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sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Choque entre Draghi e Schäuble

Mario Draghi e Wolfgang Schäuble não estão em sintonia sobre as medidas económicas que devem ser tomadas na Europa. (fonte:(thetoc.gr)
O Presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi e o Ministro das Finanças da Alemanha, Wolfgang Schäuble têm visões diferentes sobre as medidas que devem ser tomadas para combater a falta de crescimento económico na zona euro e o risco de deflação.

No âmbito da reunião geral do FMI que decorre em Washington, Mario Draghi considera que o BCE está pronto para aprovar mais medidas que estimulem a economia europeia.

"O BCE está preparado para alterar o tamanho e/ou a composição das nossas intervenções não convencionais e da nossa folha de balanços, se requerido", declarou na quinta-feira, 9 de Outubro, citado pela Bloomberg.

Por sua vez, Wolfgang Schäuble atacou a política do BCE ao afirmar que “com esta política monetária não vai ser possível resolver os problemas.”

"Eles têm de ser resolvidos com as decisões dos governos nacionais, porque não temos uma união económica e orçamental", acrescentou, insistindo que "a política monetária apenas pode acomodar e comprar tempo", concluiu o ministro alemão.

Fontes: Bloomberg, Diário Económico, Jornal de Negócios,

Daniel Wollscheid

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Desemprego cai na Zona Euro

De acordo com os dados divulgados pelo Eurostat, o desemprego na Zona Euro baixou pela primeira vez, desde 2011. Em Agosto a taxa de desemprego manteve-se nos 12%, o mesmo valor verificado no mês de Julho.

Desde o ano passado, a taxa de desemprego subiu em 16 Estados-membros e caiu em 11. A Grécia e o Chipre foram os países onde se verificaram as maiores subidas, passando de 24,6% para 27,9% e de 12,3% para 16,9%, respectivamente. Já a Polónia, manteve os mesmos valores.

Em Portugal, 877 mil pessoas estão desempregadas
Relativamente ao ano passado, a Espanha e a Grécia continuam a ser os países com a taxa de desemprego mais elevada, enquanto que a Áustria, Alemanha e Luxemburgo registaram as taxas mais baixas.

Em Portugal, o desemprego também desceu para 16,5% (uma décima em relação a 2012). A taxa tem vindo a descer desde Abril, contudo, mantém-se a quinta mais elevada da União Europeia.

Fontes: Jornal de Negócios, RTP, Público 

Isaura Quevedo e Maria Inês Gonçalves

Desemprego em Portugal desce de 16,6% para 16,5%

Foto RTP

A taxa de desemprego em Portugal desceu 0,1% em Agosto face a Julho mantendo-se como a quinta mais elevada da União Europeia, segundo os dados divulgados hoje pelo Eurostat.

De acordo com o Jornal Negócios, em Agosto do ano passado o desemprego atingiu mais 882 mil pessoas na União Europeia e 895 mil na Zona Euro. Este ano, 26.595 milhões de pessoas estavam sem trabalho na União Europeia, das quais 19.178 milhões eram da Zona Euro.

A taxa de desemprego em Portugal nos últimos meses não foi tão elevada. Em Abril foi de 17,3% (contra os 17,8% ), em Maio caiu para os 17% (antes o valor era de 17,6%), em Junho desceu para os 16,7%  e em Julho para os 16,5% mantendo-se a tendência de descida desde Abril deste ano.

O Eurostat justificou estas revisões com a inclusão no processo da taxa de desemprego dos dados mais recentes do estudo da UE sobre a força de trabalho.

Fonte: Publico

Ana Rita Soares e Carolina Sá Pereira

terça-feira, 28 de maio de 2013

Jeroen Dijsselbloem admite que Portugal poderá vir a ter mais tempo


                                 Jeroen Dijsselbloem, Presidente do Eurogrupo (Fonte:Guardian)




O Presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, disse esta segunda-feira em Lisboa, em conferência de imprensa conjunta com o ministro das Finanças português Vítor Gaspar que, caso seja necessário, poderá ser consentido mais tempo a Portugal para atingir as metas que foram acordadas com o FMI. Embora reconheça que Portugal poderá vir a ter mais tempo, acrescenta que, até à data, as autoridades portuguesas não fizeram nenhum pedido nesse sentido.

