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quinta-feira, 2 de junho de 2011

Euro ou escudo?

Carmelita Cunha, 63 anos, aposentada, Ana Madeira, 22, estudante, Joana Castilho designer de 22 anos e Manuel Martins na pré-reforma aos 59. Todos respondem à questão: Euro ou escudo? Testemunhos diferentes numa abordagem à crise actual.



O historiador Cláudio Torres em entrevista considera que "já esteve mais longe" o regresso do escudo. Mas, se isso vier a acontecer, a classe média será a que mais vai sofrer. Leia aqui.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Finlândia pronta para apoiar Portugal




O futuro Primeiro-ministro da Finlândia assumiu hoje que o país está preparado para apoiar a ajuda externa a Portugal. Jyrki Katainen disse também que irão ser impostas algumas condições.

A Finlândia exige que Portugal venda alguns activos estatais como condição para receber apoio financeiro. Para além desta contrapartida, o Governo português deverá proceder à privatização de empresas públicas e garantir que não permitirá uma fuga massificada de capitais para o estrangeiro por parte de investidores privados.

Na próxima sexta-feira, dia de votação no parlamento finlândes, os partidos políticos devem decidir se aprovam o resgate financeiro de Portugal e quais as condições para essa aprovação.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Afinal Portugal vai pedir ajuda externa

(Foto: Reuters)




O Primeiro-ministro, José Sócrates anunciou esta noite numa declaração ao país que "O Governo fez hoje à Comissão Europeia um pedido de ajuda financeira".


O Primeiro-ministro afirmou que o pedido de ajuda internacional foi mesmo o último recurso: "Julgo que chegámos ao momento em que não tomar essa decisão acarretaria riscos que o país não pode correr" e voltou a culpar a oposição por ter chumbado o PEC, levando à situação em que o país se encontra.



José Sócrates disse que informou o Presidente da República sobre a decisão tomada, tendo em conta "as limitações constitucionais do Governo, como Governo de gestão".



Sócrates disse ainda que espera que "a negociação deste pedido de ajuda tenha os menores custos possiveis para Portugal e os portugueses".


Fontes: DN; Público

Governo nega pedido de ajuda externa

(Foto: Eric Vidal/Reuters)



O gabinete do Primeiro-Ministro desmentiu a notícia avançada pelo Financial Times, que afirmava que Portugal estava a negociar um pedido de ajuda com a União Europeia. Também Bruxelas já negou esse mesmo pedido anunciado pelo jornal britânico.

Fonte do gabinete de José Sócrates afirmou que "A notícia é falsa. Não passam de rumores sem fundamento." Também a Comissão Europeia negou contactos com Portugal para intervir financeiramente. O porta-voz para os Assuntos Económicos e Monetários, Amadeu Altafaj, afirmou: "É claro que a Comissão está disposta a analisar qualquer pedido de qualquer Estado-membro, mas até este momento não recebemos nenhum pedido, de nenhum país, incluindo aquele que referiu.".


No entanto, o Presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, afirmou que a União Europeia está preparada para responder a um possível pedido de ajuda de Portugal.



Fontes: DN; Público

terça-feira, 5 de abril de 2011

Moody's desce rating de Portugal

Foto: abola.pt
A agência Moody’s, que avalia o risco de crédito, desceu hoje a nota portuguesa de dívida soberana a longo prazo. A redução de um nível, de A3 para Baa1, é justificada pela agência com a crise política,orçamental e económica do país.«o custo actual do financiamento está a aproximar-se de um nível insustentável, mesmo no curto prazo», revela a Moody's em comunicado, citado pela Reuters.

Este corte no rating não deverá ser único, uma vez que a agência de notação colocou Portugal sob vigilância negativa. Agora, será a capacidade de Lisboa assegurar o financiamento a médio prazo que definirá ou não uma nova redução da nota portuguesa. Segundo a Moody's, o novo Governo que sair das eleições de dia 5 de Junho vai pedir dinheiro ao Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (FEEF) com carácter de urgência.

A agência acrescentou que a alteração ou manutenção do rating do país no nível Baa1 será “criticamente influenciada” pela capacidade do país garantir fontes sustentáveis de financiamento a médio prazo e pela capacidade das instituições políticas “para manterem o rumo de consolidação fiscal e reformas estruturais”.

Fonte: Público, Tvi24

sábado, 2 de abril de 2011

Cavaco diz que se deve falar em Fundo Europeu de Estabilização Financeira e não em FMI




O Presidente da República disse este sábado, que é errado falar no Fundo Monetário internacional aconselhando os jornalistas a escrever Fundo Europeu de Estabilização Financeira.

"Eu acho que os senhores deviam deixar de falar em FMI, porque isso não está certo, está errado. É FEEF".

O processo de activação do fundo de resgate europeu, o FEFE, tem início com um pedido de um Estado-membro no Eurogrupo , podendo concretizar-se poucas semanas depois, uma vez elaborado um plano de ajuda entre o país em causa, Comissão Europeia, BCE e FMI.

"Para evitar situação de ruptura financeira antes das eleições, a ideia está a ser estudada por Belém, PSD e CDS", refere o semanário, salientando que "Bruxelas está contra e quer uma solução conjunta com a UE".


Mário Soares e Diogo Freitas pedem controlo da especulação na UE



O ex-Chefe de Estado Português denunciou o capitalismo e apontou a necessidade inevitável da União Europeia em controlar a especulação. Mário Soares criticou a perda dos "princípios europeus" enquanto que o professor de direito Diogo Freitas do Amaral defende que é altura de travar o comportamento politico do chanceler alemã.

