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domingo, 16 de novembro de 2014

Merkel avisa primeiro-ministro britânico

Angela Merkel, chanceler alemã, avisou David Cameron, presidente britânico, que as restrições à liberdade de circulação são inaceitáveis e que admite a saída do Reino Unido da UE.

Angela Merkel e David Cameron numa conferência de imprensa no Reino Unido
"Pela primeira vez, Cameron empurra o seu país para um 'ponto de não retorno' sobre a questão de pertença à UE, para um ponto" no qual Berlim deixará de apoiar o Reino Unido na sua manutenção na União Europeia, avançou a revista Spiegel.

O principal ponto de discórdia entre os dois chefes de estado centra-se na ideia, avançada por Londres, que se baseia em limitar a entrada de imigrantes no Reino Unido, mesmo que os mesmos sejam oriundos de países da UE. As exigências de Merkel foram causaram estrondo no Reino Unido e Cameron já está a pensar noutras alternativas para como não permitir que um imigrante que esteja desempregado no RU fique mais de três meses no país.

Além deste aperto de orelhas, pela Merkel, a União Europeia planeia também multar o Reino Unido e a Dinamarca, aliada dos britânicos por se recusarem a pagar os 2,1 milhões mil milhões de euros de contribuição para o orçamento da UE deste ano.

Bruno Perdigão

Fontes: Mirror, Diário de Notícias

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Economia russa encostada à parede

Vladimir Putin, Russia, G20, Angela Merkel, Alemanha, David Cameron, Reino Unido, sancoes economicas, Ucania
Vladimir Putin reconheceu publicamente os efeitos das sanções na economia da Rússia (foto:reuters)
O Presidente da Rússia, Vladimir Putin reconheceu que a economia do seu país tem sentido os efeitos negativos das sanções económicas impostas pelo ocidente devido à invasão de tropas russas na Ucrânia, e pôs em causa a legalidade das mesmas ao considerar que elas “contrariam o direito internacional, porque as sanções só podem ser aplicadas no âmbito das Nações Unidas e do seu Conselho de Segurança.”

Numa entrevista à agência de notícias russa TASS, na véspera da cimeira do G20 que se realiza na cidade australiana de Brisbane, Putin admitiu também que a continuação da queda do preço do petróleo pode ter “consequências catastróficas” para o seu país.

No entanto, Vladimir Putin garantiu que as reservas de petróleo são suficientes para que governo cumpra os seus “compromissos sociais”. Segundo dados revelados pelo Kremlin, estas reservas estão avaliadas em 400 mil milhões de dólares.

Além disso, o líder russo deixou um aviso à Alemanha ao assinalar que as sanções económicas podem por em causa 300 mil empregos de empresas alemãs que exportam para a Rússia.

A Chanceler da Alemanha, Angela Merkel, que também se encontra na Austrália para participar na reunião do G20, não respondeu directamente a Putin mas considerou que “a prioridade deve ser a situação humanitária na Ucrânia e como alcançar um verdadeiro cessar-fogo”.

Já o primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron preferiu deixar um aviso mais direto a Putin. “Se a Rússia continuar a piorar a situação, poderemos ver essas sanções aumentar. É tão simples quanto isso.”

Fontes: Bloomberg, Público

Daniel Wollscheid

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Fundador do euro não acredita no futuro da moeda única

Oskar Lafontaine defende que "o espírito do euro está minado" (Foto: Sueddeutsche)


Oskar Lafontaine, ex-ministro das Finanças alemão e um dos fundadores do euro, criticou a atitude postura que a Alemanha tem tido em relação à União Europeia. Para Lafontaine, "Merkel vai despertar do seu sono hipócrita quando, ao sofrerem por causa da política salarial alemã, os países europeus unirem forças para fazerem um ponto de viragem na crise, penalizando inevitavelmente as exportações alemãs".