Jeroen Dijsselbloem afirmou que é muito importante que agora se esteja a trabalhar no ajustamento estrutural necessário, não só em Portugal, mas na totalidade da zona Euro. 

Continuando, admite que sendo visíveis esses esforços por parte dos países, e só sendo por culpa da situação económica que não é possível atingir as metas acordadas dentro do tempo estipulado, então aí sim poderá ser considerado mais tempo para se conseguir cumprir essas metas. 

Também o Ministro das Finanças Português Vítor Gaspar disse que agora era tempo de continuar com o programa de ajustamento acordado e cumprir os objectivos que estão estipulados.

Porém, Vítor Gaspar, também admite que poderá ser preciso mais tempo do que o que está previsto, afirmando que "não se pode excluir uma maior flexibilidade das metas definidas para Portugal se as circunstâncias o tornarem necessário".

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Taxa sobre os depósitos na ajuda ao Chipre

Guido Westerwelle, Ministro dos Negócios Estrangeiros da Alemanha, discorda com a aplicação de uma taxa sobre os depósitos mais pequenos (foto: Guardian)

O valor a partir do qual são tributados os depósitos cipriotas está a gerar divisões entre o governo de Nicósia e a Zona Euro. O Europgrupo reafirmou esta segunda-feira, dia 18 de Março, que os pequenos e grandes depositantes deviam ser tratados de maneira diferente e que os depósitos abaixo de 100 mil euros têm de ser salvaguardados.

Na madrugada de sábado dia 16 de Março, os ministros das finanças aprovaram o resgate do Chipre de 10 mil milhões de euros, que prevê a aplicação de uma taxa de 9.9% para depósitos acima de 100 mil euros e uma de 6.75% para depósitos abaixo de 100 mil euros.

Durante o fim-de-semana, de 16 e 17 de Março, a Reuters revelou que a intenção de tributar os depósitos abaixo de 100 mil euros tinha partido do presidente do Chipre, Nicos Anastasiades, que, entretanto, desmentiu esta notícia.

Esta segunda-feira, dia 18 de Março, em declarações à revista alemã Der Spiegel, o Ministro dos Negócios Estrangeiros da Alemanha, Guido Westerwelle, afirmou que “seria mais inteligente que os pequenos depositantes ficassem de fora” das taxas a serem aplicadas aos depósitos. 

As afirmações do responsável alemão revelam que a decisão no Eurogrupo não foi consensual. Pelo menos a Alemanha teria preferido ver os pequenos depositantes salvaguardados.


Daniel Wollscheid 



quinta-feira, 14 de março de 2013

Portugal tem a terceira maior taxa de desemprego da OCDE


Portugueses estão entre os mais afectados pelo desemprego. (Foto: Público)

Segundo o Jornal de Negócios, a taxa de desemprego em Portugal atingiu os 17,6%, um novo máximo registado em Janeiro, tornando-se assim a terceira mais elevada, e o quarto a nível de desemprego jovem com 38,6% entre os países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico.


Numa situação pior do que Portugal está a Grécia cuja taxa de desemprego se situava nos 26,6%, segundo os últimos dados respectivos ao mês de Dezembro. E ainda Espanha, onde o desemprego se situava no mês de Janeiro nos 26,6%.
De acordo com os dados divulgados pela OCDE a taxa de desemprego média dos 34 países que fazem parte da organização chegou aos 8,1%, ligeiramente acima dos 8% registados no final de 2012. Mas também na Zona Euro se registou uma subida de 0,1 pontos percentuais atingindo os 11,9%.
No comunicado, a Organização realça ainda a taxa de desemprego entre os jovens, que chegou aos 16,7%, mantendo-se ainda acima dos níveis anteriores ao inicio da crise económica e financeira. O desemprego jovem na zona euro atingiu tambem o seu máximo de 24,2%. 

Em Portugal a taxa de desemprego jovem cresceu para os 38,6% colocando o país no quarto lugar dos países com maior desemprego jovem, ainda assim superada por Espanha e Grécia, com taxas superiores a 50%, e Itália com uma taxa de 38,7%. Em nota, no relatório, a OCDE destaca que “em Itália, Portugal e Eslováquia mais de um em cada três jovens estava sem emprego. Enquanto na Grécia e em Espanha o desemprego afectava mais de um em cada dois jovens dos 15 aos 24 anos”.

