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terça-feira, 30 de abril de 2013

Novas notas de 5 euros entram em circulação


Mário Draghi, apresentou a nova nota de cinco euros em Janeiro deste ano; Fonte:  A Bola


A partir do próximo dia 2 de Maio, quinta-feira, em Portugal e nos restantes países do euro, os cidadãos vão começar a utilizar uma nova nota de cinco euros. As notas actuais continuarão a ser válidas até à sua retirada gradual de circulação.

Divulgada em Janeiro passado pelo presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mário Draghi, a nova nota de cinco euros é a primeira da nova série "Europa" a entrar em circulação. O Banco de Portugal apresentou na passada segunda-feira 29 de Abril a nova nota de cinco euros. 

Os bancos centrais criaram a série "Europa" em homenagem à personagem mitológica grega que deu o nome ao Velho Continente. A imagem de "Europa" é integrada na marca de água e no holograma das notas. 

A introdução destas novas notas surge como medida de combate à contrafacção, já que possuem elementos de segurança mais robustos e melhor identificáveis para o público. Cinco desses elementos de segurança incluem marcas tácteis, a marca de água, o filete de segurança, o holograma e o número esmeralda luminoso, que vão garantir a autenticidade da nota. 

As restantes notas serão colocadas em circulação de forma gradual, por ordem crescente de denominação, ao longo de vários anos. O Governador do Banco de Portugal, Carlos Costa alerta para eventuais casos de burla relacionados com a entrada em circulação da nova nota de cinco euros. Os cidadãos devem denunciar os casos em que alguém se apresente para recolher notas, em nome do Banco de Portugal ou de qualquer instituição bancária, sob risco de tentativa de burla.

Fonte: TVI24

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

UE com supervisor único para bancos europeus

Os ministros das Finanças da União Europeia (UE) acordaram a criação de um supervisor bancário único. O plano acordado na véspera da cimeira de líderes da União Europeia, segue para discussão no Parlamento Europeu. Cerca de 200 bancos europeus ficarão directamente dependentes da supervisão do Banco Central Europeu (BCE), revelou o Negócios Online.

O resto dos cerca de 6000 bancos europeus continuarão a ser fiscalizados pelos bancos centrais nacionais, mas o BCE pode, em qualquer caso, entrar em acção ao primeiro sinal de problemas. BCP, BES, BPI, CGD, Totta e Banif são os bancos portugueses que devem fazer parte da lista dos que saem da alçada do Banco de Portugal, noticiou o Diário Económico.

O Banco Central Europeu terá o direito de, a qualquer momento, exercer uma supervisão directa sobre outras entidades, quando entender oportuno, ou quando for solicitado por um Estado-membro. O acordo refere que o BCE não vai supervisionar todos os bancos da União Europeia, como pretendiam inicialmente a Comissão Europeia e vários países, numa clara vitória para a Alemanha, que temia pelos seus bancos regionais, avançou o Diário de Notícias.

Num discurso no Parlamento Alemão, a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, manifestou-se sobre o acordo defendendo que este mecanismo comum de vigilância dos bancos é de “um valor inestimável”. Os bancos de aforro alemães ficam sob controlo do supervisor nacional (BaFin), uma das condições essenciais para que a Alemanha pudesse aceitar este acordo.

O presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso saudou este acordo e considerou-o “excepcionalmente importante” e “Um passo em frente crucial para a integração da supervisão financeira na zona euro e nos outros Estados-membros”. A proposta para o mecanismo único de supervisão foi apresentada pela Comissão Europeia em Setembro, adiantou o Público.

O futuro mecanismo único de supervisão bancária entra em vigor a 1 de Março de 2014 e é resultado de quatros meses de intensas discussões, indicou o comissário europeu responsável pelos Assuntos Financeiros, Michel Barnier. Não se sabe ao certo qual o número exacto de países de fora do euro que vão fazer parte deste novo mecanismo, mas Reino Unido, Suécia e República Checa já disseram que não estão interessados em integrá-lo.

