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quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Bruxelas pretende congelar próxima tranche à Grécia até ao referendo

A União Europeia planeia congelar a sexta tranche de ajuda internacional à Grécia depois do Governo grego ter anunciado, segunda-feira, um referendo que decidirá se a Grécia aceita ou não o compromisso que fez com a União Europeia. Os mercados financeiros foram afectados, provocando uma nova crise económica na Europa.


Depois da decisão de Papandreou, a chanceler alemã Angela Merkel e o presidente francês Nicolas Sarkozy, encontraram-se, ontem, em Cannes, com os representantes das instituições europeias e do Fundo Monetário Internacional (FMI) e, separadamente, com os representantes gregos. De acordo com a agência EFE, a União Europeia (UE) planeia congelar a sexta tranche de ajuda internacional à Grécia, no valor de oito mil milhões de euros, até à realização do referendo anunciado pelo Governo grego.

Segundo a agência de notícias Associated Press (AP), o Governo grego chocou os mercados com o anúncio de pretender realizar um referendo sobre as medidas de austeridade impostas pela troika. O primeiro-ministro, George Papandreou, anunciou no parlamento que o voto "será vinculativo" e que se o povo grego disser "não" ao acordo feito com os parceiros europeus, este não será promulgado e poderá levar à queda da moeda europeia.

Paulo Portas, ministro dos Negócios Estrangeiros Português, reagiu ao anúncio feito pelo primeiro-ministro grego e referiu que "é uma situação que evidentemente vejo com apreensão. No preciso momento em que a Europa mais precisa de sinais de confiança, obviamente este é um factor de insegurança e de imprevisibilidade". Por outro lado, o primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, salientou num comunicado que "não há dúvida de que a decisão grega para fazer um referendo sobre o plano de ajuda da União Europeia pesa sobre as transacções” e que “esta é uma escolha inesperada que gera incerteza após o Conselho Europeu”, acrescentou.

Eliano Marques, Nicole Matias, Tomás Tim-Tim

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Reportagem: Portugal no Top




Grupo_6_2011

Euro amado pelos mais novos, odiado pelos mais velhos


“Viver num continente em que quase todos os seus países partilham a mesma moeda é o ideal!”
– João Nunes, 21 anos


Os jovens portugueses mostram-se menos críticos em relação ao euro do que os mais idosos.Quem o diz é o inquérito feito É o que se pode concluir do que dizem pessoas de três gerações. que vivenciaram a entrada de Portugal na União Europeia, ou que mais tarde vieram a sentir.
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Entrevista a João Vasques (Sociólogo)

Entrada de Portugal na CEE
“foi a maior lufada de ar fresco
que o povo poderia ter levado”

João Vasques, doutorado em sociologia, explica os valores e reacções que da população portuguesa sentiu e seguiu aquando da entrada de Portugal na União Europeia (UE), e como estas se traduzem no seu dia-a-dia. Para João Vasques, a entrada na UE acabou com tem um saldo positivo, já que, acabou por conseguir tirar o país Portugal da grave crise em que este se encontrava depois de acabada a guerra do Ultramar, guerra esta que consumiu grande parte dos recursos financeiros do país.

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terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Portugal, um dos mais pessimistas da UE



Apenas 5 por cento da população acredita que a condição económica pode melhorar no próximo ano, contrariamente aos 93 por cento que consideram a situação “má” ou “muito má”.

O Eurobarómetro sobre a Opinião Pública na União Europeia, realizado no Outono de 2010, revelou o pessimismo dos portugueses relativamente à situação nacional.

A Irlanda e a Grécia (com 98 por cento) e a Espanha (com 97 por cento) têm um maior nível de descontentamento e negativismo da população.

Os portugueses, reconhecem que a União Europeia é a instituição que melhor se adapta para agir contra a crise económica e financeira, e concordam com o facto de a moeda única reduzir os seus efeitos.

Este estudo demonstrou as baixas expectativas dos portugueses em relação à situação do emprego no seu país

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Moeda única Europeia sobe pelo terceiro dia consecutivo

O Euro continua em alta, pelo terceiro dia consecutivo, recuperando, assim, algumas das perdas acumuladas nos últimos tempos devido à crise de dívida na Europa.
O euro sobe 0,79% para 1,2074 dólares, no entanto, a moeda única acumula uma descida de 15,7% face ao dólar, desde o ínicio do ano.
A moeda única europeia tem estado sob pressão, primeiro devido às contas públicas gregas, e depois devido ao contágio dos receios para outros países, o que deu origem a uma crise dívida na Europa.
[publicado pelo Jornal de Negócios]

sexta-feira, 21 de maio de 2010

David Cameron quer uma moeda europeia forte

[David Cameron]


Na sua primeira visita ao estrangeiro como chefe de Estado britânico, David Cameron lembrou que é do interesse nacional do seu país que "a Zona Euro seja forte, saudável e cresça", mas relembrou que Londres ficará de fora da moeda única.

Cameron revelou ainda ter algumas reservas sobre a regulamentação dos mercados financeiros.

Euro valoriza 0,63% face ao dólar

Depois de ter caído para níveis abaixo de mais de 4 anos, o euro volta a subir com a especulação em torno das decisões do encontro de hoje, entre os responsáveis da UE.

A moeda única apresentou ontem os primeiros sinais de subida depois da especulação do Banco Central Europeu (BCE) intervir no mercado, recorrendo à compra da moeda. O euro valoriza hoje 0,63 % face ao dólar, para 1,2566 dólares, impulsionado pelas decisões que vão sair da reunião com os responsáveis da União Europeia, agendada para hoje.

O Parlamento alemão aprovou esta sexta-feira um plano de resgate ao euro, no valor de 750 mil milhões de euros, que vão ser financiados pela União Europeia e pelo FMI.

O euro valoriza contra o dólar, ainda antes da reunião de hoje em Bruxelas, com o Presidente da União Europeia, Herman Van Rompuy, e os ministros das Finanças da Zona Euro que vão debater as reformas para a regulação dos mercados.

Audrey Childe-Freeman avançou que há “uma pequena possibilidade de ser anunciada mais uma grande decisão hoje”. No entanto, o estratega do Brown Brothers Harriman afirmou à Bloomberg que “a especulação em torno da intervenção do BCE não é suficiente, por agora, para aliviar a tensão do euro”.