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segunda-feira, 11 de março de 2013

Mario Draghi quer que Itália mantenha austeridade


Mário Draghi considera essencial que a Itália mantenha as reformas estruturais.
 Foto: www.europeanvoice.com

O presidente do Banco Central Europeu (BCE) defendeu que a Itália deve manter as reformas estruturais em curso, de forma a conseguir recuperar mais rapidamente da crise em que se encontra.
Mario Draghi,  citado pelo European Voice, falou após mais um Conselho do BCE em Frankfurt, quinta-feira dia 7 de Março, e alertou para os perigos da nova onda anti-austeridade, que se formou após as eleições em Itália.  Um resultado que faz com que neste momento os partidos do centro esquerda estejam a discutir a formação de um governo.
Draghi mostrou-se ainda preocupado com a queda da procura interna e das exportações na zona euro, que pode atrasar a retoma prevista para o segundo semestre deste ano.
No entanto, as palavras mais incisivas do presidente do BCE foram para o seu país, e tiveram como alvo Pier Luigi Bersani, líder do centro esquerda de Itália, e que está neste momento a tentar formar um governo para que o país lute para sair daquilo a que ele chamou a “jaula da austeridade”.

Mario Draghi acredita que a Itália deve seguir o caminho que alguns países da zona euro estão a trilhar, de modo a “baixar os spreads, ganhar a confiança dos mercados e, consequentemente, melhorar a economia e baixar o desemprego”.
Outro dos aspectos destacados pelo presidente do BCE, foi o facto de os mercados não terem reagido negativamente ao resultado das eleições italianas, o que significa, segundo Draghi, “que perceberam que vivemos em democracia”.

Leia aqui a conferência de imprensa de Mario Draghi na íntegra e em baixo o vídeo.

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Stiglitz: Europa é o principal risco para economia mundial

Joseph Stiglitz defende que a Europa é o principal risco para a economia mundial em 2013, em especial os casos da Grécia e de Espanha "esses países encontram-se numa recessão de onde não se vê maneira de saírem". O economista acredita que a manutenção das políticas de austeridade só vai piorar a situação europeia, informou o Público.

Foto: Slim Beleggen
Num artigo publicado no diário alemão Handelsblatt, o norte-americano e Prémio Nobel de Economia afirma que um pacto orçamental não é a solução para sair da crise que afecta a zona euro há vários meses. A compra ilimitada de dívida pública dos Estados pelo Banco Central Europeu é classificada como um “paliativo temporário”. Joseph Stiglitz criticou o funcionamento deste programa, que se encontra reservado apenas aos países que estejam sob um programa de ajuda financeira internacional, noticiou a RTP.

O economista reforçou a ideia que é necessário que os responsáveis políticos europeus "ponham em prática um verdadeiro pacto de crescimento para os países periféricos da zona euro", não excluindo novos problemas na Europa. Stiglitz destacou ainda que "Se o Banco Central Europeu continuar a fazer das políticas de austeridade uma condição para os seus financiamentos, isso só irá agravar o estado da doença", avançou a agência France Press.

Para 2013, o economista afirma  que a Zona Euro pode registar um novo período de turbulência.

Mariana Pinheiro e Sara Cunha

Lagarde pede adiamento dos cortes na Alemanha

A directora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, pediu ao Governo alemão que abrande o processo de consolidação orçamental, para compensar as consequências negativas que a austeridade dos países em crise tem tido no crescimento económico da Zona Euro. Numa entrevista ao diário Die Zeit, Lagarde afirma que o Governo alemão pode "permitir-se avançar mais devagar do que outros na consolidação", adiantou o Público.

Foto: Financial Times
Recentemente, o Governo alemão aprovou os planos para o Orçamento do Estado de 2013, nos quais se compromete a anular o défice orçamental durante os próximos três anos. “No caso da Alemanha significa não tentar alcançar tão rapidamente o "défice zero", destacou Lagarde, enaltecendo que esta é a única opção dos restantes países para conseguirem equilibrar o déficit.

A responsável do FMI reforçou que, para resolver a crise europeia, é fundamental a criação de um programa “completamente funcional” de compra de dívida soberana por parte do BCE e a consolidação da união bancária. Christine Lagarde reconheceu que a colaboração entre o FMI e a União Europeia nem sempre tem sido fácil devido à necessidade de “encontrar um consenso” entre ambas as partes, especialmente no que se relaciona com o caso da Grécia, escreveu o Negócios Online.

