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segunda-feira, 8 de abril de 2013

Morreu Margaret

Margaret Thatcher marcou uma era no Reino Unido. Foto : Publico

A antiga primeira-ministra britânica faleceu esta manhã com 87 anos, vítima de um acidente vascular cerebral. Margaret Thatcher é considerada uma figura impar da política britânica, tendo sido a primeira e única mulher a ser eleita para o cargo de primeiro-ministro, liderando os destinos do Reino Unido durante onze anos.

A “Dama de Ferro”, como ficou conhecida, lidou com alguns dos episódios mais marcantes da vida política britânica. A forma como resolveu o diferendo com os mineiros em 1984, ou como deixou morrer vários prisioneiros do IRA em greve de fome, valeram-lhe a imagem de uma mulher de convicções muito fortes. 

Em 1982, conseguiu recuperar a soberania sobre as ilhas Malvinas, que a Argentina reclamava como suas. Essa vitória valeu-lhe uma maioria esmagadora nas eleições do ano seguinte.

Hugo Young, autor da biografia sobre Thatcher, apelidou-a de “uma máquina de ganhar eleições”, sem no entanto “trocar votos por simpatia”. Mas foi no seu estilo que a antiga primeira-ministra conseguiu reerguer um país que em 1979 tinha um PIB 30% inferior ao da França, e que em 1990 crescia de forma próspera.

Em relação à política externa, Margaret Thatcher manteve as suas ideias bem definidas, aliando-se de forma clara e inequívoca a Ronald Reagan, que considerou como “o segundo homem mais importante da sua vida”. Esta aliança juntou a Grã-Bretanha e os Estados Unidos contra a ex-URSS.

Margaret Thatcher sempre foi bastante crítica do projeto europeu e, em 2002, no seu livro "Statecraft", foi capaz de prever, de certa forma, os mais recentes desenvolvimentos da crise que assola atualmente a Europa: "A moeda única europeia está condenada ao fracasso,economicamente, politicamente e socialmente, embora as consequências ao longo do tempo ainda sejam incertas”.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Crise financeira provoca suicídio na Grécia

Fonte: Euronews

A crise na Grécia levou um reformado de 77 anos a suicidar-se diante do Parlamento grego, em Atenas. De acordo com a euronews, foi encontrada uma carta num dos bolsos do idoso em que este acusava o governo de o ter privado de recursos.
"Sou aposentado. Não posso viver nestas condições. Nego-me a procurar comida no lixo. Por isto, decidi por fim à minha vida", declarou na mensagem, publicada na íntegra pelo Jornal Espanhol "El Mundo" .
Afogado em dívidas, o homem matou-se com um tiro em praça pública, num horário de grande movimento na capital grega.
Perto de dois mil manifestantes ocuparam a praça central da cidade, Praça Sintagma, ao lado da árvore onde o homem se suicidou e aí permaneceram gritando palavras de ordem: "não foi suicídio, foi assassinato".
Em Portugal, o suicídio também tem aumentado.

Fonte: Relatório da polícia grega (segundo o jornal "Público")

Fonte: INE