Segundo o Público, que cita um comunicado colocado no site do Partido de Esquerda do Parlamento alemão, as críticas de Oskar Lafontaine têm como base a política salarial que a chanceler Angela Merkl tem vindo a pôr em prática na Alemanha. De acordo com o ex-ministro das Finanças alemão, a ausência de salário mínimo apenas beneficia as empresas exportadoras alemãs e torna impossível aos países do euro ter uma política de salários coordenada em função da produtividade. Conclui, assim, que "o espírito do euro está minado e não pode prosseguir".

Para Lafontaine "o casino tem de ser encerrado". Por outras palavras, a solução seria retomar um sistema como aquele que foi percursor da união monetária, o Sistema Monetário Europeu. Dessa maneira, seria possível fazer "desvalorizações e valorizações controladas" das moedas nacionais, sob controlo muito apertado dos fluxos de capitais.

As críticas de Oskar Lafontaine juntam-se àquelas que, em Março, foram levadas a cabo por dois ministros do governo belga à Comissão Europeia. Na altura, o ministro da economia, Johan Vande Lanotte, e a ministra do Trabalho, Monica de Coninck, acusaram a Alemanha de "dumping social". Em causa estava o facto do país de Angela Merkel ter, nos seus matadouros, diversos trabalhadores, na maioria oriundos de países de Leste, a cumprirem horários superiores aos estabelecidos legalmente (cerca de 60 horas semanais), em troca de baixos salários (entre 3 a 5 euros por hora), sem direito a segurança social ou seguro de saúde.

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Merkel: Consolidação orçamental é necessária ao crescimento

Primeiro-ministro italiano e a Chanceler Alemã em Berlim  | Fotografia © Euronews

A chanceler alemã, Angela Merkel disse nesta terça-feira 30 de Abril, numa conferência de imprensa em Berlim, que não existe nenhuma contradição entre os planos de disciplina orçamental e os objectivos de crescimento económico,

Para Merkel “na Alemanha, a consolidação orçamental e o crescimento económico não são objectivos divergentes e têm que andar de mão dada para se conseguir maior competitividade e consequentemente mais emprego”. A chanceler insistiu ainda na ideia de que o principal objectivo é que “a Europa saia fortalecida depois desta crise”.

A conferência de imprensa realizou-se em conjunto com o novo primeiro-ministro italiano, Enrico Letta, que criticou as políticas de austeridade levadas a cabo em vários países europeus. “Queremos ver se a Europa mostra a mesma determinação em atingir o crescimento, como a que mostra para manter fortes as finanças públicas” disse Letta.

Alemanha e Itália mostraram-se dispostas a manter fortes relações diplomáticas e a apostar mais nas suas relações económicas.

Pode assistir à conferência de imprensa na íntegra, aqui.

segunda-feira, 22 de abril de 2013

“A actual política atingiu o limite”

Durão Barroso quer mais apoio social. Foto: www.dinheirovivo.pt



O Presidente da Comissão Europeia Durão Barroso defendeu esta segunda-feira, 22 de Abril, que a política de austeridade que tem sido aplicada chegou ao seu limite, e que os responsáveis europeus se devem focar num maior apoio social de forma a sustentar as políticas de ajustamento. 
“Penso que estamos a atingir o limite das atuais políticas. As políticas atuais são obviamente apropriadas no que diz respeito ao grande desafio que temos hoje que é a redução da divida insustentável, publica e privada”, disse Durão Barroso no Brussels Think Tank Dialogue.
Durão Barroso defende, no entanto, que é necessária uma nova abordagem social e económica, de forma a “colocar a Europa numa base mais sólida, torná-la mais competitiva e ter novamente crescimento. Mas crescimento que seja sustentável”.
O Presidente da Comissão Europeia abordou também um dos temas que pode pôr em causa a união dos estados membros, e que se refere à construção da ideia de que os povos do sul da Europa (estados devedores) são incompetentes ou preguiçosos em comparação com os vizinhos do norte.
“A ideia que existe em alguns países do centro ou nos países mais prósperos, que há algum tipo de incapacidade nas pessoas da periferia ou do sul - que algumas dessas pessoas são, por definição, preguiçosas ou incompetentes, é um grande problema, que considero intolerável e moralmente inaceitável” defendeu Barroso, afirmando ainda que “todo o tipo de comentários baseados em preconceitos nacionais são simplesmente contra os valores europeus”.
Perante uma plateia de peritos internacionais, Durão Barroso teve ainda oportunidade para abordar o caso concreto de Portugal. “Vindo eu de um desses países, posso dizer-vos que os portugueses são extremamente trabalhadores”.
 