Lagarde avançou com a hipótese de o FMI poder envolver-se exclusivamente na supervisão dos programas de reforma nos países da Zona Euro sem colaborar financeiramente. O FMI “não tem de comprometer-se financeiramente em todos os casos”, disse. A Directora-Geral do FMI acrescentou ainda que a instituição pode “concentrar-se principalmente em ajudar no desenvolvimento e supervisão dos programas de ajustamento”.

Em 2013, Lagarde defende que a economia global vai registar um ritmo de crescimento mais acelerado, devido à retoma do dinamismo económico nos EUA e ao papel das economias emergentes, como é o caso da China. Na zona euro, as previsões do FMI indicam que o clima económico dos países em recessão deve melhorar, noticiou o Monitor Digital.

Mariana Pinheiro e Sara Cunha

Bancos da União europeia vão ficar dependentes da supervisão do BCE

O Banco Central Europeu vai passar a supervisionar os bancos da União Europeia. A decisão foi tomada esta marugada numa reunião entre os 27 ministros das finanças da Zona Euro.

Vai demorar um ano até o Banco Central Europeu conseguir reunir os colaboradores necessários
Fonte: Flickr
O presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, considerou o acordo "excepcionalmente importante" para o futuro europeu. O objectivo é dar "o primeiro grande passo para a união bancária", segundo revelou o comissário europeu de Mercado Interno e Serviços Financeiros da União Europeia, Michel Barnier. Segundo a RTP,  pretende-se que esse passo seja dado no dia um de Março de 2014.

Para Durão Barroso, o acordo representa "um passo  em frente crucial e muito substantivo no sentido de uma união bancária"

Contudo, como noticia o jornal Expresso, o BCE não vai controlar todos os bancos da União, como era inicialmente desejado. A principal opositora foi a Alemanha, que se recusou a submeter os seus bancos regionais ao controlo do principal banco europeu.

Já o Reino Unido, a Suécia e a República Checa não se mostraram interessados em qualquer tipo de união bancária.

Ruben Gomes e Tiago Rodrigues

União Bancária chega a Europa

Acordo de União Bancária é assinado depois de 14 horas de negociações entre os ministros das Finanças dos 27 estados-membros europeus. O acordo entra em vigor a 1 de Março de 2014 e estipula que 200 bancos europeus vão ter um supervisor único.

Fonte: European Pressphoto Agency

Acordo de União Bancária é assinado depois de 14 horas de negociações entre os ministros das Finanças dos 27 estados-membros europeus. O acordo entra em vigor a 1 de Março de 2014 e estipula que 200 bancos europeus vão ter um supervisor único.

O acordo abrange os bancos que representam cerca de 3% do total das instituições de crédito, entre eles encontram-se a Caixa Geral de Depósitos ,o BCP, o BES, o BPI, o Santander Totta e o Banif.

Os bancos vão estar sobre o domínio do Banco Central Europeu (BCE), que vai assumir a supervisão europeia de forma gradual em 2013 e totalmente operacional depois de Março de 2014.

Vítor Gaspar afirmou que «O elemento-chave que acredito que devemos ter, que devemos assegurar é, em primeiro lugar, que o mecanismo único de supervisão bancária é efetivo e cobre todas as organizações bancárias na zona euro».

Leia mais em: http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=611314&tm=6&layout=121&visual=49
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=606375
http://www.dinheirovivo.pt/Mercados/Artigo/CIECO080658.html

Naida Seixas

UE com supervisor único para bancos europeus

Os ministros das Finanças da União Europeia (UE) acordaram a criação de um supervisor bancário único. O plano acordado na véspera da cimeira de líderes da União Europeia, segue para discussão no Parlamento Europeu. Cerca de 200 bancos europeus ficarão directamente dependentes da supervisão do Banco Central Europeu (BCE), revelou o Negócios Online.

O resto dos cerca de 6000 bancos europeus continuarão a ser fiscalizados pelos bancos centrais nacionais, mas o BCE pode, em qualquer caso, entrar em acção ao primeiro sinal de problemas. BCP, BES, BPI, CGD, Totta e Banif são os bancos portugueses que devem fazer parte da lista dos que saem da alçada do Banco de Portugal, noticiou o Diário Económico.

