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quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Grécia anuncia referendo sobre novo pacote de ajuda

O Primeiro-Ministro grego Papandreou anunciou na passada segunda-feira a realização de um referendo sobre o novo pacote de ajuda à Grécia que visa reduzir a dívida grega em cerca de um terço.

"A vontade do povo grego vai comprometer-nos", proferiu Papandreou, em declarações aos deputados do Partido Socialista grego, no governo.

O Primeiro-Ministro grego anunciou ainda que o governo antevê a votação de uma moção de confiança, mas não quis adiantar uma data para o referendo nem para a votação no parlamento.

Na semana passada, os líderes dos 17 países da zona euro chegaram a acordo quanto ao novo pacote de resgate de 100 mil milhões de euros e também propuseram aos investidores privados que aceitassem perdas de 50 por cento nos investimentos na dívida soberana grega.

Uma sondagem feita aos gregos mostrou que quase 60 por cento da população vê este novo pacote de ajuda como negativo ou muito negativo.




Luis Catarino, Tiago Fernandes e Luis Cuco

Passos Coelho não quer seguir decisão da Grécia


Pedro Passos Coelho afirmou ontem que Portugal não seguirá a decisão do governo grego de realizar um referendo sobre o plano de resgate europeu e apelou à união dos portugueses.

À entrada para uma reunião do Conselho Nacional do PSD, o primeiro-ministro considerou que "é evidente" que esta decisão do governo grego tem um efeito de contágio "ao conjunto dos países europeus" e torna em parte inúteis "os resultados" das últimas cimeiras europeias.

"Eu espero que em Portugal se possa aplicar ainda com mais determinação para mostrar à União Europeia e ao mundo que nós não seguiremos estes exemplos. Não queremos ser confundidos com o que se está a passar na Grécia, e isso depende inteiramente de nós", disse.

Passos Coelho acredita que, "quanto mais incerto e arriscado é o ambiente externo, mais Portugal precisa de se mostrar unido, coeso, a executar o seu programa sem falhas", mostrando "que honra os seus compromissos externos".

Sérgio Rodrigues, Rodrigo Albernaz e Gabriel Monteiro

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Bruxelas pretende congelar próxima tranche à Grécia até ao referendo

A União Europeia planeia congelar a sexta tranche de ajuda internacional à Grécia depois do Governo grego ter anunciado, segunda-feira, um referendo que decidirá se a Grécia aceita ou não o compromisso que fez com a União Europeia. Os mercados financeiros foram afectados, provocando uma nova crise económica na Europa.


Depois da decisão de Papandreou, a chanceler alemã Angela Merkel e o presidente francês Nicolas Sarkozy, encontraram-se, ontem, em Cannes, com os representantes das instituições europeias e do Fundo Monetário Internacional (FMI) e, separadamente, com os representantes gregos. De acordo com a agência EFE, a União Europeia (UE) planeia congelar a sexta tranche de ajuda internacional à Grécia, no valor de oito mil milhões de euros, até à realização do referendo anunciado pelo Governo grego.

Segundo a agência de notícias Associated Press (AP), o Governo grego chocou os mercados com o anúncio de pretender realizar um referendo sobre as medidas de austeridade impostas pela troika. O primeiro-ministro, George Papandreou, anunciou no parlamento que o voto "será vinculativo" e que se o povo grego disser "não" ao acordo feito com os parceiros europeus, este não será promulgado e poderá levar à queda da moeda europeia.

Paulo Portas, ministro dos Negócios Estrangeiros Português, reagiu ao anúncio feito pelo primeiro-ministro grego e referiu que "é uma situação que evidentemente vejo com apreensão. No preciso momento em que a Europa mais precisa de sinais de confiança, obviamente este é um factor de insegurança e de imprevisibilidade". Por outro lado, o primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, salientou num comunicado que "não há dúvida de que a decisão grega para fazer um referendo sobre o plano de ajuda da União Europeia pesa sobre as transacções” e que “esta é uma escolha inesperada que gera incerteza após o Conselho Europeu”, acrescentou.

Eliano Marques, Nicole Matias, Tomás Tim-Tim

domingo, 6 de junho de 2010

Referendo na Eslovénia com Croácia como pano de fundo


A Eslovénia realiza hoje um referendo sobre um litígio fronteiriço bilateral no mar Adriático, que em caso de uma rejeição seria um obstáculo para as intenções croatas de entrar em breve na União Europeia (UE).

Cerca de 1,7 milhão de eslovenos com direito a voto foram convocados a dar seu sinal verde a um acordo que prevê esclarecer o litígio fronteiriço mediante uma arbitragem internacional.

O acordo, assinado em Novembro do ano passado em Estocolmo pelos respectivos primeiros-ministros, já foi ratificado pelos Parlamentos de ambos os países. O Referendo que se realiza hoje é vinculativo, e se os cidadãos eslovenos não derem o seu aval, o Parlamento da Eslovénia não poderá considerar novamente um novo referendo num espaço de um ano, algo que atrasaria o processo de adesão croata.

A Croácia espera se integrar nos dois próximos anos na UE e se transformar assim na segunda ex-república jugoslava que consegue entrar no bloco.