Em Maio de 2011, a chanceler alemã Angela Merkel acusou os cidadãos dos países do sul de trabalharem menos e de se reformarem mais cedo, do que os do norte da Europa. "Não se trata só de não contrair dívidas, em países como a Grécia, Espanha e Portugal, as pessoas não devem poder ir para a reforma mais cedo do que na Alemanha", disse Merkel, conforme se pode ler aqui.

quinta-feira, 14 de março de 2013

Eleito primeiro Papa sul-americano

Francisco I foi eleito o 266º Papa | Fotografia © Sic Notícias


A Igreja Católica tem um novo Papa. O argentino Jorge Maria Bergoglio escolheu o nome Francisco e é desde esta quarta-feira, 13 de Março, o líder espiritual da religião com sede no Vaticano.

Com 76 anos, Bergoglio é o primeiro Papa vindo da América, sucedendo a Joseph Ratzinger, Bento XVI, que renunciou àquele cargo por considerar que já não tinha condições para continuar as funções iniciadas por S. Pedro. Há 13 séculos que não havia um Papa vindo de fora da Europa.

O nome de Jorge Maria Bergoglio, o primeiro Papa jesuíta da Igreja Católica, resultou da quinta eleição que decorreu no conclave, onde 115 cardeais estiveram reunidos durante dois dias. 

As saudações e felicitações a Francisco I vieram um pouco de todo o mundo. O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama citado pela Reuters, falou “num dia histórico” e afirmou tratar-se de "um defensor dos pobres e dos mais vulneráveis,  que vai continuar a transmitir uma mensagem de amor e de compaixão". A chanceler alemã, Angela Merkel, no seu twitter, salientou “o facto de, para os católicos da América do Sul, um dos seus ter sido chamado à liderança da Igreja Católica pela primeira vez”. 
 
Em nome do povo português, o Presidente da República, Cavaco Silva, expressou uma “profunda alegria” pelo início do novo pontificado. O Governo porguês desejou, em comunicado, que o novo ponrificado seja de esperança, de paz e de intervenção activa da Igreja Católica nas "grandes questões" actuais.

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

UE com supervisor único para bancos europeus

Os ministros das Finanças da União Europeia (UE) acordaram a criação de um supervisor bancário único. O plano acordado na véspera da cimeira de líderes da União Europeia, segue para discussão no Parlamento Europeu. Cerca de 200 bancos europeus ficarão directamente dependentes da supervisão do Banco Central Europeu (BCE), revelou o Negócios Online.

O resto dos cerca de 6000 bancos europeus continuarão a ser fiscalizados pelos bancos centrais nacionais, mas o BCE pode, em qualquer caso, entrar em acção ao primeiro sinal de problemas. BCP, BES, BPI, CGD, Totta e Banif são os bancos portugueses que devem fazer parte da lista dos que saem da alçada do Banco de Portugal, noticiou o Diário Económico.

O Banco Central Europeu terá o direito de, a qualquer momento, exercer uma supervisão directa sobre outras entidades, quando entender oportuno, ou quando for solicitado por um Estado-membro. O acordo refere que o BCE não vai supervisionar todos os bancos da União Europeia, como pretendiam inicialmente a Comissão Europeia e vários países, numa clara vitória para a Alemanha, que temia pelos seus bancos regionais, avançou o Diário de Notícias.

