Mostrar mensagens com a etiqueta Protestos. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Protestos. Mostrar todas as mensagens

sábado, 30 de novembro de 2013

Ucrânia divide Rússia e a UE

O governo ucraniano suspendeu os acordos de livre comércio e reformas sociais com a União Europeia em troca de beneficiar acordos com a Rússia. Ontem, milhares de pessoas reuniram-se em Kiev num protesto contra esta decisão, o que levou a confrontos com a polícia.

O presidente Viktor Ianoukovicth, apesar de dizer que não tenciona virar as costas à UE tem, de acordo com a Euronews, encontros secretos com o presidente Putin, que terá pressionado o governante para não assinar o acordo. A Euronews adianta também que o afastamento com a antiga União Soviética é algo que o presidente não aceita.

De acordo com o jornal I, a UE emitiu em comunicado que critica a Rússia por exercer pressão. "É função da Ucrânia decidir livremente que tipo de compromisso procura ter com a UE", dita o documento.

Segundo o Notícias ao Minuto, Ianoukovicth pede paz no seu país, marcados pelo lançamento de gás lacrimogénio sobre os manifestantes.

Imagem: Público

Daniel Morgado e Diana Tavares

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Espanhóis protestam contra o fim da "Doutrina Parot"

Milhares de espanhóis protestaram no passado Domingo contra a decisão do Tribunal Europeu dos Direitos Humanos de anular a "Doutrina Parot". Esta era utilizada para calcular o número de anos na cadeia sobre o total da pena.

A praça de Colón, em Madrid, foi o local escolhido para exigir justiça depois de o Tribunal ter ordenado a libertação da ex-comando da ETA, Inés del Río, ao fim de 26 anos de prisão por 24 atentados e assassínios. Del Río saiu em liberdade no dia 22 de Outubro, mas só devia ter sido libertada em 2017.

A decisão do Tribunal Europeu pode levar à libertação precoce de outros criminosos condenados, nomeadamente membros da ETA. A Associação de Vítimas do Terrorismo (AVT) esteve presente em força na manifestação, proclamando "a última barragem pela dignidade democrática na Espanha".

Todo este processo evidenciou uma separação entre as vítimas dos atentados e o Partido Popular (PP), liderado por Mariano Rajoy. Alguns membros do PP tentaram juntar-se à manifestação, mas foram recebidos com apupos e apelidados de traidores.

Fabiana Cruz e Maria Inês Gonçalves

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Merkel: Portugal não tem condições financeiras para combater o desemprego

Angela Merkel afirmou ontem, no Parlamento Europeu em Bruxelas, que Portugal não tem condições financeiras para combater o desemprego.

A chanceler alemã disse que Portugal e Espanha não investem o suficiente na formação profissional, o que seria uma mais-valia para combater o desemprego. Contudo reconhece que não lhes pode pedir para usarem fundos comunitários para o fazerem porque "não têm financiamento", avançou o Económico.

Sob críticas dos deputados de Esquerda, a chanceler ainda foi mais longe e considerou que "não é digno" que exista "50 % de desemprego jovem" na União Europeia. Os deputados também a receberam à entrada do Parlamento com "posters" a dizer "austeridade mata".

Merkel argumentou que as reformas anteriores, criticadas pela esquerda, também resultaram. Foto: Flickr





Em Portugal preparam-se protestos contra a visita da Chanceler alemã daqui a cinco dias. O protesto "A Merkel não manda aqui" pretende dizer que "não estamos à venda, apesar de a incompetente liderança do nosso país não ter qualquer pudor em entregar-nos ao desbarato".

Como adianta o "Jornal de Negócios", há probabilidade de existir violência durante a visita de Merkel. Contudo, os organizadores do protesto desvalorizam os alertas: "Houve manifestações com centenas de milhares de pessoas na rua e nunca descambou", defendeu Rui Franco, um dos responsáveis pelo movimento.


A visita de Merkel a Portugal está marcada para daqui a cinco dias.

Tiago Rodrigues e Ruben Gomes

quarta-feira, 7 de março de 2012

França critica eleições, Cavaco Silva felicita Putin


 Rússia (Fonte: news.midiafree.com)


A França e a União Europeia consideraram que houve falhas nas eleições russas. O presidente da República de Portugal, Cavaco Silva, felicitou Vladimir Putin.

O ministro francês dos Negócios Estrangeiros, Alain Juppe, disse, citado pela Reuters, que “a eleição não foi exemplar”. A porta-voz da União Europeia, Maja Kocijancic disse que "foram identificadas várias falhas, tanto na preparação como na condução destas eleições". Por sua vez, Cavaco Silva enviou, em nome dos portugueses, ao recém-eleito líder da Rússia, Vladimir Putin, "calorosas felicitações".

O dirigente da Comissão Eleitoral Central da Rússia, Vladimir Tchurov, anunciou a vitória de Vladimir Putin, depois terem sido contados os votos, segundo dados divulgados pela Lusa. Putin venceu as eleições presidenciais russas à primeira volta, com 63,6% dos votos. 

A eleição esteve sempre sob suspeita de fraude, mas, segundo o chefe da campanha de Putin, esta vitória foi "a mais limpa da História".  De acordo com o “The Guardian”, em Moscovo, o número de eleitores que votaram na sua candidatura ficou-se pelos 50%. 

Foi instalado um sistema de câmaras de vigilância nos locais de voto de todo o país, para permitir a visualização, através da Internet, das imagens da votação. 

A polícia também garantiu que não houve irregularidades graves mas a oposição discordou. 

"Ganhámos numa luta aberta e honesta", afirmou o actual primeiro-ministro diante de mais de 100 mil pessoas que se juntaram no centro de Moscovo para festejar a vitória. 

Os protestos contra o regresso de Vladimir Putin ao Kremlin, começaram logo após a vitória nas urnas. As manifestações tiveram lugar, sobretudo, em Moscovo.  A descrição da comunicação social aponta para uma presença significativa de forças de segurança nas manifestações que acusam Putin de fraude eleitoral.