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domingo, 28 de abril de 2013

Grécia aprova mais medidas de austeridade

Yannis Sturnaras afirma que aprovar as movas medidas era uma necessidade- foto: www.que.es


O parlamento grego aprovou este domingo, 28 de Abril, um pacote de medidas que vai permitir ao país helvético desbloquear a próxima tranche do resgate no valor de 8,8 mil milhões de euros. 
A proposta, que era um ponto fundamental para que a nova tranche fosse libertada, foi aprovada em dois dias, pela maioria governamental e com os votos contra da oposição. “A reunião foi feita como medida de urgência”, explicou ministro das Finanças, Yannis Sturnaras, citado pela Reuters. Isto porque, de acordo com o ministro grego, o pacote tinha que ser aprovado antes da reunião do Eurogupo.

O grupo de trabalho decide hoje o desbloqueio da verba de 2800 milhões de euros. Os restantes seis mil milhões só deveram deverão receber luz verde a 13 de Maio, na próxima reunião do Ecofin. Yannis Sturnaras explicou ainda que a Grécia precisa dessa verba até 20 de Maio para pagar pensões e salários.

Entre as medidas propostas está o despedimento de quinze mil funcionários públicos durante os próximos dois anos. O pacote contempla ainda um agravamento das horas de trabalho dos professores do ensino básico e secundário, com objectivo de reduzir o número de professores substitutos e cortar nas despesas de Educação.

A Grécia acordou o resgate em 2010 e deste então já negociou com a Troika um valor total de 240 mil milhões de euros, dos quais faltam ainda receber 40 mil milhões que estão dependentes da sua capacidade da Grécia de reduzir o défice e tornar a sua economia mais competitiva.

quinta-feira, 7 de março de 2013

Vítor Gaspar admite que extensão do pagamento do empréstimo será inferior a 15 anos

Vítor Gaspar indica um aumento do prazo em 5 anos | Fotografia © Público

Vítor Gaspar afirmou que a extensão dos prazos para o reembolso dos empréstimos a Portugal e à Irlanda será certamente inferior a 15 anos. Em declarações prestadas no final do encontro do Conselho de Ministros da Economia e das Finanças dos 27 Estados membros da União Europeia (Ecofin), em Bruxelas, o ministro das Finanças português comentou a possível extensão apontada pelo ministro das Finanças irlandês, Michael Noonan, como “inconcebível” e que bastaria uma solução “mais modesta”.

Segundo a Agência Lusa, Vítor Gaspar considera que as declarações de Michael Noonan se tratam apenas de “uma posição negocial, e não uma previsão do que será o resultado dessa negociação”. Para o ministro o importante é "favorecer as condições que permitam o próximo passo" no regresso aos mercados da dívida a longo prazo, com uma emissão de dívida bem-sucedida a 10 anos.

Lembrando que o que está sobre a mesa é “um mandato para a troika, que irá analisar as condições necessárias para assegurar uma saída bem sucedida do programa”, Vítor Gaspar revelou que o presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, e o comissário europeu dos Assuntos Económicos, Olli Rehn, presumem “ser possível” chegar a uma decisão no conselho informal de ministros das Finanças nos dias 12 e 13 de Abril.

Para Vítor Gaspar “isso seria um excelente resultado”, acrescentando que “o apoio político dos nossos parceiros europeus tem uma grande importância para nós e dá-nos garantias de protecção contra riscos na evolução da economia europeia e mundial, sendo que estes mecanismos de seguro e proteccção estão dependentes do nosso cumprimento das condições acordadas com os nossos credores internacionais”.

Os ministros das Finanças da UE elogiaram, em comunicado, o empenho da Irlanda e de Portugal em cumprirem os programas de ajustamento económico e financeiro.