O Banco Central Europeu terá o direito de, a qualquer momento, exercer uma supervisão directa sobre outras entidades, quando entender oportuno, ou quando for solicitado por um Estado-membro. O acordo refere que o BCE não vai supervisionar todos os bancos da União Europeia, como pretendiam inicialmente a Comissão Europeia e vários países, numa clara vitória para a Alemanha, que temia pelos seus bancos regionais, avançou o Diário de Notícias.

Num discurso no Parlamento Alemão, a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, manifestou-se sobre o acordo defendendo que este mecanismo comum de vigilância dos bancos é de “um valor inestimável”. Os bancos de aforro alemães ficam sob controlo do supervisor nacional (BaFin), uma das condições essenciais para que a Alemanha pudesse aceitar este acordo.

O presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso saudou este acordo e considerou-o “excepcionalmente importante” e “Um passo em frente crucial para a integração da supervisão financeira na zona euro e nos outros Estados-membros”. A proposta para o mecanismo único de supervisão foi apresentada pela Comissão Europeia em Setembro, adiantou o Público.

O futuro mecanismo único de supervisão bancária entra em vigor a 1 de Março de 2014 e é resultado de quatros meses de intensas discussões, indicou o comissário europeu responsável pelos Assuntos Financeiros, Michel Barnier. Não se sabe ao certo qual o número exacto de países de fora do euro que vão fazer parte deste novo mecanismo, mas Reino Unido, Suécia e República Checa já disseram que não estão interessados em integrá-lo.

Mariana Pinheiro e Sara Cunha

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Luís de Guindos, o pior ministro de Economia da Europa segundo o 'Financial Times'

De Guindos no World Economic Forum
ADRIÁN MAS
De acordo com um ranking elaborado pelo diário econômico Financial Times, Luis de Guindos é o pior ministro de economia da União Europeia. O jornal escolheu as 19 economias mais importantes da União Europeia para analisar o trabalho de seus ministros.

sábado, 27 de outubro de 2012

BCE não aceita adiar o prazo de ajustamento financeiro da Grécia

O Banco Central Europeu negou qualquer acordo com a Grécia sobre o adiamento do prazo de cumprimento do ajustamento financeiro, avança o Público.

O ministro das finanças grego Yannis Stournaras anunciou esta quarta-feira que a Grécia iria ter mais dois anos para equilibrar as finanças. Como noticia o Dinheiro Vivo, esse acordo teria sido concebido após negociações com a Troika.

Segundo Mario Draghi, "alguns elementos ainda estão por precisar"
Contudo, o presidente do BCE, Mario Draghi, afirmou que "o exame [às reformas] ainda não terminou" e que, por isso, ainda nada foi acordado. Declarações que Jörg Asmussen confirma, apesar de dizer que está a haver "progressos": "Até aqui, ainda não existe um acordo oficial da Troika com o Governo grego".

O pedido de adiamento foi feito à Troika pelo Primeiro-Ministro grego, Antonis Samaras, como forma de se conseguir cumprir o pretendido em relação ao plano de cortes orçamentais, às reformas no mercado laboral e às privatizações.

A coligação do Governo de Antonis Samaras ainda não aprovou o acordo
Mesmo que o acordo seja concretizado, a Reuters escreve que a Grécia só se vai restabelecer em quatro anos e não em dois.

Ruben Gomes e Tiago Rodrigues

sábado, 24 de março de 2012

Apesar de elogiada, execução orçamental portuguesa abaixo do esperado


Moritz Kraemer, da S&P, considera que uma reestruturação portuguesa "não é inevitável"


A receita do Estado caiu 4,3% nos dois primeiros meses deste ano, enquanto que a despesa cresceu 3,5%, face ao período homólogo de 2011, segundo dados divulgados na passada terça-feira pelo Ministério das Finanças.

Com a quebra nas receitas fiscais de 5,3%, para a qual contribuiu uma diminuição de 1,1% nas receitas do IVA, cerca de 30 milhões de euros abaixo dos objectivos do Orçamento do Estado para 2012, e de 9% nas receitas de IRS e IRC, entraram menos 315 milhões de euros em impostos nos cofres do estado.

Já do lado da despesa, apesar de uma diminuição de 0,3% na despesa primária, fruto de uma “redução significativa de pessoal nos estabelecimentos de ensino não superior”, a evolução negativa é explicada pela “transferência de cerca de 348 milhões de euros para a RTP destinados à regularização de dívidas desta entidade”.