"A minha resposta é esta: nós temos, mais tarde ou mais cedo, em termos europeus, que controlar os mercados especulactivos que só pensam no dinheiro e temos que explicar com a força dos factos que, mais importante que o dinheiro, são as ideias das pessoas, os princípios e os valores", declarou Mário Soares, na Biblioteca Municipal Almeida Garrett, no Porto, durante a conferência sobre “Democracia no século XXI: que hierarquia de valores?”.

Soares considera que não existem motivos para temer o FMI e lembra que por duas vezes, este ajudou a resolver os problemas de Portugal. Quem tem a mesma opinião é o antigo ministro e professor de Direito Freitas do Amaral.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Pedir ajuda ao FMI “vai causar polémica"



O constitucionalista Pedro Vasconcelos afirmou que um pedido de ajuda externa vai criar uma polémica violenta. Defendeu também que o pedido de ajuda externa não cabe nas funções de um governo de gestão mas que perante uma situação excepcional em que o funcionamento corrente do estado pode ser afectado pela carência de meios, o governo de gestão deve resolver o assunto.


“A situação vai criar uma polémica violenta” afirmou Bacelar Vasconcelos a Lusa acrescentando que a situação configura “um paradoxo”.


Bacelar Vasconcelos considera que não é o presidente da república quem deve pedir ajuda a Bruxelas como sugeriu o Ministro das finanças Teixeira dos santos na quinta-feira. Insistiu também que esta situação é extraordinária.


Fonte: tvi24 ,

Desemprego aumenta em Portugal e diminui na UE

O desemprego subiu este ano em Portugal e desceu na União Europeia. Segundo dados do Eurostat, os valores portugueses ficaram nos 11,1% em Fevereiro, quando no mesmo mês de 2010 tinha sido de 10,5%. Já na União Europeia, o desemprego desceu para 9,5% em Fevereiro, quando comparado com os 9,6% atingidos no mês anterior.

Na zona euro, estes valores fixaram os 9,9%, contra os 10% em termos homólogos. Diz o Eurostat que, entre os estados-membros, os valores de desemprego mais baixos pertencem aos Países Baixos (4,3%), ao Luxemburgo (4,5%) e à Áustria (4,8%). Os números mais elevados encontram-se em Espanha, com 20,5 pontos percentuais.

Portugal é o décimo país da União Europeia com a taxa de desemprego mais elevada no mês de Fevereiro, ocupando a sexta posição dos que têm mais desemprego, dos 21 países onde existe informação relativa a Fevereiro deste ano.


Maiores taxas de desemprego na União Europeia, em Fevereiro de 2011


Gráfico: GrupoB_2011


Fonte: DN, TSF

quinta-feira, 31 de março de 2011

Défice português com novo valor




O Instituto Nacional de Estatística anunciou hoje o novo valor do défice orçamental português para 2010, de 8,6 por cento.


O porta-voz do comissário dos Assuntos Económicos, Amadeu Altafaj Tardio, afirmou em declarações à agência Lusa, que a Comissão Europeia "toma nota" do novo valor do défice para 2010.


Amadeu Altafaj Tardio disse também que a Comissão vai esperar pela notificação do Eurostat, marcada para dia 26 de Abril. O gabinete oficial de estatísticas da União Europeia vai confirmar se as contas cumprem as normas europeias.


Fonte: Visão, DN

Presidente do BPI considera tardio o recurso de Portugal ao FMI

Foto: gazetadeluanda.com
O presidente do BPI, Fernando Ulrich, defendeu hoje que Portugal já deveria ter recorrido à ajuda externa, de acordo com a TVI24.

Durante a apresentação de um estudo sobre o mercado português de energia, o líder do banco disse não entender o porquê de o país ainda não ter exercido o direito de pedir ajuda. «Dentro de pouco tempo as pessoas vão perguntar não se Portugal deveria ou não recorrer [à ajuda externa], mas sim se não deveria ter recorrido há muito mais tempo. Essa é a pergunta de agora.»

Ulrich vê a questão da ajuda externa transformada numa arma política. No entanto reconhece que Portugal está a ser pressionado a recorrer ao FMI pelas agências de rating e pela imprensa internacional, acrescentando que preferia que o país «não tivesse de chegar a essa situação».

Apesar da instabilidade política portuguesa, Fernando Ulrich afirma que o BPI não se tem ressentido, uma vez que fechou o trimestre sem recorrer ao Banco Central Europeu. "Estamos a dar o nosso contributo para a estabilidade e reforço da economia portuguesa."


Veja o vídeo aqui.

quinta-feira, 3 de março de 2011

União Europeia aumenta ajudas a refugiados

Foto: European Commission
A Comissária Europeia para a Cooperação Internacional, Ajuda Humanitária e Reacção às Crises, Kristalina Georgieva, informou hoje que a União Europeia vai responder à crise de refugiados na Líbia com uma ajuda de 30 milhões de euros.

Durante uma visita à fronteira entre a Tunísia e a Líbia, a comissária acrescentou que houve um aumento no valor anteriormente anunciado. "Aumentámos substancialmente o nosso apoio financeiro de três milhões de euros, que tínhamos anunciado na sexta-feira, para 30 milhões de euros".

Segundo a ONU, desde dia 20 de Fevereiro até ao dia de hoje, cerca de 90 mil líbios fugiram dos confrontos entre as forças leais a Kadhafi e os rebeldes. Em apoio aos cidadãos, a organização montou um campo composto por 1800 tendas, a cerca de sete quilómetros da fronteira entre a Líbia e a Tunísia.

Kristalina Georgieva acrescentou que há uma mobilização dos estados-membros para a ajuda à retirada em segurança dos refugiados da Líbia. "Temos já sete dos nossos estados-membros que se comprometeram a receber pelo menos 20 mil pessoas".

A comissária europeia agradeceu aos tunisinos "por terem aberto os corações e as casas a quem precisava".

Fonte: Diário de Notícias, TSF