Vítor Gaspar acha "inconcebível" extensão de 15 anos dos empréstimos de Portugal e Irlanda

Vítor Gaspar prefere uma solução "mais modesta" (foto: SIC Notícias)

Vítor Gaspar afirmou que a extensão dos prazos para o pagamento dos empréstimos a Portugal e Irlanda será certamente inferior a 15 anos. O Ministro das Finanças português falou à margem do encontro dos ministros das Finanças da União Europeia (Ecofin), em Bruxelas, em resposta às declarações proferidas pelo Ministro das Finanças irlandês, Michael Noonan, considerando que essa extensão seria "inconcebível" e que basta uma solução "mais modesta". Noonan pediu, à entrada da reunião, "uma extensão de 15 anos" para a maturidade da dívida.

Segundo o Público, Vítor Gaspar acredita que as declarações de Michael Noonan são apenas "uma posição negocial, e não uma previsão do que será o resultado dessa negociação" e lembrou que o que agora está em cima da mesa é um mandato para a troika, que irá analisar as condições necessárias para assegurar uma saída bem sucedida do programa. O ministro considerou ainda que, agora, o mais importante é "favorecer as condições que permitam o próximo passo" para regressar aos mercados de dívida a longo prazo, isto é, uma emissão de dívida a 10 anos com sucesso.

O ministro das Finanças revelou ainda que o presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, e o comissário europeu dos Assuntos Económicos, Olli Rehn, "conjecturaram que poderá ser possível" chegar a uma decisão já no conselho informal de ministros das Finanças da União Europeia, que se vai realizar nos dias 12 e 13 de Abril em Dublin. Para Vítor Gaspar, "isso seria um excelente resultado", apontando ainda que "o apoio político dos nossos parceiros europeus tem uma grande importância para nós e dá-nos garantias de protecção contra riscos na evolução da economia europeia e mundial, sendo que estes mecanismos de seguro e protecção estão dependentes do nosso cumprimento das condições acordadas com os nossos credores internacionais".

Veja aqui o comunicado do Ecofin de 5 de Março sobre a renegociação das maturidades do empréstimo do Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF) e Mecanismo Europeu de Estabilização Financeira (MEEF)  à Irlanda e Portugal.

segunda-feira, 4 de março de 2013

Portugal e Irlanda podem ver o prazo dos reembolsos aumentado para quinze anos


Ministros das finanças da Irlanda e Portugal aguardam decisão dos parceiros europeus
(foto: DN)

O Eurogrupo apoiou alargamento dos prazos para pagamentos dos empréstimos de Portugal e da Irlanda, na reunião que decorreu esta segunda-feira, 4 de Março. Uma posição que será acompanhada pelos ministros das finanças dos 27 países (Ecofin), amanhã. Mas a decisão final só deverá ser tomada em Abril.

O presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, revelou em conferência de imprensa que as discussões sobre o reajustamento dos prazos de pagamento dos empréstimos português e irlandês foram “positivas”.

Os prazos dos empréstimos podem ser alargados por mais 15 anos caso o processo mereça o apoio político dos 27. A decisão final só deverá ser conhecida na reunião dos ministros das finanças, que irá decorrer entre os dias 11 e 13 de Abril, em Dublin.

Os governos de Portugal e Irlanda solicitaram, em Janeiro, aos parceiros europeus o alargamento dos prazos para pagamento dos empréstimos. Hoje o ministro das finanças irlandês explicitou que o pedido de aumento do prazo era de 15 anos. Vítor Gaspar não fez hoje quaisquer declarações.

De acordo com declarações que foram feitas em Janeiro pelo Ministro das Finanças, há interesse em “diluir e diferir” no tempo a “concentração de pagamentos” dos empréstimos a Portugal prevista para 2014, 2015 e 2016. Vítor Gaspar pretende com este adiamento conseguir um regresso mais suave aos mercados.

terça-feira, 27 de março de 2012

Merkel admite reforçar fundo de socorro para fazer face a “fragilidades” portuguesas e espanholas


Berlim abre a porta a uma maior dotação do fundo de socorro em antecipação da reunião do Ecofin


A chanceler alemã Angela Merkel abriu a porta à utilização em simultâneo do Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF) e do Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEE), aumentando a dotação dos fundos de socorro para 700 mil milhões de euros no total, em conferência de imprensa em Berlim na segunda-feira.

