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terça-feira, 28 de maio de 2013

Jeroen Dijsselbloem admite que Portugal poderá vir a ter mais tempo


                                 Jeroen Dijsselbloem, Presidente do Eurogrupo (Fonte:Guardian)




O Presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, disse esta segunda-feira em Lisboa, em conferência de imprensa conjunta com o ministro das Finanças português Vítor Gaspar que, caso seja necessário, poderá ser consentido mais tempo a Portugal para atingir as metas que foram acordadas com o FMI. Embora reconheça que Portugal poderá vir a ter mais tempo, acrescenta que, até à data, as autoridades portuguesas não fizeram nenhum pedido nesse sentido.

Jeroen Dijsselbloem afirmou que é muito importante que agora se esteja a trabalhar no ajustamento estrutural necessário, não só em Portugal, mas na totalidade da zona Euro. 

Continuando, admite que sendo visíveis esses esforços por parte dos países, e só sendo por culpa da situação económica que não é possível atingir as metas acordadas dentro do tempo estipulado, então aí sim poderá ser considerado mais tempo para se conseguir cumprir essas metas. 

Também o Ministro das Finanças Português Vítor Gaspar disse que agora era tempo de continuar com o programa de ajustamento acordado e cumprir os objectivos que estão estipulados.

Porém, Vítor Gaspar, também admite que poderá ser preciso mais tempo do que o que está previsto, afirmando que "não se pode excluir uma maior flexibilidade das metas definidas para Portugal se as circunstâncias o tornarem necessário".

quinta-feira, 7 de março de 2013

Vítor Gaspar admite que extensão do pagamento do empréstimo será inferior a 15 anos

Vítor Gaspar indica um aumento do prazo em 5 anos | Fotografia © Público

Vítor Gaspar afirmou que a extensão dos prazos para o reembolso dos empréstimos a Portugal e à Irlanda será certamente inferior a 15 anos. Em declarações prestadas no final do encontro do Conselho de Ministros da Economia e das Finanças dos 27 Estados membros da União Europeia (Ecofin), em Bruxelas, o ministro das Finanças português comentou a possível extensão apontada pelo ministro das Finanças irlandês, Michael Noonan, como “inconcebível” e que bastaria uma solução “mais modesta”.

Segundo a Agência Lusa, Vítor Gaspar considera que as declarações de Michael Noonan se tratam apenas de “uma posição negocial, e não uma previsão do que será o resultado dessa negociação”. Para o ministro o importante é "favorecer as condições que permitam o próximo passo" no regresso aos mercados da dívida a longo prazo, com uma emissão de dívida bem-sucedida a 10 anos.

Lembrando que o que está sobre a mesa é “um mandato para a troika, que irá analisar as condições necessárias para assegurar uma saída bem sucedida do programa”, Vítor Gaspar revelou que o presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, e o comissário europeu dos Assuntos Económicos, Olli Rehn, presumem “ser possível” chegar a uma decisão no conselho informal de ministros das Finanças nos dias 12 e 13 de Abril.

Para Vítor Gaspar “isso seria um excelente resultado”, acrescentando que “o apoio político dos nossos parceiros europeus tem uma grande importância para nós e dá-nos garantias de protecção contra riscos na evolução da economia europeia e mundial, sendo que estes mecanismos de seguro e proteccção estão dependentes do nosso cumprimento das condições acordadas com os nossos credores internacionais”.

Os ministros das Finanças da UE elogiaram, em comunicado, o empenho da Irlanda e de Portugal em cumprirem os programas de ajustamento económico e financeiro.

Vítor Gaspar acha "inconcebível" extensão de 15 anos dos empréstimos de Portugal e Irlanda

Vítor Gaspar prefere uma solução "mais modesta" (foto: SIC Notícias)

Vítor Gaspar afirmou que a extensão dos prazos para o pagamento dos empréstimos a Portugal e Irlanda será certamente inferior a 15 anos. O Ministro das Finanças português falou à margem do encontro dos ministros das Finanças da União Europeia (Ecofin), em Bruxelas, em resposta às declarações proferidas pelo Ministro das Finanças irlandês, Michael Noonan, considerando que essa extensão seria "inconcebível" e que basta uma solução "mais modesta". Noonan pediu, à entrada da reunião, "uma extensão de 15 anos" para a maturidade da dívida.

