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segunda-feira, 6 de maio de 2013

"Moules Bouchut" ganha selo de especialidade tradicional

Os "Moules Bouchut" crescente ao ritmo das marés


Comissão Europeia aprovou o pedido francês e atribuiu aos "Moules Bouchut" a garantia de especialidade tradicional, revela o órgão executivo da UE em comunicado.  Os mexilhões da Bretanha juntam-se assim aos 1100 produtos protegidos pela UE.

Os "Moules Bouchut" ou "Mexilhões de Bouchut" destinguem-se dos restantes por crescerem no mar, ao ritmo das marés, em estacas chamadas "Bouchuts". A técnica foi importada da Irlanda no século XIII e é perpetuada pela família Desbois, que cria o molusco há três gerações na baía de Saint-Brieuc, na Bretanha, de acordo com o TV5 Monde. Apesar de mais pequenos que os restantes mexilhões, são mais robustos e adocicados, podendo ser comidos crú ou cozidos.  

A Comissão já colocou o seu selo em cerca de 1100 produtos, ao abrigo da legislação relativa à protecção das indicações geográficas, denominações de origem e especialidades tradicionais. Este projecto da Comissão tem por objectivo apoiar a diversificação da produção agrícola, proteger os nomes de produtos contra imitações e utilizações indevidas e ajudar os consumidores, dando-lhes informações sobre as características específicas de cada produto.

domingo, 28 de abril de 2013

Novo primeiro-ministro italiano quer aposta no crescimento

Enrico Letta  quer mais crescimento económico e menos austeridade - foto: www.qz.com


O novo primeiro-ministro de Itália, Enrico Letta, prometeu pressionar a União Europeia para que não se concentre só em reduzir a divida o défice público mas em procurar o crescimento e o emprego.

No primeiro discurso oficial, o novo primeiro-ministro italiano anunciou que irá visitar vários líderes europeus e garante que a Itália compromete-se a respeitar os compromissos orçamentais. Mas, sabe que a situação Italiana é “séria” não fosse o seu país, um dos mais endividados da Europa.

No entanto, Enrico Letta, considera que é necessário mudar de políticas. “Morreremos apenas com consolidação orçamental, as políticas de crescimento não podem esperar mais”, disse citado pela Reuters.

As reacções do mercado financeiro à nomeação de Letta foram positivas e os juros dos títulos da dívida a médio e longo prazo caíram para valores que já não se viam desde Outubro de 2010.

Mas Letta enfrenta um forte desafio interno. Após dois meses de impasse político o primeiro-ministro viu-se obrigado a fazer uma coligação com Berlusconi e enfrenta agora uma batalha para manter a unidade de governo onde tem que por em prática reformas potencialmente difíceis.



Grécia aprova mais medidas de austeridade

Yannis Sturnaras afirma que aprovar as movas medidas era uma necessidade- foto: www.que.es


O parlamento grego aprovou este domingo, 28 de Abril, um pacote de medidas que vai permitir ao país helvético desbloquear a próxima tranche do resgate no valor de 8,8 mil milhões de euros. 
A proposta, que era um ponto fundamental para que a nova tranche fosse libertada, foi aprovada em dois dias, pela maioria governamental e com os votos contra da oposição. “A reunião foi feita como medida de urgência”, explicou ministro das Finanças, Yannis Sturnaras, citado pela Reuters. Isto porque, de acordo com o ministro grego, o pacote tinha que ser aprovado antes da reunião do Eurogupo.

O grupo de trabalho decide hoje o desbloqueio da verba de 2800 milhões de euros. Os restantes seis mil milhões só deveram deverão receber luz verde a 13 de Maio, na próxima reunião do Ecofin. Yannis Sturnaras explicou ainda que a Grécia precisa dessa verba até 20 de Maio para pagar pensões e salários.

