parlamentar do PS, defendeu sábado à noite, em Castelo de Paiva, que Portugal devia ameaçar deixar de pagar a dívida nacional.

"Nós temos uma bomba atómica que podemos usar na cara dos alemães e franceses - ou os senhores se põem finos ou nós não pagamos. As pernas dos banqueiros alemães até tremem", disse na altura em declarações captadas pela Rádio Paivense FM e retransmitidas hoje pela Renascença.

Confrontado com o teor desta posição, Manuel Alegre recusou à agência Lusa que se esteja perante "um escândalo" político.

"Pelo contrário, acho que estamos muito de joelhos e é uma questão de dignidade dar um grito de alma. Portugal deve tentar pagar a dívida, mas não deve aceitar estar de joelhos, transformando-se numa colónia dos bancos alemães e da Alemanha", disse.

Para Manuel Alegre, "a Alemanha parece ter de novo um projecto imperial".


Rodrigo Albernaz e Gabriel Monteiro

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

França e Alemanha avançam na modificação de tratados


Paris e Berlim vão apresentar nos próximos dias as propostas de alteração dos tratados da Europa a fim de melhorar a governação da zona euro.

O presidente francês, Nicolas Sarkozy, a chanceler alemã Angela Merkel e o novo primeiro-ministro italiano, Mario Monti reuniram-se em Estrasburgo onde reafirmaram o seu empenho para estabilizar a zona euro e salvar a moeda única.

A chanceler alemã confirmou que Paris e Berlim já estão "a trabalhar as propostas de modificações" aos Tratados, e disse que "não terão nada a haver com o Banco Central Europeu", salientando que esta instituição é responsável pela política monetária, e não orçamental.

Sarkozy não avançou o conteúdo dessas propostas mas indicou que estarão terminadas a tempo de serem apresentadas aos restantes parceiros europeus na próxima cimeira de chefes de Estado e de Governo, que terá lugar em Bruxelas dentro de duas semanas.

Já Mario Monti deixou a garantia de que a Itália fará os possíveis para regressar ao reequilíbrio orçamental no próximo ano.

Ana Cláudia e Cátia Pereira

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Alemanha rejeita apoios aos países em dificuldades

O ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schaeuble, recusou fazer cedências que beneficiem os países em maiores dificuldades orçamentais ao defender, hoje, a aplicação dos valores de mercado às taxas de juro para os empréstimos à Grécia e à Irlanda.

“Não podemos recuar a partir desta condicionalidade. Isso seria o fim da fundação que nós construímos para a moeda europeia. É por isso que o governo alemão não está pronto para fazer qualquer compromisso sobre esta questão”, disse Wolfgang Schaeuble em Estugarda, citado pela agência de informação financeira Bloomberg.

As declarações do ministro das Finanças da Alemanha marcam a dúvida dos alemães em permitir mecanismos de flexibilização do fundo como os que são defendidos, entre outros, pelo Governo português. Estes mecanismos passam pela redução de taxas de juro cobradas nos empréstimos ou pela possibilidade de o fundo de resgate europeu poder actuar nos mercados primário e secundário da dívida pública.


Fonte: http://diariodigital.sapo.pt