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quarta-feira, 8 de maio de 2013

Fundador do euro não acredita no futuro da moeda única

Oskar Lafontaine defende que "o espírito do euro está minado" (Foto: Sueddeutsche)


Oskar Lafontaine, ex-ministro das Finanças alemão e um dos fundadores do euro, criticou a atitude postura que a Alemanha tem tido em relação à União Europeia. Para Lafontaine, "Merkel vai despertar do seu sono hipócrita quando, ao sofrerem por causa da política salarial alemã, os países europeus unirem forças para fazerem um ponto de viragem na crise, penalizando inevitavelmente as exportações alemãs".

Segundo o Público, que cita um comunicado colocado no site do Partido de Esquerda do Parlamento alemão, as críticas de Oskar Lafontaine têm como base a política salarial que a chanceler Angela Merkl tem vindo a pôr em prática na Alemanha. De acordo com o ex-ministro das Finanças alemão, a ausência de salário mínimo apenas beneficia as empresas exportadoras alemãs e torna impossível aos países do euro ter uma política de salários coordenada em função da produtividade. Conclui, assim, que "o espírito do euro está minado e não pode prosseguir".

Para Lafontaine "o casino tem de ser encerrado". Por outras palavras, a solução seria retomar um sistema como aquele que foi percursor da união monetária, o Sistema Monetário Europeu. Dessa maneira, seria possível fazer "desvalorizações e valorizações controladas" das moedas nacionais, sob controlo muito apertado dos fluxos de capitais.

As críticas de Oskar Lafontaine juntam-se àquelas que, em Março, foram levadas a cabo por dois ministros do governo belga à Comissão Europeia. Na altura, o ministro da economia, Johan Vande Lanotte, e a ministra do Trabalho, Monica de Coninck, acusaram a Alemanha de "dumping social". Em causa estava o facto do país de Angela Merkel ter, nos seus matadouros, diversos trabalhadores, na maioria oriundos de países de Leste, a cumprirem horários superiores aos estabelecidos legalmente (cerca de 60 horas semanais), em troca de baixos salários (entre 3 a 5 euros por hora), sem direito a segurança social ou seguro de saúde.

sábado, 23 de março de 2013

Chipre aprova reestruturação da banca

O parlamento cipriota aprovou quase à meia noite de sexta-feira dia 22 de Março um conjunto de medidas que visam reestruturar a banca e limitar a circulação de capitais, revelam as agências noticiosas e conforme se pode ler aqui. As negociações prosseguem no sábado, nomeadamente com a designada troika, para obter um acordo sobre a tributação dos depósitos que não foi ainda decidida.

O pacote legislativo foi aprovado com 26 votos a favor dos partidos de governo DISY e DIKO e dois votos contra. A maioria da oposição absteve-se, conforme se pode ler no Cyprus Mail 

Principais medidas adoptadas na sexta-feira:
- Divisão do banco Laiki em dois, um 'bad bank' e outro 'good bank'
- O Governo fica com poderes para impor medidas de controlo de capitais que impeçam a fuga de depósitos, uma medida aprovada por unanimidade;
- Os deputados aprovaram ainda a criação de um Fundo Nacional de Solidariedade onde vão ser concentrados activos do Estado para viabilizarem emissões obrigacionistas.

Ainda hoje, sábado 23 de Março, espera-se que seja confirmado o perfil da taxa sobre os depósitos. De acordo com uma fonte oficial não identificada citada pela Reuters, as autoridades de Chipre terão chegado a acordo com a equipa da troika, que inclui o BCE, Comissão Europeia e FMI. NOs termos desse entendimento, seria aplicada uma taxa de 20% nos depósitos acima de 100 mil euros no Bank of Cyprus, o maior em crédito concedido, e quatro por cento nos depósitos acima do mesmo valor nas outras instituições bancárias.

O parlamento cipriota rejeitou na semana passada, terça-feira, o plano de resgate aprovado no Eurogrupo que consagrava uma taxa de 6,75% sobre os depósitos abaixo de cem mil euros e de 9,5% acima daquele valor. Esta receita garantiria boa parte dos 5,8 mil milhões de euros que o Chipre precisa para obter o empréstimo de 10 mil milhões de euros dos países do euro e do FMI, em linha com as condições colocadas pelo Eurogrupo na reunião de 16 de Março .

Os bancos cipriotas estão encerrados desde segunda-feira 18 de Março. A ausência de acordo já levou o BCE a dizer que só fornecerá mais liquidez aos bancos de Chipre até segunda-feira.

