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quarta-feira, 1 de maio de 2013

Merkel: Consolidação orçamental é necessária ao crescimento

Primeiro-ministro italiano e a Chanceler Alemã em Berlim  | Fotografia © Euronews

A chanceler alemã, Angela Merkel disse nesta terça-feira 30 de Abril, numa conferência de imprensa em Berlim, que não existe nenhuma contradição entre os planos de disciplina orçamental e os objectivos de crescimento económico,

Para Merkel “na Alemanha, a consolidação orçamental e o crescimento económico não são objectivos divergentes e têm que andar de mão dada para se conseguir maior competitividade e consequentemente mais emprego”. A chanceler insistiu ainda na ideia de que o principal objectivo é que “a Europa saia fortalecida depois desta crise”.

A conferência de imprensa realizou-se em conjunto com o novo primeiro-ministro italiano, Enrico Letta, que criticou as políticas de austeridade levadas a cabo em vários países europeus. “Queremos ver se a Europa mostra a mesma determinação em atingir o crescimento, como a que mostra para manter fortes as finanças públicas” disse Letta.

Alemanha e Itália mostraram-se dispostas a manter fortes relações diplomáticas e a apostar mais nas suas relações económicas.

Pode assistir à conferência de imprensa na íntegra, aqui.

domingo, 28 de abril de 2013

Novo primeiro-ministro italiano quer aposta no crescimento

Enrico Letta  quer mais crescimento económico e menos austeridade - foto: www.qz.com


O novo primeiro-ministro de Itália, Enrico Letta, prometeu pressionar a União Europeia para que não se concentre só em reduzir a divida o défice público mas em procurar o crescimento e o emprego.

No primeiro discurso oficial, o novo primeiro-ministro italiano anunciou que irá visitar vários líderes europeus e garante que a Itália compromete-se a respeitar os compromissos orçamentais. Mas, sabe que a situação Italiana é “séria” não fosse o seu país, um dos mais endividados da Europa.

No entanto, Enrico Letta, considera que é necessário mudar de políticas. “Morreremos apenas com consolidação orçamental, as políticas de crescimento não podem esperar mais”, disse citado pela Reuters.

As reacções do mercado financeiro à nomeação de Letta foram positivas e os juros dos títulos da dívida a médio e longo prazo caíram para valores que já não se viam desde Outubro de 2010.

Mas Letta enfrenta um forte desafio interno. Após dois meses de impasse político o primeiro-ministro viu-se obrigado a fazer uma coligação com Berlusconi e enfrenta agora uma batalha para manter a unidade de governo onde tem que por em prática reformas potencialmente difíceis.



Enrico Letta é o novo primeiro-ministro de Itália

Enrico Letta, de 46 anos, foi nomeado pelo Presidente da República de Itália, Giorgio Napolitano, para liderar o novo governo do país. (foto: mirror.co.uk)

O Presidente da República italiano, Giorgio Napolitano, nomeou Enrico Letta para o cargo de primeiro-ministro de Itália. Esta decisão surge dois meses depois das eleições legislativas, do passado mês de Fevereiro, não terem dado uma maioria governativa a qualquer partido ou coligação.

Citado pela Reuters, Napolitano espera que o novo governo comece  "rapidamente a trabalhar num espírito de fervente cooperação e sem quaisquer conflitos."

Para vice-primeiro-ministro foi nomeado o secretário-geral do Partido do Povo e da Liberdade, e braço-direito de Sílvio Berlusconi, Angeliano Alfano.

Já a pasta da Economia fica na mãos do director-geral do Banco de Itália, Fabrizio Saccomanni, enquanto que a ex-comissária europeia, Emma Bonino, será a primeira mulher a ser ministra dos Negócios Estrangeiros.  

Cecile Kyenge, nascida no Quénia, é a primeira pessoa de origem africana a ocupar um cargo ministerial italiano, ficando à frente do Ministério do Interior.

O líder do Partido Democrático e vencedor das últimas eleições legislativas, Pier Luigi Bersani, não será membro deste governo. Também o comediante e líder do movimento político "Cinco Estrelas", Beppe Grillo não fará parte do executivo, isto apesar de ter consigo 25.5% do votos.

Entretanto, o Presidente do Conselho Europeu, Herman van Rompuy, felicitou o primeiro-ministro de Itália pela formação do novo governo.
Em comunicado, van Rompuy reitera o apoio total das instituições europeias "na aplicação de reformas para o crescimento e o emprego que, no entanto, respeitem sempre a solidez das finanças públicas."

Daniel Wollscheid