Mariana Pinheiro e Sara Cunha

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Previsão negativa sobre PIB português


Foto: Presidência Portuguesa da UE


A Comissão Europeia vai anunciar amanhã as previsões económicas intercalares para todos os países da União Europeia. Relativamente a Portugal, os economistas antecipam que as perspectivas serão ainda mais negativas do que as anteriores.

Portugal irá sofrer este ano uma diminuição de 3% no seu Produto Interno Bruto (PIB), de acordo com a previsão feita pela Comissão em Novembro. É esperada uma ligeira retoma em 2013, com um crescimento de 1,1%.

O Banco de Portugal previu, em Janeiro, uma quebra no PIB de 3,1%, sendo a retoma de apenas de 0,3% em 2013. As últimas previsões do Governo apontavam para uma contracção do PIB em 3% este ano.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Pacote de ajuda pode chegar aos €90 mil milhões

Portugal pode precisar de um pacote de ajuda financeira perto dos 90 mil milhões de euros, avançou hoje o Diário Económico. É este o valor que tanto o Ministério das Finanças como o Banco de Portugal consideram ser necessário para aliviar a crise financeira em que Portugal se encontra e que se situa acima dos 85 mil milhões entregues à Irlanda, tornando-se assim no pacote de ajuda mais elevado na recente crise europeia.

O pedido oficial de ajuda externa por parte de José Sócrates esta quarta-feira, altamente antecipado pela comunidade internacional, já lançou várias reacções em relação aos detalhes no que diz respeito ao pacote de ajuda que Portugal irá receber. Os €90 mil milhões apurados pelo Diário Económico representam mais de metade do PIB nacional e serão repartidos em várias tranches. Em Inglaterra, o The Guardian referencia o valor avançado pelo Diário Económico, 20% acima das previsões iniciais, dizendo que os maiores responsáveis pelo valor elevado são a dívida do Estado e a quebra financeira das empresas públicas. Já a agência financeira Fitch equaciona um valor rondando os 60 mil milhões de euros com Douglas Renwick, director da agência, afirmando que o pacote de ajuda «irá ajudar a moderar os riscos macroeconómicos e para a estabilidade financeira no curto prazo».

O número elevado de estimativas deve-se às várias condicionantes em relação à situação portuguesa, com os resultados das futuras eleições legislativas, a realizar em 5 de Junho, a reterem um enorme impacto no futuro do país. As negociações entre a Comissão Europeia e Portugal iniciam-se hoje, onde também serão discutidas novas medidas de austeridade para assegurar o futuro financeiro português.

Fontes: Diário Económico, Público, The Guardian, Diário de Notícias.

segunda-feira, 7 de março de 2011

Banca portuguesa cada vez mais dependente do BCE


(Foto: Jornal de Notícias)

O financiamento dos bancos portugueses junto do Banco Central Europeu (BCE) voltou a aumentar em Fevereiro ao atingir 41.078 milhões de euros, um valor máximo desde Agosto de 2010.

De acordo com os números avançados pelo Banco de Portugal, os bancos residentes em Portugal tinham 41.078 milhões de euros em financiamento junto do BCE no final de Fevereiro, mais 70 milhões face a Janeiro.

Em Agosto de 2010 a banca tinha créditos junto do BCE na ordem dos 49.124 milhões de euros, depois de em Julho desse mesmo ano ter atingido os 48.834 milhões de euros, ao juntar os mecanismos de cedência de liquidez que o Banco Central Europeu disponibiliza aos bancos europeus.

Já o valor atingido em Fevereiro representa o terceiro aumento consecutivo em contas de final de mês, depois de ter reduzido bruscamente entre final de Outubro e de Novembro.

Fontes: Jornal de Negócios Jornal de Notícias
, Lusa, Diário Económico