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quinta-feira, 15 de março de 2012

Olli Rehn: novo programa de ajuda significa “mais dívida para Portugal”

Fonte: SIC Notícias
O comissário europeu dos Assuntos Económicos e Monetários, Olli Rehn, alertou que um novo programa de ajuda significa “mais dívida” para o país, mas elogiou os esforços de Portugal na melhoria das contas externas.


"Não é do interesse de Portugal, ou da zona Euro, que comecemos agora a falar de um novo programa, que, a propósito, também significaria mais dívida para Portugal", afirmou Olli Rehn em reunião na Assembleia da República com os deputados.  Para o vice-presidente da Comissão Europeia, “Portugal está no bom caminho”, uma vez que, de acordo com as suas declrações, citadas pela Agência Financeira, “há sinais encorajadores, especialmente relacionados com o reequilíbrio das contas externas portuguesas”.

Segundo a Euronews, Rehn mostrou-se preocupado com a dificuldade de as PME’s e as empresas exportadoras acederem ao crédito: “Estou consciente do facto do acesso ao crédito por parte de pequenas e médias empresas ser actualmente difícil”.

O comissário relembrou ainda que é necessário “construirmos uma ponte” para uma reintegração segura de Portugal nos mercados.

A Agência Financeira adianta que, neste segundo e último dia de visita a Portugal, Rehn elogiou o papel que o Presidente da República teve para se alcançar o acordo de concertação social, que levará às mudanças nas leis laborais.  


A audição do comissário europeu pela comissão parlamentar de economia e finanças terminou com alguma insatisfação da esquerda por falta de respostas às perguntas colocadas.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Cidadãos e sindicatos espanhóis juntos contra lei laboral


Manifestação em Espanha (no Jornal de Negócios)
Em Espanha, 57 cidades estiveram envolvidas,este domingo, numa marcha de protesto contra a reforma laboral apresentada pelo governo de Mariano Rajoy. Os números da organização apontam que só em Madrid cerca de meio milhão de cidadãos juntou-se em protesto. Para as organizações sindicais é o início de um processo de mobilização contra esta reforma.
Os manifestantes concentraram-se nas ruas do país vizinho, que conta já com cerca de 5,3 milhões de desempregados, após a convocação do protesto por parte de duas centrais sindicais, a UGT e a Comisiones Obreras.

Os cidadãos lutaram contra a reforma do Código do Trabalho, aprovada pelo Governo PP de Rajoy. A nova lei laboral prevê despedimentos facilitados e mais baratos, com uma indemnização de apenas 20 dias por ano trabalho, face aos 45 dias aplicados anteriormente, como se pode ler aqui.
Os sindicatos garantem que este é apenas o início de uma forte mobilização contra a reforma laboral:"Se o Governo não retificar, o protesto vai crescer", como se pode ler no Jornal de Negócios.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Negociações sobre reforma laboral espanhola fracassam

A tentativa do Governo espanhol conseguir acordar com patrões e sindicatos o pacote de reforma laboral fracassou esta madrugada e agora aprovará, por decreto e sem o apoio dos parceiros sociais, na próxima semana.

A última reunião começou ontem ao final da tarde e terminou esta madrugada, às seis horas, sem que, segundo fontes do executivo, se tenham conseguido resolver “diferenças importantes”, nomeadamente em relação ao custo e justificações do despedimento.

Tratou-se da segunda tentativa falhada do Governo conseguir acordo, esta legislatura, para reformar o setor laboral espanhol, uma reforma exigida tanto pelo FMI como pela Comissão Europeia.