No conjunto da organização, o desemprego afectava 48,8 milhões de pessoas em Janeiro, mais cinco milhões do que em Dezembro.





quarta-feira, 13 de março de 2013

Parlamento Europeu aprova regras de supervisão orçamental na zona Euro







     Fonte:Youtube    

 Foi aprovado, esta terça-feira, no Parlamento Europeu, o segundo pacote (two pack) sobre a supervisão orçamental. O documento visa facilitar a governação económica na zona Euro, avança a Lusa.
             
O two pack é composto por dois textos legislativos. Por um lado, vai permitir à Comissão Europeia acompanhar e avaliar os planos orçamentais dos países membros. Por outro lado, vai possibilitar uma maior fiscalização aos países que beneficiam de ajuda financeira.

O documento prevê ainda a “criação de um grupo de alto nível para analisar em que medida é que é possível que os países comecem a emitir dívida soberana em conjunto e, em particular, que se faça um fundo de redenção”, adianta Elisa Ferreira, eurodeputada socialista.
               

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Stiglitz: Europa é o principal risco para economia mundial

Joseph Stiglitz defende que a Europa é o principal risco para a economia mundial em 2013, em especial os casos da Grécia e de Espanha "esses países encontram-se numa recessão de onde não se vê maneira de saírem". O economista acredita que a manutenção das políticas de austeridade só vai piorar a situação europeia, informou o Público.

Foto: Slim Beleggen
Num artigo publicado no diário alemão Handelsblatt, o norte-americano e Prémio Nobel de Economia afirma que um pacto orçamental não é a solução para sair da crise que afecta a zona euro há vários meses. A compra ilimitada de dívida pública dos Estados pelo Banco Central Europeu é classificada como um “paliativo temporário”. Joseph Stiglitz criticou o funcionamento deste programa, que se encontra reservado apenas aos países que estejam sob um programa de ajuda financeira internacional, noticiou a RTP.

O economista reforçou a ideia que é necessário que os responsáveis políticos europeus "ponham em prática um verdadeiro pacto de crescimento para os países periféricos da zona euro", não excluindo novos problemas na Europa. Stiglitz destacou ainda que "Se o Banco Central Europeu continuar a fazer das políticas de austeridade uma condição para os seus financiamentos, isso só irá agravar o estado da doença", avançou a agência France Press.

Para 2013, o economista afirma  que a Zona Euro pode registar um novo período de turbulência.

Mariana Pinheiro e Sara Cunha

Lagarde pede adiamento dos cortes na Alemanha

A directora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, pediu ao Governo alemão que abrande o processo de consolidação orçamental, para compensar as consequências negativas que a austeridade dos países em crise tem tido no crescimento económico da Zona Euro. Numa entrevista ao diário Die Zeit, Lagarde afirma que o Governo alemão pode "permitir-se avançar mais devagar do que outros na consolidação", adiantou o Público.

Foto: Financial Times
Recentemente, o Governo alemão aprovou os planos para o Orçamento do Estado de 2013, nos quais se compromete a anular o défice orçamental durante os próximos três anos. “No caso da Alemanha significa não tentar alcançar tão rapidamente o "défice zero", destacou Lagarde, enaltecendo que esta é a única opção dos restantes países para conseguirem equilibrar o déficit.

A responsável do FMI reforçou que, para resolver a crise europeia, é fundamental a criação de um programa “completamente funcional” de compra de dívida soberana por parte do BCE e a consolidação da união bancária. Christine Lagarde reconheceu que a colaboração entre o FMI e a União Europeia nem sempre tem sido fácil devido à necessidade de “encontrar um consenso” entre ambas as partes, especialmente no que se relaciona com o caso da Grécia, escreveu o Negócios Online.

Lagarde avançou com a hipótese de o FMI poder envolver-se exclusivamente na supervisão dos programas de reforma nos países da Zona Euro sem colaborar financeiramente. O FMI “não tem de comprometer-se financeiramente em todos os casos”, disse. A Directora-Geral do FMI acrescentou ainda que a instituição pode “concentrar-se principalmente em ajudar no desenvolvimento e supervisão dos programas de ajustamento”.