O Eurogrupo vai reunir no domingo a partir das 17 horas esperando-se que nessa altura seja tomada uma decisão.

quarta-feira, 13 de março de 2013

Parlamento Europeu aprova regras de supervisão orçamental na zona Euro







     Fonte:Youtube    

 Foi aprovado, esta terça-feira, no Parlamento Europeu, o segundo pacote (two pack) sobre a supervisão orçamental. O documento visa facilitar a governação económica na zona Euro, avança a Lusa.
             
O two pack é composto por dois textos legislativos. Por um lado, vai permitir à Comissão Europeia acompanhar e avaliar os planos orçamentais dos países membros. Por outro lado, vai possibilitar uma maior fiscalização aos países que beneficiam de ajuda financeira.

O documento prevê ainda a “criação de um grupo de alto nível para analisar em que medida é que é possível que os países comecem a emitir dívida soberana em conjunto e, em particular, que se faça um fundo de redenção”, adianta Elisa Ferreira, eurodeputada socialista.
               

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Ministra italiana chora ao anunciar plano de austeridade



Emocionada no momento em que teve de pronunciar a palavra "sacrifícios", a ministra do Trabalho e da Segurança Social italiana, Elsa Fornero, não conseguiu conter as lágrimas, nem acabar a apresentação do plano de austeridade do governo aprovado horas antes em conselho de ministros. Acabou por ser Mario Monti, o chefe do governo, a explicar o plano aos jornalistas.

"Nós - e isto custa-nos imenso, até psicologicamente - temos de pedir sac...", e mais não conseguiu dizer Elsa Fornero, quando apresentava em conferência de imprensa as medidas laborais previstas no designado decreto de "Salvação de Itália" que, prevê uma poupança de €20 mil milhões.

O plano Monti vai juntar-se aos do anterior primeiro ministro, Silvio Berlusconi que ascendiam a mais de €54 mil milhões. Segundo os primeiros cálculos feitos por analistas italianos, este novo pacote deverá implicar a perda de 1000 euros em 2012 no poder de compra de cada agregado familiar.

Paulo Martins

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Durão Barroso apela à salvação do Euro

O presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, pediu hoje aos chefes de Estado e do Governo da União Europeia que juntem esforços para salvar o euro.  


«Lanço um apelo aos chefes de Estado e de Governo. Devemos fazer tudo para garantir a irreversibilidade do euro», afirmou Durão Barroso durante uma reunião em Marselha, França.

O presidente da Comissão Europeia fez esta declaração poucas horas antes do começo da Cimeira de Bruxelas, que tem inicio hoje à noite e durará até amanhã, cujo objectivo é encontrar uma solução para a crise da moeda única.

Durão Barroso disse ainda que «No coração da crise, há um problema de confiança e de credibilidade. É por isso que nós queremos ver mais convergência, mais disciplina orçamental» e acrescentou que esta cimeira é crucial para o futuro do euro.

Ana Margarida, Ana Cláudia, Cátia Pereira e Susana Ferreira

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Bruxelas pretende congelar próxima tranche à Grécia até ao referendo

A União Europeia planeia congelar a sexta tranche de ajuda internacional à Grécia depois do Governo grego ter anunciado, segunda-feira, um referendo que decidirá se a Grécia aceita ou não o compromisso que fez com a União Europeia. Os mercados financeiros foram afectados, provocando uma nova crise económica na Europa.


Depois da decisão de Papandreou, a chanceler alemã Angela Merkel e o presidente francês Nicolas Sarkozy, encontraram-se, ontem, em Cannes, com os representantes das instituições europeias e do Fundo Monetário Internacional (FMI) e, separadamente, com os representantes gregos. De acordo com a agência EFE, a União Europeia (UE) planeia congelar a sexta tranche de ajuda internacional à Grécia, no valor de oito mil milhões de euros, até à realização do referendo anunciado pelo Governo grego.

Segundo a agência de notícias Associated Press (AP), o Governo grego chocou os mercados com o anúncio de pretender realizar um referendo sobre as medidas de austeridade impostas pela troika. O primeiro-ministro, George Papandreou, anunciou no parlamento que o voto "será vinculativo" e que se o povo grego disser "não" ao acordo feito com os parceiros europeus, este não será promulgado e poderá levar à queda da moeda europeia.

Paulo Portas, ministro dos Negócios Estrangeiros Português, reagiu ao anúncio feito pelo primeiro-ministro grego e referiu que "é uma situação que evidentemente vejo com apreensão. No preciso momento em que a Europa mais precisa de sinais de confiança, obviamente este é um factor de insegurança e de imprevisibilidade". Por outro lado, o primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, salientou num comunicado que "não há dúvida de que a decisão grega para fazer um referendo sobre o plano de ajuda da União Europeia pesa sobre as transacções” e que “esta é uma escolha inesperada que gera incerteza após o Conselho Europeu”, acrescentou.