A Comissão Europeia apelidou o ajustamento orçamental de 2011 de “notável” no relatório sobre a terceira avaliação da troika ao programa de ajuda financeira a Portugal. Apesar de reconhecer que a economia nacional “continuará a enfrentar dificuldades” e que “subsistem desafios”, o comunicado a que a Bloomberg teve acesso sublinha que o programa “está no bom caminho”.

Também o Banco Central Europeu (BCE), pela voz do membro de Conselho Ewald Nowotny, fez questão de ressalvar que Portugal “está em muito melhor estado” que a Grécia, destacando o seu “melhor rácio de endividamento” e a “evolução do seu comércio externo”.

Elogios que se estendem à agência de notação financeira Standard & Poor’s, com o líder das notações soberanas europeias da companhia, Moritz Kraemer, a considerar que uma eventual reestruturação da dívida “não é inevitável” e que o país tem “razões para estar optimista”.

quarta-feira, 7 de março de 2012

50 mil milhões de euros poderão ser precisos para ajudar a Grécia em 2015

Parlamento da Grécia (Fonte: portugues.rfi.fr) 



Poderá estar previsto um terceiro plano de ajuda internacional para a Grécia, no valor de 50 mil milhões de euros, em 2015, publicou o semanário alemão Der Spiegel, de acordo com dados divulgados pela agência France Presse.
O jornal adiantou que a troika não garantiu o regresso da Grécia aos mercados em 2015, numa versão prévia do último relatório. Com efeito, o financiamento externo da Grécia entre 2015 e 2020 pode vir a atingir 50 mil milhões de euros nos próximos três anos, referiu o jornal alemão. O Der Spiegel afirmou ainda que, a pedido do Governo Alemão, esta passagem foi retirada do relatório final.
De acordo com o jornal, o Banco Central Europeu deverá accionar a cláusula de acção colectiva (CAC), permitindo a Atenas pressionar os credores privados que recusam participar no programa que visa diminuir a dívida grega.
Segundo a lei, esta cláusula pode ser accionada se pelo menos 66 por cento dos bancos participarem na operação, levando os credores relutantes a aderir ao programa de troca de dívida, que terá lugar a 12 de Março. Esta medida será favorável para a Grécia, que poderá excluir 107 dos 200 mil milhões de euros da dívida pública, sendo esta também uma condição para a transferência dos 130 mil milhões de euros do segundo plano de ajuda, aprovado em Bruxelas.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

BCE empresta dinheiro a 800 bancos

Presidente do BCE, Mario Draghi
O Banco Central Europeu (BCE) informou hoje que emprestou mais de 500 mil milhões de euros a três anos a 800 bancos da zona euro "a condições muito favoráveis".
O montante, hoje, emprestado foi superior aos 489 mil milhões de euros entregue a 523 bancos na primeira oferta de 21 de dezembro, dinheiro que foi utilizado para os bancos europeus comprarem títulos de dívida soberana de vários países europeus.
O objectivo é fornecer a banca de liquidez que seja suficiente para conseguir superar a actual situação, que congelou praticamente todo o sistema financeiro. Com os bancos a não se conseguirem financiar, tem se verificado uma redução no crédito à economia.

quinta-feira, 31 de março de 2011

Presidente do BPI considera tardio o recurso de Portugal ao FMI

Foto: gazetadeluanda.com
O presidente do BPI, Fernando Ulrich, defendeu hoje que Portugal já deveria ter recorrido à ajuda externa, de acordo com a TVI24.

Durante a apresentação de um estudo sobre o mercado português de energia, o líder do banco disse não entender o porquê de o país ainda não ter exercido o direito de pedir ajuda. «Dentro de pouco tempo as pessoas vão perguntar não se Portugal deveria ou não recorrer [à ajuda externa], mas sim se não deveria ter recorrido há muito mais tempo. Essa é a pergunta de agora.»

Ulrich vê a questão da ajuda externa transformada numa arma política. No entanto reconhece que Portugal está a ser pressionado a recorrer ao FMI pelas agências de rating e pela imprensa internacional, acrescentando que preferia que o país «não tivesse de chegar a essa situação».

Apesar da instabilidade política portuguesa, Fernando Ulrich afirma que o BPI não se tem ressentido, uma vez que fechou o trimestre sem recorrer ao Banco Central Europeu. "Estamos a dar o nosso contributo para a estabilidade e reforço da economia portuguesa."