Em 2013, Lagarde defende que a economia global vai registar um ritmo de crescimento mais acelerado, devido à retoma do dinamismo económico nos EUA e ao papel das economias emergentes, como é o caso da China. Na zona euro, as previsões do FMI indicam que o clima económico dos países em recessão deve melhorar, noticiou o Monitor Digital.

Mariana Pinheiro e Sara Cunha

Bancos da União europeia vão ficar dependentes da supervisão do BCE

O Banco Central Europeu vai passar a supervisionar os bancos da União Europeia. A decisão foi tomada esta marugada numa reunião entre os 27 ministros das finanças da Zona Euro.

Vai demorar um ano até o Banco Central Europeu conseguir reunir os colaboradores necessários
Fonte: Flickr
O presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, considerou o acordo "excepcionalmente importante" para o futuro europeu. O objectivo é dar "o primeiro grande passo para a união bancária", segundo revelou o comissário europeu de Mercado Interno e Serviços Financeiros da União Europeia, Michel Barnier. Segundo a RTP,  pretende-se que esse passo seja dado no dia um de Março de 2014.

Para Durão Barroso, o acordo representa "um passo  em frente crucial e muito substantivo no sentido de uma união bancária"

Contudo, como noticia o jornal Expresso, o BCE não vai controlar todos os bancos da União, como era inicialmente desejado. A principal opositora foi a Alemanha, que se recusou a submeter os seus bancos regionais ao controlo do principal banco europeu.

Já o Reino Unido, a Suécia e a República Checa não se mostraram interessados em qualquer tipo de união bancária.

Ruben Gomes e Tiago Rodrigues

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Zona Euro enfrenta nova recessão

Europa enfrenta segunda
recessão técnica
A zona euro entra em recessão com o PIB a cair 0,1% no terceiro trimestre, em linha com as previsões dos economistas, colocando a região em recessão técnica. No segundo trimestre o crescimento tinha também sido negativo, segundo dados hoje anunciados pelo Eurostat.  Apesar da expansão da França e da Alemanha, os resultados dos dois países foram insuficientes para impulsionar a economia da Zona Euro, que atravessa assim a segunda recessão no espaço de quatro anos, noticiou o Negócios Online.

Em Portugal, a economia voltou a contrair no terceiro trimestre deste ano, pelo oitavo trimestre consecutivo, com o PIB a recuar 0,8% em relação aos três meses anteriores e a decrescer 3,4% face ao período homólogo, segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). Portugal registou a maior queda entre os Estados-membros, enquanto os maiores crescimentos pertenceram à Letónia e à Estónia (1,7% em ambos os países), avança o Diário Económico.

O presidente do Eurogrupo, Jean-Claude Juncker, afirmou que a Zona Euro tem de se preparar para a recessão e apelou a uma "verdadeira política de crescimento" económico. Numa conferência de imprensa, no Luxemburgo, Juncker frisou "Devemos consolidar as nossas finanças públicas, mas é necessário chamar a atenção para a necessidade de dotar a Europa de uma verdadeira política de crescimento", publicou o Diário de Notícias.

Mariana Pinheiro e Sara Cunha

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Europa adia ajuda à Grécia

Foto: Jornal de Negócios

A data de entrega da próxima tranche de ajuda à Grécia foi adiada de 12 para 26 de Novembro, decisão tomada pelos ministros das Finanças da Zona Euro. A possibilidade de adiamento já teria sido avançada por responsáveis das finanças alemãs.

O Parlamento grego aprovou recentemente o pacote de austeridade exigido pela troika, mas o político alemão Wolfgang Schäuble, afirmou que não estão reunidas condições para desbloquear a tranche no ínicio do mês.

A aprovação estaria também dependente da viabilização do novo pacote de austeridade para o período de 2013 a 2016, medida aprovada pelo parlamento helénico com 153 votos a favor.

Fontes: Jornal de Negócios, TSF

Bruno Gomes e Luís Silva

sábado, 20 de outubro de 2012

Merkel pretende reforços das instituições europeias

Num discurso no parlamento alemão, a chanceler considerou que as instituições europeias devem intervir mais nos orçamentos nacionais e para isso é necessário um maior poder nas decisões.

Angela Merkel quer intervenção das Instituições Europeias em orçamentos nacionais
De acordo com a TSF Angela Merkel afirma que foram feitos progressos quanto à disciplina orçamental mas que ainda assim são precisos mais esforços.