Eliano Marques, Nicole Matias, Tomás Tim-Tim

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Crise é troika, rating e FMI

A crise do euro, um dos temas mais actuais e mais importantes do país, passa ao lado da maioria dos jovens. Sabem que ela existe, sentem-se afectados por ela mas, poucos a conseguem definir. Para alguns deles a crise é sinónimo de troika, rating e FMI.

Leia aqui.

Sair ou não do euro, eis a questão

Portugal tem de se manter no euro. A crise seria muito pior sem a moeda única. Opiniões partilhadas por pessoas de várias idades que falaram com a Europa na Lusófona.

O economista Francisco Garcia dos Santos, em entevista, admite que Portugal corre o risco de ter de sair da moeda única se "não mudar de vida".
Leia tudo aqui.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Euro ou escudo?

Carmelita Cunha, 63 anos, aposentada, Ana Madeira, 22, estudante, Joana Castilho designer de 22 anos e Manuel Martins na pré-reforma aos 59. Todos respondem à questão: Euro ou escudo? Testemunhos diferentes numa abordagem à crise actual.



O historiador Cláudio Torres em entrevista considera que "já esteve mais longe" o regresso do escudo. Mas, se isso vier a acontecer, a classe média será a que mais vai sofrer. Leia aqui.

A crise do euro no olhar do futuro

Apoiar as pequenas e médias empresas, incentivar o investimento na produção nacional e apostar nas exportações. É a receita de dois estudantes de economia para tirar Portugal da crise que pode ser lida aqui.
Uma crise que se vive no euro há mais de um ano.
Eis os acontecimento mais marcantes do Colapso Financeiro dos GIP

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Quatro vidas, quatro histórias, uma crise

Artur Silva, José Marques, Rui Luís e Ricardo Araújo. Histórias de vidas afectadas pela crise.
Leia aqui Quatro vidas, quatro histórias, uma crise.
E veja o vídeo sobre a crise do euro em Portugal explicada pelo economista Pinheiro Henriques que responde ainda às questões colocadas por Artur, Ricardo, Rui e José.


Uma reportagem de André Sebastião, Patrícia Matos e Susana Silva.

sábado, 30 de abril de 2011

Eurodeputados aprovam sanções "mais pesadas" para défices excessivos





O Parlamento Europeu aprovou um pacote legislativo de medidas sancionatórias mais pesadas para os países com défices excessivos. O objectivo da Comissão Parlamentar dos Assuntos Económicos e Monetários é acabar com as causas da actual crise, provocadas pelos desequilíbrios da economia europeia e a propensão dos governos para financiarem as despesas aumentando a dívida.



As medidas sancionatórias estabelecem que os países que prestarem falsas declarações sobre as contas nacionais deverão ser sujeitos a uma coima correspondente a 0,5% do seu PIB. Por outro lado, as sanções a aplicar quando não for dada resposta aos desequilíbrios macroeconómicos, correspondentes a 0,1% do PIB, deverão ser introduzidas após o primeiro incumprimento da recomendação. Em caso de incumprimento persistente, a coima será aumentada para 0,3% do PIB.



Os eurodeputados defendem que a Comissão Europeia deve reforçar a fiscalização e as medidas a adoptar em caso de défice excessivo, para que os Estados-Membros tenham menos espaço de manobra nesta matéria.



Apesar das sanções, a comissão ECON defende igualmente que a Comissão Europeia eve permitir que os Estados-Membros continuem a fazer investimentos que sejam benéficos a longo prazo.


Fonte: Parlamento Europeu

sexta-feira, 25 de março de 2011

E a Cimeira concluiu...

@Wordle

As palavras que marcam as Conclusões da Cimeira da Primavera da União Europeia.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Líderes da Zona Euro debatem pacto da competitividade franco-alemão

Angela Merkel e Nicolas Sarkozy discutem futuro da moeda única
O pacto de competitividade franco-alemão, que reuniu hoje os 17 líderes da zona Euro, foi posto em discussão. Em causa está o fim da indexação entre salários e inflação como é o caso de alguns países como a Bélgica e Portugal. Se a chanceler alemã Angela Merkel for bem sucedida o pacto de competitividade representará uma perda de sobrania para o resto da europa tendo bruxelas como líder da zona Euro.
As novas medidas de austeridade portuguesa anunciadas antes da cimeira da zona Euro, foram também discutidas durante o encontro e já apreciadas por Bruxelas.



Fontes: Euronews, Expresso