Segundo o Público, Vítor Gaspar acredita que as declarações de Michael Noonan são apenas "uma posição negocial, e não uma previsão do que será o resultado dessa negociação" e lembrou que o que agora está em cima da mesa é um mandato para a troika, que irá analisar as condições necessárias para assegurar uma saída bem sucedida do programa. O ministro considerou ainda que, agora, o mais importante é "favorecer as condições que permitam o próximo passo" para regressar aos mercados de dívida a longo prazo, isto é, uma emissão de dívida a 10 anos com sucesso.

O ministro das Finanças revelou ainda que o presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, e o comissário europeu dos Assuntos Económicos, Olli Rehn, "conjecturaram que poderá ser possível" chegar a uma decisão já no conselho informal de ministros das Finanças da União Europeia, que se vai realizar nos dias 12 e 13 de Abril em Dublin. Para Vítor Gaspar, "isso seria um excelente resultado", apontando ainda que "o apoio político dos nossos parceiros europeus tem uma grande importância para nós e dá-nos garantias de protecção contra riscos na evolução da economia europeia e mundial, sendo que estes mecanismos de seguro e protecção estão dependentes do nosso cumprimento das condições acordadas com os nossos credores internacionais".

Veja aqui o comunicado do Ecofin de 5 de Março sobre a renegociação das maturidades do empréstimo do Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF) e Mecanismo Europeu de Estabilização Financeira (MEEF)  à Irlanda e Portugal.

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

União Bancária chega a Europa

Acordo de União Bancária é assinado depois de 14 horas de negociações entre os ministros das Finanças dos 27 estados-membros europeus. O acordo entra em vigor a 1 de Março de 2014 e estipula que 200 bancos europeus vão ter um supervisor único.

Fonte: European Pressphoto Agency

Acordo de União Bancária é assinado depois de 14 horas de negociações entre os ministros das Finanças dos 27 estados-membros europeus. O acordo entra em vigor a 1 de Março de 2014 e estipula que 200 bancos europeus vão ter um supervisor único.

O acordo abrange os bancos que representam cerca de 3% do total das instituições de crédito, entre eles encontram-se a Caixa Geral de Depósitos ,o BCP, o BES, o BPI, o Santander Totta e o Banif.

Os bancos vão estar sobre o domínio do Banco Central Europeu (BCE), que vai assumir a supervisão europeia de forma gradual em 2013 e totalmente operacional depois de Março de 2014.

Vítor Gaspar afirmou que «O elemento-chave que acredito que devemos ter, que devemos assegurar é, em primeiro lugar, que o mecanismo único de supervisão bancária é efetivo e cobre todas as organizações bancárias na zona euro».

Leia mais em: http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=611314&tm=6&layout=121&visual=49
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=606375
http://www.dinheirovivo.pt/Mercados/Artigo/CIECO080658.html

Naida Seixas

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Vítor Gaspar é 10º no Ranking dos Ministros das Finanças da UE


Numa lista elaborada pelo jornal britânico, Financial Times, Vítor Gaspar subiu oito posições no ranking dos ministros das finanças da União Europeia. De 18º, o ministro das Finanças português surge, este ano, na 10ª posição, logo atrás de três estreantes: Steven Vanackere (Bélgica), Vittorio Grilli (Itália) e Peter Kazimir (Eslováquia), numa classificação liderada por Wolfgang Schäuble, noticiou a revista Sábado.

Vítor Gaspar,
10º no ranking do Financial Times

Na realização deste ranking, estiveram em ponderação três critérios: o político, o económico e, por fim, o critério da credibilidade. O Financial Times assume que a medição destes critérios assenta na evolução das “yields” da dívida pública, ou seja, pelo custo de financiamento do país.

Segundo o Jornal de Negócios, é no primeiro critério que Vitor Gaspar, que o Financial Times identifica como um “tecnocrata sem anterior experiência política”. No económico, fica a um lugar da última posição, ocupada pelo homólogo da Grécia, Yannis Stournaras, sendo este um reflexo da forte quebra do PIB de Portugal.

No topo do ranking do Financial Times está, este ano, Wolfgang Schäuble, o ministro das Finanças alemão, que volta a ser nomeado como o melhor entre 19 países da União Europeia. Já o tinha sido há dois anos, mas em 2011 foi superado por Anders Borg.

Os três últimos lugares da tabela são ocupados pelo grego, Yannis Stournaras, o húngaro Gyorgy Matolcsy e o espanhol Luis de Guindos. Pelo sétimo ano consecutivo, o jornal identifica os melhores ministros das Finanças da EU, anunciou o Diário Económico.

Mariana Carvalho e Mariana Pinheiro