Apesar dos progressos Merkel afirma que é necessário ir mais longe e sugeriu ainda um comissário responsável pela moeda europeia, sendo este um assunto que vai marcar a cimeira europeia que começa quinta-feira, em Bruxelas.

Segundo a Agência Financeira, a chanceler confirmou o seu desejo que a Grécia "permaneça na Zona Euro", porque "apesar das dificuldades" é melhor para Atenas e para a União Europeia.

Daniela Fernandes e Lúcia Fernandes

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Junker: “ Grécia expulsa do euro, é um disparate”


Presidente do Eurogrupo quer Grécia na Zona Euro

Os Ministros das finanças do euro colocaram de parte a possibilidade de uma saída da Grécia da zona euro. Na reunião do Eurogrupo, que se realizou ontem, os ministros pediram às forças políticas para continuarem a garantir a estabilização do país.

De acordo com o jornal Expresso, Jean Claude Juncker, presidente do Eurogrupo, mostrou-se indignado com as afirmações de vários responsáveis políticos, entre os quais, o presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, que sugeriu o abandono para quem não cumpre as regras.

Junker afirmou que “a saída da Grécia do euro é propaganda”, adiantando ainda que caso o país tenha um governo estável, poderá ser considerada a extensão do programa por mais um ano. O presidente do Eurogrupo apelou à formação de um governo em Atenas, assegurando que “este não é tempo para baixar os esforços”.

Jean Claude Junker afirmou que nenhum dos ministros defendeu a saída da Grécia da zona euro. Embora o Ministro alemão, Wolfgang Schaueble, a austríaca Maria Fekter e o holandês Jean Kees deixassem claro que a permanência no euro está associada ao respeito pelos compromissos assumidos.

quinta-feira, 15 de março de 2012

Olli Rehn: novo programa de ajuda significa “mais dívida para Portugal”

Fonte: SIC Notícias
O comissário europeu dos Assuntos Económicos e Monetários, Olli Rehn, alertou que um novo programa de ajuda significa “mais dívida” para o país, mas elogiou os esforços de Portugal na melhoria das contas externas.


"Não é do interesse de Portugal, ou da zona Euro, que comecemos agora a falar de um novo programa, que, a propósito, também significaria mais dívida para Portugal", afirmou Olli Rehn em reunião na Assembleia da República com os deputados.  Para o vice-presidente da Comissão Europeia, “Portugal está no bom caminho”, uma vez que, de acordo com as suas declrações, citadas pela Agência Financeira, “há sinais encorajadores, especialmente relacionados com o reequilíbrio das contas externas portuguesas”.

Segundo a Euronews, Rehn mostrou-se preocupado com a dificuldade de as PME’s e as empresas exportadoras acederem ao crédito: “Estou consciente do facto do acesso ao crédito por parte de pequenas e médias empresas ser actualmente difícil”.

O comissário relembrou ainda que é necessário “construirmos uma ponte” para uma reintegração segura de Portugal nos mercados.

A Agência Financeira adianta que, neste segundo e último dia de visita a Portugal, Rehn elogiou o papel que o Presidente da República teve para se alcançar o acordo de concertação social, que levará às mudanças nas leis laborais.  


A audição do comissário europeu pela comissão parlamentar de economia e finanças terminou com alguma insatisfação da esquerda por falta de respostas às perguntas colocadas.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

BCE empresta dinheiro a 800 bancos

Presidente do BCE, Mario Draghi
O Banco Central Europeu (BCE) informou hoje que emprestou mais de 500 mil milhões de euros a três anos a 800 bancos da zona euro "a condições muito favoráveis".
O montante, hoje, emprestado foi superior aos 489 mil milhões de euros entregue a 523 bancos na primeira oferta de 21 de dezembro, dinheiro que foi utilizado para os bancos europeus comprarem títulos de dívida soberana de vários países europeus.
O objectivo é fornecer a banca de liquidez que seja suficiente para conseguir superar a actual situação, que congelou praticamente todo o sistema financeiro. Com os bancos a não se conseguirem financiar, tem se verificado uma redução no crédito à economia.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

“Firewall” contra a crise europeia


G20 (Foto: Tomas Bravo/ Reuters)

Depois de mais uma reunião do G20, realizada hoje na capital do México, os ministros das finanças mostraram-se bastante preocupados com toda a crise da divida pública na Zona Euro, estando dispostos a criar uma “firewall”, ou seja, uma “barreira de protecção” contra a crise sob a imposição de o fazer através do Fundo Monetário Internacional.

