domingo, 16 de novembro de 2014

Merkel avisa primeiro-ministro britânico

Angela Merkel, chanceler alemã, avisou David Cameron, presidente britânico, que as restrições à liberdade de circulação são inaceitáveis e que admite a saída do Reino Unido da UE.

Angela Merkel e David Cameron numa conferência de imprensa no Reino Unido
"Pela primeira vez, Cameron empurra o seu país para um 'ponto de não retorno' sobre a questão de pertença à UE, para um ponto" no qual Berlim deixará de apoiar o Reino Unido na sua manutenção na União Europeia, avançou a revista Spiegel.

O principal ponto de discórdia entre os dois chefes de estado centra-se na ideia, avançada por Londres, que se baseia em limitar a entrada de imigrantes no Reino Unido, mesmo que os mesmos sejam oriundos de países da UE. As exigências de Merkel foram causaram estrondo no Reino Unido e Cameron já está a pensar noutras alternativas para como não permitir que um imigrante que esteja desempregado no RU fique mais de três meses no país.

Além deste aperto de orelhas, pela Merkel, a União Europeia planeia também multar o Reino Unido e a Dinamarca, aliada dos britânicos por se recusarem a pagar os 2,1 milhões mil milhões de euros de contribuição para o orçamento da UE deste ano.

Bruno Perdigão

Fontes: Mirror, Diário de Notícias

Cameron diz não à União Europeia

Em entrevista ao jornal Britânico The Telegraph, David Cameron disse que, a Inglaterra não vai pagar os 2,1 mil milhões para o orçamento da União Europeia.


O primeiro-ministro britânico considera este valor completamente inaceitável, e que esta não é a maneira da UE tratar um dos países que mais contribui para a zona euro.

Segundo uma fonte do governo Britânico, Cameron falou com Durão Barroso e disse que este não tinha ideia do impacto desta medidas - que não se tratava apenas da opinião pública mas de 2,1 mil milhões de euros. Barroso reagiu às críticas argumentando que, "não há razão para surpresas" e "as taxas são calculadas em base em mecanismos a que todos os Estados-membros deram o acordo por unanimidade."

Fontes: Público, The Telegraph

Pedro Santos

Europeus juntam-se à causa Islâmica

Membros do grupo Median Empire de Colónia
Um grupo de motards europeus juntou-se aos Curdos contra o Estado Islâmico, na Síria. Este grupo de Holandeses e alemães têm vindo a divulgar imagens e mensagens nas redes sociais que mostram o dia-a-dia desta aliança. Numa das fotografias publicadas no Twitter um dos membros armados está com uma Kalashnikov ao lado de um combatente Curdo.

Klaas Otto, o líder do grupo, esclareceu a semana passada que o grupo é composto por “pessoas com treino e muita experiência” e que estão preparados para combater contra os Guerrilheiros do Estado Islâmico. Outras das mensagens que se pode ler nas redes sociais é dada por outro membro do grupo Median Empire de Colónia em que declara que “enquanto os outros mandam bocas, nós estamos na linha da frente a lutar”.

Este fim-de-semana, os Curdos conseguiram conquistar terreno em Kobane, anteriormente perdido, graças à ajuda dos combatentes europeus. Kobane é o palco do combate ao Estado Islâmico. A Síria encontra-se em guerra civil há três anos. Este conflito já provocou mais de 200 mil mortes.

Link: Sol; TVI24; Diário de Notícias
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Ana Colecas, André Contente e Bruna Gonçalves

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Economia russa encostada à parede

Vladimir Putin, Russia, G20, Angela Merkel, Alemanha, David Cameron, Reino Unido, sancoes economicas, Ucania
Vladimir Putin reconheceu publicamente os efeitos das sanções na economia da Rússia (foto:reuters)
O Presidente da Rússia, Vladimir Putin reconheceu que a economia do seu país tem sentido os efeitos negativos das sanções económicas impostas pelo ocidente devido à invasão de tropas russas na Ucrânia, e pôs em causa a legalidade das mesmas ao considerar que elas “contrariam o direito internacional, porque as sanções só podem ser aplicadas no âmbito das Nações Unidas e do seu Conselho de Segurança.”