As razões para o possível reforço prendem-se com a existência de “uma sensibilidade ou uma fragilidade relativamente grande” nos mercados financeiros em relação à evolução das taxas de juro da dívida portuguesa e espanhola. Merkel deixa cair, assim, a sua oposição ao aumento de dotação do fundo de socorro, em antecipação da reunião do Ecofin esta sexta-feira, em Copenhaga.

Com a já acordada dissolução do FEEF até Julho deste ano, entrará em vigor o MEE, com uma dotação de 500 mil milhões, à qual poderão vir a acrescer os 200 mil milhões ainda previstos no funcionamento do FEEF. A chanceler alemã acrescentou também que este mecanismo “poderá ser a base” de uma maior intervenção do Fundo Monetário Internacional (FMI) no combate à crise europeia.

quarta-feira, 14 de março de 2012

Ecofin aceita que Espanha não cumpra défice


Fonte: Euronews


Os ministros das Finanças da União Europeia, que se reuniram em Bruxelas, concederam mais tempo a Espanha para cumprir o défice previsto para 2012. Apesar de Bruxelas aceitar que Espanha não cumpra o défice de 4,4%, exigiu cortes de cinco mil milhões de euros adicionais ao governo espanhol.

O ministro francês, François Baroin, afirmou que Espanha vai ter de cumprir em 2013 o teto máximo de 3% inscrito no PEC (Pacto de Estabilidade e Crescimento), tal como previsto.

De acordo com a Euronews, o governante francês disse que esta “regra” estipulada à Espanha é para “todos os outros países” e que se está a "tentar restaurar a confiança na zona euro e a pôr em marcha mecanismos de proteção e redução do défice”.

A Hungria, que não utiliza o euro e que está em défice excessivo desde que aderiu à União Europeia, viu aprovada a recomendação da Comissão Europeia para ser alvo de sanções, nomeadamente congelamento de fundos de coesão.

domingo, 15 de maio de 2011

Ajuda a Portugal na mesa do Ecofin

O Governador do Banco de Portugal, Carlos Costa, e o ministro das Finanças Fernando Teixeira dos Santos no Ecofin de 9 de Abril em Godollo, Hungria, quando foi viabilizado o pedido de ajuda a Portugal. Foto: Reuters/ IBT
O Conselho de Ministros das Finanças deverá aprovar na terça-feira o apoio financeiro a Portugal, no montante de 78 mil milhões de euros, conforme se pode ler no comunicado que antecipa a reunião que se inicia hoje, segunda-feira, com o Eurogrupo.

O ministros vão ainda rever o programa de ajuda financeira à Irlanda e a presidência, assegurada este semestre pela Hungria, vai fazer o ponto de situação das negociações com o Parlamento Europeu em matéria de Governo Económico.

O programa de ajuda financeira a Portugal vai de Junho deste ano a meados de 2014 e será financiado pelo Mecanismo Europeu de Estabilidade Financeira (MEEF), Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (FEEF) e pelo FMI.

O montante de 78 mil milhões de euros inclui "um esquema de apoio à banca da ordem dos 12 mil milhões de euros para garantir o capital necessário caso não sejam encontradas soluções de mercado", lê-se no mesmo comunicado.

Portugal compromete-se, no quadro do plano de ajuda, a realizar "reformas estruturais para reforçar o crescimento potencial, criar empregos e melhorar a competitividade", a reduzir o défice público para valores inferiores a 3% do PIB em 2013 e a adoptar medidas que "salvaguardem a indústria financeira".