Entre as medidas propostas está o despedimento de quinze mil funcionários públicos durante os próximos dois anos. O pacote contempla ainda um agravamento das horas de trabalho dos professores do ensino básico e secundário, com objectivo de reduzir o número de professores substitutos e cortar nas despesas de Educação.

A Grécia acordou o resgate em 2010 e deste então já negociou com a Troika um valor total de 240 mil milhões de euros, dos quais faltam ainda receber 40 mil milhões que estão dependentes da sua capacidade da Grécia de reduzir o défice e tornar a sua economia mais competitiva.

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Sérvia pronta para negociar entrada na UE

Stefan Fule satisfeito com acordo. Foto: www.achnoo.com





A Comissão Europeia considerou esta segunda-feira, dia 22 de Abril, que a Sérvia está pronta para iniciar as negociações para aderir à União Europeia, após o acordo entre o governo de Belgrado e o Kosovo que visa normalizar as relações entre os dois países após anos de tensões.
 
Depois de vários meses de negociações, com a mediação da Comissão Europeia, a Sérvia e o Kosovo assinaram um acordo histórico proposto pela União Europeia. 
 
Štefan Füle, comissário para o alargamento da UE, disse que o acordo da passada sexta-feira é a prova de que ambos os lados foram capazes de "se concentrar no futuro em vez de ficarem presos ao passado" e merecem, por isso, "negociar as suas intenções com a UE."  
 
“A Comissão considera que a Sérvia cumpriu a prioridade chave para uma melhoria visível e sustentável com o Kosovo”, pode ler-se no relatório sobre as conversações, e adianta que Belgrado tem "dado passos muito significativos e sustentáveis para melhorar as relações com o Kosovo." Pode ainda ler-se no relatório que “a Comissão Europeia recomenda por isso a abertura das negociações para a adesão à UE.”
 
Além disso, a UE apelou à Sérvia para abordar outras áreas de preocupação referindo-se à corrupção e crime organizado, à falta de liberdade de imprensa e à discriminação contra as minorias. O relatório destacou ainda a necessidade de uma reforma do sistema judicial, o que para a Comissão "representa um desafio formidável."
 
O Kosovo autoproclamou-se independente em Fevereiro de 2008, tendo a Sérvia rejeitado desde sempre reconhecer essa independência. Há ainda países membros da UE, como a Espanha ou o Chipre, que não reconhecem o Kosovo como um Estado.
 
No seguimento do acordo, a Comissão Europeia propôs, esta segunda-feira, aos ministros dos Negócios Estrangeiros que começassem as conversações de adesão da Sérvia à União Europeia.

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Morreu Margaret

Margaret Thatcher marcou uma era no Reino Unido. Foto : Publico

A antiga primeira-ministra britânica faleceu esta manhã com 87 anos, vítima de um acidente vascular cerebral. Margaret Thatcher é considerada uma figura impar da política britânica, tendo sido a primeira e única mulher a ser eleita para o cargo de primeiro-ministro, liderando os destinos do Reino Unido durante onze anos.

A “Dama de Ferro”, como ficou conhecida, lidou com alguns dos episódios mais marcantes da vida política britânica. A forma como resolveu o diferendo com os mineiros em 1984, ou como deixou morrer vários prisioneiros do IRA em greve de fome, valeram-lhe a imagem de uma mulher de convicções muito fortes. 

Em 1982, conseguiu recuperar a soberania sobre as ilhas Malvinas, que a Argentina reclamava como suas. Essa vitória valeu-lhe uma maioria esmagadora nas eleições do ano seguinte.

Hugo Young, autor da biografia sobre Thatcher, apelidou-a de “uma máquina de ganhar eleições”, sem no entanto “trocar votos por simpatia”. Mas foi no seu estilo que a antiga primeira-ministra conseguiu reerguer um país que em 1979 tinha um PIB 30% inferior ao da França, e que em 1990 crescia de forma próspera.

Em relação à política externa, Margaret Thatcher manteve as suas ideias bem definidas, aliando-se de forma clara e inequívoca a Ronald Reagan, que considerou como “o segundo homem mais importante da sua vida”. Esta aliança juntou a Grã-Bretanha e os Estados Unidos contra a ex-URSS.