Num discurso no Parlamento Alemão, a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, manifestou-se sobre o acordo defendendo que este mecanismo comum de vigilância dos bancos é de “um valor inestimável”. Os bancos de aforro alemães ficam sob controlo do supervisor nacional (BaFin), uma das condições essenciais para que a Alemanha pudesse aceitar este acordo.

O presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso saudou este acordo e considerou-o “excepcionalmente importante” e “Um passo em frente crucial para a integração da supervisão financeira na zona euro e nos outros Estados-membros”. A proposta para o mecanismo único de supervisão foi apresentada pela Comissão Europeia em Setembro, adiantou o Público.

O futuro mecanismo único de supervisão bancária entra em vigor a 1 de Março de 2014 e é resultado de quatros meses de intensas discussões, indicou o comissário europeu responsável pelos Assuntos Financeiros, Michel Barnier. Não se sabe ao certo qual o número exacto de países de fora do euro que vão fazer parte deste novo mecanismo, mas Reino Unido, Suécia e República Checa já disseram que não estão interessados em integrá-lo.

Mariana Pinheiro e Sara Cunha

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

União Europeia dividida sobre o orçamento 2014-2020

Ontem à noite realizou-se a Cimeira da União Europeia, em Bruxelas, com o objectivo de fazer um acordo sobre o orçamento comunitário para 2014-2020. Este orçamento tem sido difícil de aprovar, devido às diferenças que existem entre os Estados-membros.

  A família europeia continua dividida quanto
ao orçamento da União para 2014-2020.
De acordo com a EuroNews, Angela Merkel afirmou que vai trabalhar de forma "construtiva" para garantir um acordo e admitiu que a despesa não deve ser muito elevada em tempos de consolidação fiscal. Merkel admite que neste momento deverá ser impossível chegar a um acordo, e que este só deve ser realizado numa futura cimeira.

A França encontra-se mais satisfeita com a nova proposta apresentada pelo Presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, que defende a redução dos cortes nas áreas da coesão e da agricultura, sacrificando desta forma os fundos existentes para a competitividade, crescimento e emprego.

Foto de: EuroNews, pt.euronews.com
Daniela Fernandes

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Merkel em Portugal

A chanceler alemã, Angela Merkel, visitou esta segunda-feira, Portugal. Chegou ao aeroporto militar de Figo Maduro por volta das 11 horas e 44 minutos e seguiu de imediato para o palácio de Belém.



No palácio, a comitiva era aguardada por cerca de 30 manifestantes. O dispositivo policial estava preparado para receber milhares de pessoas, o espaço nas redondezas da residência oficial do Presidente da República tinha sido vedado com grades e desde o mosteiro dos Jerónimos até ao palácio havia um agente da PSP de cinco em cinco metros, de ambos os lados da rua de Belém. Após a reunião com Cavaco Silva, que durou cerca de meia hora, Merkel foi para o forte de S. Julião da Barra, almoçar com o actual Primeiro-ministro Passos Coelho.

Durante a conferência que deu em conjunto com a chanceler alemã, Passos Coelho garante que o caminho que está a ser seguido por Portugal é “único e possível” porém, considera que é necessário aprofundar as reformas do Estado. Angela Merkel por seu lado diz compreender os sacrifícios que o povo português está a passar, porém considera que são necessários para o desenvolvimento do país. E acredita que Portugal vai cumprir o memorando de entendimento.

Esta breve visita da chanceler alemã a Portugal foi acompanhada de perto pela comunicação social nacional, e foi tema de publicação nas redes sociais. Os portugueses quiseram apresentar os seus comentários a esta visita, e Merkel foi tema de mais de 3300 publicações no Facebook, Twitter, Google+, blogues.

Lasefa Barreto

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Marques Mendes afirma que Ângela Merkel deve ser saudada

Foto: clubedospensadores
O antigo presidente do PSD, Marques Mendes, afirmou esta quinta-feira que a chanceler alemã deve ser saudada e não hostilizada na sua visita a Portugal. No habitual comentário ao jornal da TVI24 "Política Mesmo", Marques Mendes relembrou que a visita de Ângela Merkel a Portugal é uma oportunidade para ouvir as queixas dos portugueses e frisa que se trata de um país amigo.

