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sábado, 17 de março de 2012

Grécia consegue 28 mil milhões, mas FMI lança ultimato




O Fundo Monetário Internacional (FMI) aprovou  um empréstimo de 28 mil milhões de euros à Grécia, mas avisa que o risco de uma "subida acentuada da dívida mantém-se".
O FMI aprovou na passada quinta-feira um novo montante de resgate à Grécia. Segundo a Euronews, a decisão deveu-se ao envolvimento positivo do sector privado no melhoramento da dívida e às negociações sobre o novo plano de ajuda. Horst Reichenbach, presidente da equipa da Comissão Europeia em Atenas, fala de "um novo começo" para o país. Contudo, o fundo avisa que a "Grécia tem pouca ou nenhuma margem para derrapagens".
A instituição liderada por Christine Lagarde relembra que, caso as medidas de austeridade não sejam bem aplicadas, "muito provavelmente vai instalar-se uma recessão mais profunda e uma trajectória de dívida muito mais elevada".
No total, a Grécia vai receber 172,7 mil milhões de euros até 2015 e, segundo a Euronews, pode receber já 1,65 mil milhões.

quinta-feira, 15 de março de 2012

Olli Rehn: novo programa de ajuda significa “mais dívida para Portugal”

Fonte: SIC Notícias
O comissário europeu dos Assuntos Económicos e Monetários, Olli Rehn, alertou que um novo programa de ajuda significa “mais dívida” para o país, mas elogiou os esforços de Portugal na melhoria das contas externas.


"Não é do interesse de Portugal, ou da zona Euro, que comecemos agora a falar de um novo programa, que, a propósito, também significaria mais dívida para Portugal", afirmou Olli Rehn em reunião na Assembleia da República com os deputados.  Para o vice-presidente da Comissão Europeia, “Portugal está no bom caminho”, uma vez que, de acordo com as suas declrações, citadas pela Agência Financeira, “há sinais encorajadores, especialmente relacionados com o reequilíbrio das contas externas portuguesas”.

Segundo a Euronews, Rehn mostrou-se preocupado com a dificuldade de as PME’s e as empresas exportadoras acederem ao crédito: “Estou consciente do facto do acesso ao crédito por parte de pequenas e médias empresas ser actualmente difícil”.

O comissário relembrou ainda que é necessário “construirmos uma ponte” para uma reintegração segura de Portugal nos mercados.

A Agência Financeira adianta que, neste segundo e último dia de visita a Portugal, Rehn elogiou o papel que o Presidente da República teve para se alcançar o acordo de concertação social, que levará às mudanças nas leis laborais.  


A audição do comissário europeu pela comissão parlamentar de economia e finanças terminou com alguma insatisfação da esquerda por falta de respostas às perguntas colocadas.

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Dívida lisboeta é o triplo da factura de Porto e Gaia


Câmara de Lisboa ultrapassa dívida de Porto e Gaia (@jn.pt)


As dívidas das Câmaras de Porto e Gaia não chegam para pagar a dívida da Câmara de Lisboa
Enquanto que a norte, a factura é de 746 euros, cada lisboeta deve 1999 euros, quase o triplo do conjunto das dívidas das cidades do Porto e Gaia.

De acordo com o Jornal de Notícias, as quantias fazem parte do total do endividamento municipal de curto e médio/longo prazo, no final de 2010. O débito da capital daria, por exemplo, para pagar 50 obras de recuperação do mercado do Bolhão ou para construir duas vezes o novo hospital de Gaia, tão falado pela população há mais de vinte anos.

Estes valores deverão constar no Anuário Financeiro dos Municípios, que será apresentado num seminário sobre reforma administrativa organizada pela Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas, no próximo dia 28 em Lisboa.

Os relatórios de gestão das autarquias referentes a 2011 ainda não foram aprovados.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Grécia anuncia referendo sobre novo pacote de ajuda

O Primeiro-Ministro grego Papandreou anunciou na passada segunda-feira a realização de um referendo sobre o novo pacote de ajuda à Grécia que visa reduzir a dívida grega em cerca de um terço.

"A vontade do povo grego vai comprometer-nos", proferiu Papandreou, em declarações aos deputados do Partido Socialista grego, no governo.

O Primeiro-Ministro grego anunciou ainda que o governo antevê a votação de uma moção de confiança, mas não quis adiantar uma data para o referendo nem para a votação no parlamento.

Na semana passada, os líderes dos 17 países da zona euro chegaram a acordo quanto ao novo pacote de resgate de 100 mil milhões de euros e também propuseram aos investidores privados que aceitassem perdas de 50 por cento nos investimentos na dívida soberana grega.

Uma sondagem feita aos gregos mostrou que quase 60 por cento da população vê este novo pacote de ajuda como negativo ou muito negativo.




Luis Catarino, Tiago Fernandes e Luis Cuco

quinta-feira, 3 de março de 2011

Portugal pode perder o acesso aos mercados caso as cimeiras europeias falhem

(Foto: Kai Pfaffenbach/Reuters)

Portugal corre o risco de perder o acesso aos mercados financeiros caso não se verifique uma “estratégia clara para preservar a estabilidade financeira” na zona euro. Segundo a agência de notação financeira Fitch, este ano pode ser o “principio do fim” da crise da divida.

A agência refere que os responsáveis financeiros e económicos do Eurogrupo mostram “incapacidade para concretizar a consolidação fiscal prometida” e, que isso irá “exacerbar as inquietudes sobre a solvência e poderá levar a notações negativas” de alguns países.

No que toca a Portugal, a Fitch está preocupada com o crescimento do país e analisa-o como de “frágil competitividade”. A agência avança ainda que existe um risco de o país perder o acesso aos mercados caso os líderes europeus da zona euro saiam da cimeira sem uma “estratégia alargada” a fim de resolver a divida.

A cimeira do Eurogrupo decorre a 11 de Março e do Conselho Europeu a 24 e 25 do mesmo mês.

A acrescentar a declaração de Kenneth Rogoff sobre o assunto. O antigo economista-chefe do Fundo Monetário Europeu (FMI) considerou em Fevereiro, que Portugal e Espanha deviam sair do euro até conseguirem equilibrar as suas finanças.


Fontes: RTP, Público