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segunda-feira, 14 de maio de 2012

Junker: “ Grécia expulsa do euro, é um disparate”


Presidente do Eurogrupo quer Grécia na Zona Euro

Os Ministros das finanças do euro colocaram de parte a possibilidade de uma saída da Grécia da zona euro. Na reunião do Eurogrupo, que se realizou ontem, os ministros pediram às forças políticas para continuarem a garantir a estabilização do país.

De acordo com o jornal Expresso, Jean Claude Juncker, presidente do Eurogrupo, mostrou-se indignado com as afirmações de vários responsáveis políticos, entre os quais, o presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, que sugeriu o abandono para quem não cumpre as regras.

Junker afirmou que “a saída da Grécia do euro é propaganda”, adiantando ainda que caso o país tenha um governo estável, poderá ser considerada a extensão do programa por mais um ano. O presidente do Eurogrupo apelou à formação de um governo em Atenas, assegurando que “este não é tempo para baixar os esforços”.

Jean Claude Junker afirmou que nenhum dos ministros defendeu a saída da Grécia da zona euro. Embora o Ministro alemão, Wolfgang Schaueble, a austríaca Maria Fekter e o holandês Jean Kees deixassem claro que a permanência no euro está associada ao respeito pelos compromissos assumidos.

Junker já tem possível sucessor na liderança do Eurogrupo


Wolfgang Schaeuble, possível presidente do Eurogrupo

O ministro das finanças alemão, Wolfgang Schaeuble, afirmou publicamente pela primeira vez que está disposto a assumir a presidência do Eurogrupo, sucedendo assim ao primeiro-ministro luxemburguês Jean-Claude Junker, que cessa as suas funções no final de Junho.

Em entrevista ao jornal alemão "WeltamSonntag", Wolfgang Schaeuble defendeu que tem como objectivo continuar o “bom trabalho” de Junker, mostrando-se optimista no que respeita ao futuro do euro. Schaeuble disse ainda que até á data não tem qualquer oposição dos ministros das finanças da União Europeia face à sua candidatura à presidência do Eurogrupo.

O ministro alemão destacou a sua vontade de ter um papel activo no Eurogrupo “Como ministro das finanças alemão tenho de estar envolvido com intensidade” e descartou qualquer hipótese de uma possível renegociação ou alteração do pacto orçamental europeu, acordado com 25 dos 27 países que compõe a União Europeia.

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Dívida lisboeta é o triplo da factura de Porto e Gaia


Câmara de Lisboa ultrapassa dívida de Porto e Gaia (@jn.pt)


As dívidas das Câmaras de Porto e Gaia não chegam para pagar a dívida da Câmara de Lisboa
Enquanto que a norte, a factura é de 746 euros, cada lisboeta deve 1999 euros, quase o triplo do conjunto das dívidas das cidades do Porto e Gaia.

De acordo com o Jornal de Notícias, as quantias fazem parte do total do endividamento municipal de curto e médio/longo prazo, no final de 2010. O débito da capital daria, por exemplo, para pagar 50 obras de recuperação do mercado do Bolhão ou para construir duas vezes o novo hospital de Gaia, tão falado pela população há mais de vinte anos.

Estes valores deverão constar no Anuário Financeiro dos Municípios, que será apresentado num seminário sobre reforma administrativa organizada pela Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas, no próximo dia 28 em Lisboa.

Os relatórios de gestão das autarquias referentes a 2011 ainda não foram aprovados.

FMI dá nota positiva a Portugal


Representantes da Troika (@aessenciadapolvora.blogspot)

Foi positiva a nota dada ao governo português no cumprimento das medidas acordadas com a Troika aquando do memorando de entendimento. O Fundo Monetário Internacional destacou o bom desempenho de Portugal, que já conseguiu vender 3 milhões de divida.

A União Europeia e o FMI concordaram ao afirmar que Portugal, tal como a Irlanda, tem reunido todos os esforços para continuar a receber os trechos de dinheiro. A Troika realçou ainda que a situação portuguesa é melhor do que a grega, apesar de a quebra económica ser semelhante nos dois países: a economia portuguesa deverá ter este ano uma contracção de 3%.

Numa visita que se iniciou esta quarta-feira, a Portugal, os representantes do FMI referiram a importância do esforço português para cumprir as metas. O caso grego difere do português uma vez que a Grécia não reúne apoio junto dos parceiros europeus.

Os protestos em Atenas têm sido pautados pela violência das manifestações sociais, fruto do descontentamento da população face às medidas impostas pelo governo de Lucas Papademos. Em Portugal, a supressão de alguns feriados, reduções salariais e aumento dos impostos são algumas das medidas que têm levado a uma onda de protestos um pouco por todo o país.

Inúmeras críticas têm sido apontadas a Portugal, afirmando que o país está agora onde a Grécia estava há cerca de dois anos e que está a seguir o caminho de Atenas, revelou a Euronews.


Marques Mendes: “Passos Coelho não está a governar para ganhar eleições”


Marques Mendes confia nas decisões de Passos Coelho (@notícias.pt)

Na cerimónia de apresentação do livro “GENEPSD-Contributospara uma Social Democracia Portuguesa”, o ex-presidente social-democrata Luís Marques Mendes afirmou que o primeiro-ministro, Passos Coelho, “não está a governar para ganhar eleições”.

Marques Mendes na entrada para a apresentação do livro, em breves declarações aos jornalistas, considerou “correcta a linha estratégica que está a ser seguida pelo Governo”, no seu entender “num momento tão difícil como este, Portugal não pode falhar”.

O social-democrata sublinhou que o Primeiro-Ministro “vai, em todos os momentos, colocar o interesse do país à frente do interesse do partido” afirmando que “ele não está a governar para ganhar eleições”.

A comemoração contou também com a presença do Ministro da Defesa, José Pedro Aguiar-Branco, na sua opinião “se o PS estivesse neste momento no Governo, a maioria das decisões eram iguais, dizer o contrário é mentira”, conclui o Diário de Notícias.