Veja o vídeo aqui.

domingo, 27 de março de 2011

Representante Austríaco no BCE acha “recomendável” que Portugal recorra ao FMI

Foto: broadsheet.ie


Ewald Nowotny, governador do Banco Central da Áustria, e membro do conselho de Governadores do Banco Central Europeu (BCE), afirmou hoje num debate televisivo promovido pela televisão austríaca ORF, que seria “recomendável” Portugal recorrer a apoio financeiro internacional.

Para o austríaco, Portugal irá decidir se tem ou não de pedir ajuda financeira à União Europeia, quando comunicar uma nova informação de 5,5 mil milhões de euros em divida, em Abril.

O responsável recusou fazer estimativas para o valor que seria necessário utilizar, caso Portugal necessitasse de pedir ajuda.


Esta reacção surge após ter sido confrontado pelas declarações do presidente do Eurogrupo, que apontou, como “apropriado”, um valor de 75 mil milhões de euros para um eventual resgate financeiro a Portugal.

O Governador Falou ainda do caso Grego, alertando para uma futura necessidade de reestruturação do valor da divida do estado. “Honestamente, existe um certo risco. Também é essa a avaliação que os mercados estão a fazer.

Podemos concluir isso das taxas que a Grécia paga actualmente para se refinanciar”, afirmou.


Ainda assim, indica que o BCE está a “assumir que a Grécia irá conseguir” resolver os seus problemas sem ter de recorrer a uma reestruturação da sua dívida, podendo as suas perspectivas melhorarem, caso o crescimento económico na Europa melhore também num todo, nos próximos meses.


Fonte: Jornal Público (online)


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segunda-feira, 7 de março de 2011

Banca portuguesa cada vez mais dependente do BCE


(Foto: Jornal de Notícias)

O financiamento dos bancos portugueses junto do Banco Central Europeu (BCE) voltou a aumentar em Fevereiro ao atingir 41.078 milhões de euros, um valor máximo desde Agosto de 2010.

De acordo com os números avançados pelo Banco de Portugal, os bancos residentes em Portugal tinham 41.078 milhões de euros em financiamento junto do BCE no final de Fevereiro, mais 70 milhões face a Janeiro.

Em Agosto de 2010 a banca tinha créditos junto do BCE na ordem dos 49.124 milhões de euros, depois de em Julho desse mesmo ano ter atingido os 48.834 milhões de euros, ao juntar os mecanismos de cedência de liquidez que o Banco Central Europeu disponibiliza aos bancos europeus.

Já o valor atingido em Fevereiro representa o terceiro aumento consecutivo em contas de final de mês, depois de ter reduzido bruscamente entre final de Outubro e de Novembro.

Fontes: Jornal de Negócios Jornal de Notícias
, Lusa, Diário Económico

sexta-feira, 4 de março de 2011

Taxas Euribor sobem em todos os prazos


(Tabela elaborada por grupo 3)

As taxas de juro Euribor a que estão relacionados os juros de grande parte do crédito habitação em Portugal subiram hoje fortemente, depois de ontem o BCE ter anunciado a possibilidade de uma subida das suas taxas de referência em Abril.

A Euribor a seis meses, a mais usada no crédito à habitação, foi hoje fixada em 1,475% face a 1,385% ontem, registando a maior subida em quase três anos. A taxa a 12 meses acelerou até aos 1,924%, o valor mais elevado num ano, depois de se ter fixado ontem nos 1,385%.

Quanto à taxa a três meses que serve sobretudo nos empréstimos concedidos às empresas, disparou dos 1,098% para 1,162%, efeitos sentidos depois do presidente do BCE, Jean-Claude Trichet, ter afirmado que “um aumento da taxa de juro na próxima reunião é uma possibilidade”.

Com base nos futuros sobre esta taxa interbancária, a mensalidade paga ao banco deverá apresentar um aumento de 15% até ao final do ano. Assim, a partir do próximo mês, é possível que a prestação para um crédito de habitação fique em cerca de 48 euros mais cara.


Fontes: Público, Jornal de Negócios, revista visão


REPORTAGEM (RTP): Prestações da casa vão ficar mais caras


quinta-feira, 3 de março de 2011

BCE poderá aumentar taxas de juro no próximo mês



O presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet, afirmou hoje que a instituição pode subir a taxa de juro de referência já a 7 de Abril, na reunião do conselho de governadores.