Portugal, diz o comunicado do Conselho, anunciou a sua intenção de pedir ajuda financeira no dia 7 de Abril "após meses de pressão nos mercados de obrigações de dívida pública e de crise política". O Conselho deu orientações para o apoio a Portugal no encontro de 8 de Abril conforme se pode ler no comunicado final.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Olli Renh preocupado com a desvalorização do Euro

O comissário Europeu dos Assuntos Económicos e Monetários está preocupado com a desvalorização do euro face ao dólar.

Hoje a moeda única europeia caiu para o valor mais baixo dos últimos quatro anos – abaixo dos 1,19 dólares.

«Concordo com Jean-Claude Juncker quando diz que é mais preocupante a rapidez na evolução [do euro], do que o nível [a que chegou]», afirmou Olli Rehn esta manhã na reunião dos ministros das finanças da zona euro.

O presidente do Eurogrupo, Jean-Claude Juncker, exigiu que as medidas orçamentais dos países que utilizam o euro sejam reforçadas.

terça-feira, 18 de maio de 2010

Eurogrupo satisfeito com medidas de Portugal e Espanha

Jean Claude Junker, presidente do Eurogrupo, afirmou ontem, no final da reunião dos ministros da Finanças da zona euro, em Bruxelas, que está satisfeito com os planos de austeridade apresentados por Portugal e Espanha para combater o défice.

[Ouça aqui]
Luís Ochoa, correspondente da ANTENA 1 em Bruxelas
apresenta-nos as ideias essenciais do Ecofin

Comissário diz que é cedo para comentar planos de austeridade

O Comissário Europeu da Economia, Olli Rehn disse que ainda é cedo para tecer comentários acerca das medidas do plano de austeridade apresentadas por Portugal e Espanha para combater o défice público.

"Ainda não tivemos tempo de fazer uma análise profunda", declarou o comissário ontem à noite, no final da reunião dos ministros da Finanças da zona euro(Ecofin) , em Bruxelas.

Ouça aqui as declarações de Olli Rehn
peça ANTENA 1


terça-feira, 16 de março de 2010

Presidência Espanhola prevê selar Acordo Europeu antes de terminar o semestre



No final da reunião do Conselho para os Assuntos Económicos e Financeiros (Ecofin) realizada hoje, a Ministra espanhola de Economia e Finanças, Elena Salgado, afirmou que mantém o objectivo de selar um Acordo Europeu sobre a regulamentação dos fundos de investimento alternativos, antes de terminar o semestre da Presidência Espanhola da União Europeia (UE).

"Queremos convencer todos de que o melhor seria ter uma regulamentação europeia, e temos de continuar a trabalhar para isso", disse Elena Salgado na conferência de imprensa, durante a qual esteve sentada entre os Comissários Europeus Olli Rehn e Michel Barnier, após a reunião.

O Comissário Europeu do Mercado Interno e Serviços, Michel Barnier, salientou que a decisão de adiar a discussão foi "responsabilidade da Presidência Espanhola". "Vamos tomar conhecimento do presente e estamos confiantes de que a Presidência vai usar o tempo que resta da melhor forma possível", acrescentou.

Barnier afirmou que o órgão executivo da UE vai estar disponível para a Presidência, para trabalhar num acordo que deve ser "credível" e que "os fundos de investimento alternativos são muito importantes. Se analisar transacções financeiras diariamente, pode ver que estes são responsáveis por quase metade de todos os movimentos".

"O sector não está regulamentado na Europa, não há transparência e controle", disse Barnier, acrescentando que, para que a nova estratégia de crescimento económico seja bem sucedido, "nós (na UE) precisamos dos mercados financeiros que trabalham para a economia, e não o contrário ".

A legislação proposta visa impor obrigações harmonizadas para todas as entidades envolvidas na gestão e administração de fundos de investimento alternativos na Europa, definidos como os fundos que não são regidos pelas empresas de investimento colectivo em valores mobiliários transferíveis (OICVM).
Estima-se que todos estes fundos, que também são cruciais para o financiamento de empresas que não estão listadas na bolsa de valores e de empresas tecnológicas emergentes, gerem activos no valor de dois biliões de euros.


Conferência de imprensa