Segundo o Público, o conselheiro de Estado destacou a importância existente nos encontros políticos que a chanceler alemã terá em Portugal, mas evidencia que o momento alto da visita a Portugal será a reunião que Ângela Merkel terá com os empresários portugueses e alemães.

A visita da chanceler vai ocorrer na segunda-feira, 12 de Novembro do corrente ano. Em declarações à TVI24, a PSP afirmou que o policiamento vai ser reforçado em diversas cidades, especialmente em Lisboa.

Foto: Inácio Rosa - Lusa
Daniela Fernandes e Lúcia Fernandes

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Segurança reforçada para a visita de Merkel

Foto: Jornal da Madeira Online
Angela Merkel visita Portugal na próxima segunda-feira e os preparativos de segurança já estão a ser criados. Em conferência de imprensa, a PSP afirmou que o policiamento vai ser reforçado e terá especial atenção para as possíveis manifestações e acções de protesto em diversas cidades, especialmente na capital portuguesa.

O itinerário da chanceler alemã é confidencial mas a PSP terá como locais mais importantes a residência oficial do Primeiro-Ministro, a Assembleia da República, o Palácio de Belém e o Centro Cultural de Belém. Algumas das estradas da capital não serão cortadas, mas vão estar temporariamente interditas.

Para além da força de segurança portuguesa, também a segurança pessoal de Angela Merkel e as forças policiais alemãs vão estar presentes durante a visita. O Serviço de Informações de Segurança atribui um “risco significativo” à visita da chanceler.

Fontes: Público; Diário de Notícias; Sol
Ivo Santos e Eduardo Sousa

Segurança reforçada durante a visita de Merkel

Angela Merkel visita Portugal esta segunda-feira. A PSP prepara-se para reforçar o policiamento nas ruas e será responsável pela protecção pessoal da chanceler alemã.

Foto: Jornal de Negócios
Várias ruas de Lisboa ficarão interditas ao trânsito e aos peões. Numa conferência à comunicação social, a porta-voz subcomissária da polícia, Carla Duarte, garantiu hoje que a PSP está preparada para todas as manifestações que possam surgir, numa «operação policial cuidada». Sem revelar o número de agentes destacados a subcomissária informou que se tem «de averiguar todas as possibilidades neste tipo de situações» e por isso será montado um dispositivo de segurança junto à residência oficial do primeiro-ministro, bem como na Assembleia da República, na Presidência da República e no Centro Cultural de Belém (CCB).

Durante uma curta visita de cinco horas e meia, Merkel tem como principal propósito a formação profissional na sequência da assinatura do protocolo com a Alemanha. A chanceler almoçará com Passos Coelho e será recebida por Cavaco Silva. No programa da visita consta ainda um debate no CCB que contará com a presença de empresários portugueses e alemães

No próximo dia 12, a avenida da Índia, entre o CCB e a Presidência da República, vai estar cortada ao trânsito a partir das 08:30 de segunda-feira.

Fábio Fernandes e João Pimenta

Merkel: Portugal não tem condições financeiras para combater o desemprego

Angela Merkel afirmou ontem, no Parlamento Europeu em Bruxelas, que Portugal não tem condições financeiras para combater o desemprego.

A chanceler alemã disse que Portugal e Espanha não investem o suficiente na formação profissional, o que seria uma mais-valia para combater o desemprego. Contudo reconhece que não lhes pode pedir para usarem fundos comunitários para o fazerem porque "não têm financiamento", avançou o Económico.

Sob críticas dos deputados de Esquerda, a chanceler ainda foi mais longe e considerou que "não é digno" que exista "50 % de desemprego jovem" na União Europeia. Os deputados também a receberam à entrada do Parlamento com "posters" a dizer "austeridade mata".