O grupo das 19 maiores economias do mundo e pela União Europeia, considera fundamental o alcance da estabilidade mundial, apelando empenho à Europa para que tudo fique pronto até Março, considerando esta ajuda essencial.

Até ao momento, a criação da barreira de protecção parece ser consensual entre todos na Zona Euro.

A subida dos preços do petróleo causou alguma preocupação por parte dos ministros das finanças do G20, em consequência de todas as tensões ocorridas no Médio Oriente.


Ivo Simão

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Economia vai piorar na Zona Euro

Olli Rehn 




A economia da Zona Euro vai recuar cerca de 0,3 por cento em 2012 de acordo com as últimas previsões da Comissão Europeia. Uma perspectiva que é pior do que as previsões do Outono.A economia dos 27 vai estagnar.

Estas previsões constituem uma baixa de 0,6 pontos percentuais na UE e 0,8 pontos percentuais na zona euro comparativamente às projecções anteriores.

Em 2012, o crescimento do PIB está previsto ser negativo em nove países, estagnar num único país e ser positivo em 17. O crescimento prevê-se ser maior na Letónia, Lituânia e Polónia e menor na Grécia e Portugal.

O comissário europeu dos Assuntos Económicos, Olli Rehn, disse que "apesar de o crescimento ter estagnado, estamos a assistir a sinais de estabilização na economia europeia. O sentimento económico ainda se encontra em níveis baixos, mas o 'stress' nos mercados financeiros está a aliviar", de acordo com o que se pode ler no comunicado da Comissão Europeia.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Zona euro em recessão no início de 2012



A zona euro deverá cair numa recessão no início de 2012, acabando o ano a crescer apenas uns ligeiros 0,1 por cento, enquanto Portugal só voltará ao crescimento em 2013, de acordo com as previsões da consultora Ernst e Young.

Entre o último trimestre deste ano e o primeiro de 2012 a zona euro vai viver uma recessão, segundo a Ernst e Young, acrescentando que o próximo ano irá terminar com o Produto Interno Bruto da zona euro a avançar 0,1 por cento.
  
Já entre 2013 e 2015 o crescimento irá fixar-se entre os 1,5 e os 2 por cento. 

Quanto a Portugal, embora preveja que a reestruturação da dívida soberana da Grécia deva continuar ordenada, a Ernst e Young considera que esta "aumenta consideravelmente o risco de contágio a outros países da zona euro, sobretudo a Portugal".

Para a consultora, o PIB de Portugal deverá cair 1,3 por cento este ano em 2011 e 2,3 por cento em 2012. De resto, provisões melhores que a do Governo de Passos Coelho, que aponta 1,6 por cento de recessão este ano e 3 por cento no próximo.

Já em 2013, a economia portuguesa deverá "começar a recuperar", retoma para que serão importantes as reformas estruturais, como a flexibilização do mercado laboral e a abertura à concorrência dos sectores da energia e das comunicações, considera a consultora.



Nelson Teixeira

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

França e Alemanha avançam na modificação de tratados


Paris e Berlim vão apresentar nos próximos dias as propostas de alteração dos tratados da Europa a fim de melhorar a governação da zona euro.

O presidente francês, Nicolas Sarkozy, a chanceler alemã Angela Merkel e o novo primeiro-ministro italiano, Mario Monti reuniram-se em Estrasburgo onde reafirmaram o seu empenho para estabilizar a zona euro e salvar a moeda única.

A chanceler alemã confirmou que Paris e Berlim já estão "a trabalhar as propostas de modificações" aos Tratados, e disse que "não terão nada a haver com o Banco Central Europeu", salientando que esta instituição é responsável pela política monetária, e não orçamental.

Sarkozy não avançou o conteúdo dessas propostas mas indicou que estarão terminadas a tempo de serem apresentadas aos restantes parceiros europeus na próxima cimeira de chefes de Estado e de Governo, que terá lugar em Bruxelas dentro de duas semanas.

Já Mario Monti deixou a garantia de que a Itália fará os possíveis para regressar ao reequilíbrio orçamental no próximo ano.

Ana Cláudia e Cátia Pereira