A autoridade monetária europeia decidiu hoje manter inalteradas as taxas de referência no mínimo histórico de 1%. Mas com o aumento dos preços das matérias -primas, sobretudo do petróleo e dos alimentos, o responsável referiu que "é possível, mas não é certo", um aumento da taxa de referência.

O presidente assegurou que se isso acontecer não significa “certamente o início de uma série de aumentos” e salientou que fará “tudo o que tiver de fazer para garantir a estabilidade de preços no médio prazo”.

Em quase dois anos é a primeira vez que o BCE admite vir a subir as taxas de juro, com o objectivo de travar a inflação que tem subido face à escalada de preços das matérias-primas. Se por um lado esta medida combate a inflação, por outro lado prejudica os países da zona euro que têm problemas de dívida, como Portugal.

As declarações, hoje anunciadas por Jean-Claude Trichet, surpreenderam economistas e analista que esperavam um aumento da taxa de referência apenas no segundo semestre do ano.


Fontes:

Público, Jornal de negócios, diário de notícias, Expresso


REPORTAGEM (SIC): Taxas de juro pode subir já em Abril

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Italiano Mario Draghi é um bom candidato à presidência do BCE, diz alemão Thomas Mirow

Foto:Jornal Público

O italiano Mario Draghi é o candidato mais apropriado para substituir Jean-Claude Trichet na presidência do BCE, quando este se retirar em Outubro. A opinião é de Thomas Mirow, Presidente do Banco Europeu de Reconstrução e Desenvolvimento.

“Desde há anos que ele tem sido um apoiante credível das políticas de estabilidade”, acrescentou ainda elogios às posições anti-inflação que o Governador do Banco central de Itália tem vindo a tomar e que coincidem com as posições conservadoras em políticas monetárias e fiscais do governo alemão.

O sucessor de Jean-Claude Trichet, que anteriormente tinha sucedido a Wim Duisenberg, será o terceiro Presidente do Banco Central Europeu.

Fonte:Jornal Público

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

BCE comprou cerca 18 mil milhões de euros em obrigações portuguesas

Fotografia: Boris Roessler, European Pressphoto Agency

O banco francês Société Général estima que desde maio, o Banco Central Europeu tenha adquirido cerca de 18 mil milhões de euros, cerca de 15% da dívida portuguesa. Desde maio que o BCE iniciou o programa de compra de dívida pública para aliviar tensões de mercado.

Desde o inicio do programa de compra da dívida pública de países europeus, BCE gastou já 76,5 mil milhões de euros. Jean-Claude Trichet tem apelado para que o fundo europeu de estabilização financeira substitua o banco central na compra de dívida pública.

Reportagem RTP

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Finlandês pode ser o próximo Presidente do BCE

Fotografia: The Bank of Finland

Erkki Liikanen, Presidente do Banco Central da Finlândia, surge como favorito para suceder a Jean-Claude Trichet na presidência do Banco Central Europeu.

Segundo analistas do Barclays, do Nomura e do Svenska Handelsbanken, o finlandês pode ser a solução para uma Europa dividida em relação ao Fundo de Estabilização Europeu.

No Banco Central da Finlândia desde 2004, Liikanen integrou a equipa que acabaria por levar o país a aderir à União Europeia em 1995. O nome deste economista de 60 anos junta-se ao italiano Mario Draghi e ao luxemburguês Yves Mersch. Falta saber se o governo alemão ainda vai apresentar um candidato para o lugar deixado vago pela desistência de Axel Weber.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Weber, BCE ou não BCE, a questão

Axel Weber pode já não ser candidato à sucessão de Jean-Claude Trichet na presidência do BCE. Informações não confirmadas oficialmente revelam que Weber não quer renovar o mandato no Bundesbank, não quer ser candidato à sucessão de Trichet e que irá para o Deusche Bank.

A Reuters deu a notícia citando fontes não identificadas. Seguiu-se a Bloomberg.
E aqui a notícia no New York Times.

O euro caiu quando a notícia da desistência foi avançada mas recuperou de seguida.

O jornalismo em peças e construído
A história do New York Times é um bom exemplo de uma narrativa integrada e contextualizada - construída - a partir de notícias que foram sendo dadas ao longo do dia, em peças separadas, pelas agências noticiosas - o NYT juntou as peças do puzzle.