Merkel argumentou que as reformas anteriores, criticadas pela esquerda, também resultaram. Foto: Flickr





Em Portugal preparam-se protestos contra a visita da Chanceler alemã daqui a cinco dias. O protesto "A Merkel não manda aqui" pretende dizer que "não estamos à venda, apesar de a incompetente liderança do nosso país não ter qualquer pudor em entregar-nos ao desbarato".

Como adianta o "Jornal de Negócios", há probabilidade de existir violência durante a visita de Merkel. Contudo, os organizadores do protesto desvalorizam os alertas: "Houve manifestações com centenas de milhares de pessoas na rua e nunca descambou", defendeu Rui Franco, um dos responsáveis pelo movimento.


A visita de Merkel a Portugal está marcada para daqui a cinco dias.

Tiago Rodrigues e Ruben Gomes

sábado, 3 de novembro de 2012

Merkel em visita oficial a Portugal

Ângela Merkel vem a Portugal dia 12 de Novembro e vai divulgar os nomes dos 100 licenciados portugueses escolhidos para estágios na Alemanha.



O objectivo principal da visita é a reunião com primeiro-ministro Passos Coelho e o Presidente da República Cavaco Silva. Merkel vai também marcar presença na fábrica da Autoeuropa em Palmela, sendo esta uma unidade da fabricante automóvel Volkswagen em Portugal.

No Centro Cultural de Belém decorrerá uma conferência de investidores onde a chefe do governo alemão irá estar juntamente com Passos Coelho e o ministro das finanças Vítor Gaspar A visita de Merkel é considerada para ambos os governos uma manifestação de solidariedade e de confiança após o acordo português com a “troika”.

Fonte: Jornal de Negócios

Bruno Gomes

sábado, 20 de outubro de 2012

Merkel pretende reforços das instituições europeias

Num discurso no parlamento alemão, a chanceler considerou que as instituições europeias devem intervir mais nos orçamentos nacionais e para isso é necessário um maior poder nas decisões.

Angela Merkel quer intervenção das Instituições Europeias em orçamentos nacionais
De acordo com a TSF Angela Merkel afirma que foram feitos progressos quanto à disciplina orçamental mas que ainda assim são precisos mais esforços.

Apesar dos progressos Merkel afirma que é necessário ir mais longe e sugeriu ainda um comissário responsável pela moeda europeia, sendo este um assunto que vai marcar a cimeira europeia que começa quinta-feira, em Bruxelas.

Segundo a Agência Financeira, a chanceler confirmou o seu desejo que a Grécia "permaneça na Zona Euro", porque "apesar das dificuldades" é melhor para Atenas e para a União Europeia.

Daniela Fernandes e Lúcia Fernandes

União Bancária discutida entre Alemanha e França

A chanceler alemã esteve reunida com o presidente francês François Hollande, numa reunião prévia à cimeira, que durou apenas 30 minutos. Poucos pormenores foram revelados sobre os temas discutidos, mas sabe-se que Angela Merkel admitiu a necessidade da criação de um calendário estrito e uma supervisão bancária única para um melhor controlo financeiro na Europa.

"O tópico desta cimeira não é a união fiscal, mas sim a união bancária, algo que é preciso decidir criar até final do ano", afirmou Hollande sem responder a qualquer pergunta e tentando virar as expectativas para a cimeira.

Sabe-se que o tema do resgate que Madrid deverá pedir em breve foi discutido, sendo que Merkel evitou o assunto, ao passo que o político francês acredita que só falta definir "como é que o mecanismo de estabilidade se pode pôr em funcionamento para permitir a Espanha financiar-se em boas condições."

Fonte: Correio da Manhã

Bruno Gouveia Gomes e Ivo Santos

Merkel propõe direito de veto sobre orçamentos nacionais

A chanceller alemã, Angela Merkel, defendeu que a União Europeia possa vir a intervir na aprovação ou rejeição dos orçamentos nacionais dos Estados-membros, horas antes de mais um Conselho Europeu, em Bruxelas, segundo o Diário de Notícias.