Numa entrevista à agência de notícias russa TASS, na véspera da cimeira do G20 que se realiza na cidade australiana de Brisbane, Putin admitiu também que a continuação da queda do preço do petróleo pode ter “consequências catastróficas” para o seu país.

No entanto, Vladimir Putin garantiu que as reservas de petróleo são suficientes para que governo cumpra os seus “compromissos sociais”. Segundo dados revelados pelo Kremlin, estas reservas estão avaliadas em 400 mil milhões de dólares.

Além disso, o líder russo deixou um aviso à Alemanha ao assinalar que as sanções económicas podem por em causa 300 mil empregos de empresas alemãs que exportam para a Rússia.

A Chanceler da Alemanha, Angela Merkel, que também se encontra na Austrália para participar na reunião do G20, não respondeu directamente a Putin mas considerou que “a prioridade deve ser a situação humanitária na Ucrânia e como alcançar um verdadeiro cessar-fogo”.

Já o primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron preferiu deixar um aviso mais direto a Putin. “Se a Rússia continuar a piorar a situação, poderemos ver essas sanções aumentar. É tão simples quanto isso.”

Fontes: Bloomberg, Público

Daniel Wollscheid

Ausência de Jean-Claude Juncker causa descontentamento no parlamento Europeu

O Presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, cancelou esta quinta-feira de manhã a sua presença numa conferência sobre a Europa, em Bruxelas, na sequência da revelação, também hoje, de acordos fiscais secretos durante oito anos entre o governo luxemburguês e centenas de empresas multinacionais.

"O ex-presidente da Comissão Europeia Jacques Delors não se sente bem e não vai viajar. Por essa razão, Jean- Claude Juncker também não vai participar no diálogo", disse Margaritis Schinas, porta-voz da Comissão Europeia. A organização criticou a ausência do responsável político em bruxe-las em que pretendiam discutir os desafios da Europa, sobretudo, importantes numa altura em que a Comissão conta com uma nova liderança.

A verdade é que a ausência de Juncker aconteceu poucas horas depois de vários orgãos de comunicação social terem divulgado, esta quinta-feira, o resultado de uma investigação internacional sobre a fuga ao pagamento de impostos nos seus países, através do Luxemburgo, por parte de 340 empresas multinacionais.

A fuga ao fisco ocorreu entre 2002 e 2010, durante o longo mandato de Juncker (de Janeiro de 1995 até Dezembro de 2013) à frente do Governo luxemburguês. Em causa estão milhares de milhões de euros em receitas fiscais perdidas pelos Estados onde multinacionais como a Apple, a Amazon, a Ikea, a Pepsi e a Axa, por exemplo, têm sede.

Fonte: Publico, dn
Imagem: telegraph

Daniel Joveta

BCE prepara novos estímulos

Mario Draghi anunciou que o BCE vai estudar novos estímulos monetários. (fonte:FT)
O Presidente do Banco Central Europeu, Mário Draghi anunciou esta quinta-feira, dia 6 de Novembro, que o BCE vão estudar a implementação de novas medidas para combater a falta de crescimento económico e o risco de deflação, caso o pacote de medidas que apresentou há um mês  não tenham os efeitos desejados.

"O BCE quer ter na gaveta, para implementar em caso de emergência, mais estímulos monetários se o pacote em curso até 2016 não se revelar suficiente na expansão do balanço do banco em mais de 1 bilião de euros", disse Draghi.

Entretanto, a Presidente da Reserva Federal norte-americana (FED), Janet Yellen veio apoiar a decisão tomada pelo Banco Central Europeu.

"Os bancos centrais têm de estar preparados para utilizar todas as ferramentas, inclusive políticas pouco convencionais para apoiar o crescimento económico e para que as metas para a inflação sejam alcançadas", declarou Yellen hoje, dia 7 de Novembro, em Paris.

Este anúncio de Mário Draghi é o segundo anúncio de um grande estímulo monetário na economia mundial. Recorde-se que na semana passada, o Governador do Banco do Japão, Hahuriko Kuroda anunciou que o banco central nipónico vai aumentar a meta anual de dinheiro a ser injetado na economia japonesa

Segundo vários analistas, foi esta decisão do Banco do Japão que terá obrigado o BCE a agir.

fontes: Bloomberg ,Expresso

Daniel Wollscheid