Margaret Thatcher sempre foi bastante crítica do projeto europeu e, em 2002, no seu livro "Statecraft", foi capaz de prever, de certa forma, os mais recentes desenvolvimentos da crise que assola atualmente a Europa: "A moeda única europeia está condenada ao fracasso,economicamente, politicamente e socialmente, embora as consequências ao longo do tempo ainda sejam incertas”.

segunda-feira, 11 de março de 2013

Mario Draghi quer que Itália mantenha austeridade


Mário Draghi considera essencial que a Itália mantenha as reformas estruturais.
 Foto: www.europeanvoice.com

O presidente do Banco Central Europeu (BCE) defendeu que a Itália deve manter as reformas estruturais em curso, de forma a conseguir recuperar mais rapidamente da crise em que se encontra.
Mario Draghi,  citado pelo European Voice, falou após mais um Conselho do BCE em Frankfurt, quinta-feira dia 7 de Março, e alertou para os perigos da nova onda anti-austeridade, que se formou após as eleições em Itália.  Um resultado que faz com que neste momento os partidos do centro esquerda estejam a discutir a formação de um governo.
Draghi mostrou-se ainda preocupado com a queda da procura interna e das exportações na zona euro, que pode atrasar a retoma prevista para o segundo semestre deste ano.
No entanto, as palavras mais incisivas do presidente do BCE foram para o seu país, e tiveram como alvo Pier Luigi Bersani, líder do centro esquerda de Itália, e que está neste momento a tentar formar um governo para que o país lute para sair daquilo a que ele chamou a “jaula da austeridade”.

Mario Draghi acredita que a Itália deve seguir o caminho que alguns países da zona euro estão a trilhar, de modo a “baixar os spreads, ganhar a confiança dos mercados e, consequentemente, melhorar a economia e baixar o desemprego”.
Outro dos aspectos destacados pelo presidente do BCE, foi o facto de os mercados não terem reagido negativamente ao resultado das eleições italianas, o que significa, segundo Draghi, “que perceberam que vivemos em democracia”.

Leia aqui a conferência de imprensa de Mario Draghi na íntegra e em baixo o vídeo.

segunda-feira, 4 de março de 2013

Portugal e Irlanda podem ver o prazo dos reembolsos aumentado para quinze anos


Ministros das finanças da Irlanda e Portugal aguardam decisão dos parceiros europeus
(foto: DN)

O Eurogrupo apoiou alargamento dos prazos para pagamentos dos empréstimos de Portugal e da Irlanda, na reunião que decorreu esta segunda-feira, 4 de Março. Uma posição que será acompanhada pelos ministros das finanças dos 27 países (Ecofin), amanhã. Mas a decisão final só deverá ser tomada em Abril.

O presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, revelou em conferência de imprensa que as discussões sobre o reajustamento dos prazos de pagamento dos empréstimos português e irlandês foram “positivas”.

Os prazos dos empréstimos podem ser alargados por mais 15 anos caso o processo mereça o apoio político dos 27. A decisão final só deverá ser conhecida na reunião dos ministros das finanças, que irá decorrer entre os dias 11 e 13 de Abril, em Dublin.

Os governos de Portugal e Irlanda solicitaram, em Janeiro, aos parceiros europeus o alargamento dos prazos para pagamento dos empréstimos. Hoje o ministro das finanças irlandês explicitou que o pedido de aumento do prazo era de 15 anos. Vítor Gaspar não fez hoje quaisquer declarações.

De acordo com declarações que foram feitas em Janeiro pelo Ministro das Finanças, há interesse em “diluir e diferir” no tempo a “concentração de pagamentos” dos empréstimos a Portugal prevista para 2014, 2015 e 2016. Vítor Gaspar pretende com este adiamento conseguir um regresso mais suave aos mercados.