Angela Merkel no Parlamento alemão

A chefe do Executivo alemão afirmou "Em nome de todo o Governo alemão, podemos dar um passo no sentido de dar á Europa um verdadeiro direito de ingerência nos orçamentos nacionais, quando eles não respeitarem os limites fixados para a estabilidade e o crescimento".

Em declarações na câmara baixa do Parlamento alemão, Merkel foi aplaudida pela ideia de dar direito de veto nesse domínio ao comissário europeu dos Assuntos Económicos. "Eu sei que vários Estados membros não estão de acordo, infelizmente (...) mas isso não muda nada no facto de nós nos irmos bater pela ideia”, avançou o Jornal de Negócios.

Wolfgang Schauble, ministro das Finanças alemão, defendeu a hipótese proposta por Merkel, ao contrário de muitos países que não concordaram com esta ideia. A chanceller alemã deixou um recado a todos os que criticaram a sugestão de um direito de veto sobre os orçamentos nacionais: “Quando tivermos um mecanismo capaz de declarar inválido um orçamento (...) estaremos então num nível em que precisaremos de alguém na Comissão [Europeia] que tenha autoridade nesta matéria e não vejo melhor pessoa do que o comissário dos Assuntos Económicos para fazê-lo”.

Mariana Pinheiro e Sara Cunha

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Merkel teve um despiste geográfico



A chanceler alemã, Angela Merkel, durante um encontro com estudantes, na Alemanha, para abordar a situação da emigração, foi submetida a um desafio e não soube localizar a capital da Alemanha, Berlim, perante um mapa da Europa.
Angela Merkel revelou problemas na localização de cidades no mapa, apontando o dedo para a Rússia a afirmar que se tratava de Berlim.
Depois de não conseguir encontrar a sua cidade natal, Hamburgo, e de situar Berlim no mapa,  foi corrigida pela professora que lhe indicou estar a apontar para o território Russo, deixando Merkel bastante atrapalhada.




terça-feira, 27 de março de 2012

Merkel admite reforçar fundo de socorro para fazer face a “fragilidades” portuguesas e espanholas


Berlim abre a porta a uma maior dotação do fundo de socorro em antecipação da reunião do Ecofin


A chanceler alemã Angela Merkel abriu a porta à utilização em simultâneo do Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF) e do Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEE), aumentando a dotação dos fundos de socorro para 700 mil milhões de euros no total, em conferência de imprensa em Berlim na segunda-feira.

As razões para o possível reforço prendem-se com a existência de “uma sensibilidade ou uma fragilidade relativamente grande” nos mercados financeiros em relação à evolução das taxas de juro da dívida portuguesa e espanhola. Merkel deixa cair, assim, a sua oposição ao aumento de dotação do fundo de socorro, em antecipação da reunião do Ecofin esta sexta-feira, em Copenhaga.

Com a já acordada dissolução do FEEF até Julho deste ano, entrará em vigor o MEE, com uma dotação de 500 mil milhões, à qual poderão vir a acrescer os 200 mil milhões ainda previstos no funcionamento do FEEF. A chanceler alemã acrescentou também que este mecanismo “poderá ser a base” de uma maior intervenção do Fundo Monetário Internacional (FMI) no combate à crise europeia.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Merkel elogia acordo de concertação social


Durante a sessão parlamentar para aprovar o novo resgate á Grécia, a Chanceler alemã enalteceu o acordo de concertação social que o governo português alcançou com o patronato e a UGT.

«O governo de Coelho conseguiu chegar a acordo com os parceiros sociais sobre amplas medidas para flexibilizar o mercado de trabalho e para uma política activa de mercado de trabalho».

Merkel acredita ainda que estas medidas terão grandes probabilidades de serem implementadas: «Como o programa de reformas português, apesar da sua dureza, goza de grande apoio político e social, há grandes hipóteses de que as medidas acordadas sejam de facto implementadas»

Eduardo Sousa