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quarta-feira, 10 de abril de 2013

Troika poderá dar mais sete anos a Portugal para pagar empréstimo



Presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem (Fonte: Público)


 Portugal e a Irlanda deverão contar com mais sete anos para pagar parte da dívida concendida pela troika, revela a Reuters, citando uma recomendação dos credores internacionais aos líderes europeus. O Eurogrupo reúne-se sexta-feira dia 12 de Março num conselho informal em Dublin onde se espera que este tema esteja na agenda.

O prazo médio para pagar os empréstimos é de 12,5 a 14,7 anos no caso português. Caso se venha a confirmar a extensão da maturidade, Portugal acabará de pagar alguns dos empréstimos da troika em 2032, daqui a 29, 5 anos.

A flexibilização que está em “cima da mesa”  diz respeito apenas ao crédito que tem origem do Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF). O financiamento internacional a Portugal tem ainda origem no Mecanismo Europeu de Estabilidade Financeira e no FMI, sendo três as entidades credoras.






sábado, 20 de outubro de 2012

CDS aprova Orçamento de Estado


Paulo Portas anunciou que o CDS-PP vai aprovar o Orçamento de Estado para 2013 de forma a evitar uma crise política, num comunicado enviado às redacções nesta madrugada. O ministro dos negócios estrangeiros considera que a não aprovação do Orçamento seria um “incumprimento dos compromissos estabelecidos com os nossos credores”.

Paulo Portas aprova Orçamento de Estado para 2013
Apesar de aprovar o Orçamento, o CDS-PP admite que é necessário alterar alguns pontos de forma a melhorar alguns aspectos do relatório de contas para o próximo ano. Paulo Portas também referiu que o partido da coligação vai “valorizar a estabilidade” quando Portugal se encontra num momento crítico e sob ajuda externa.

O líder centrista reúne-se amanhã com o grupo parlamentar do CDS, o que nunca tinha acontecido nesta legislatura, para discutirem a estratégia a adoptar no debate orçamental.

Fontes: Expresso, Sol, JN, Público

Marcelo Miranda e Sérgio Moitas

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

António Saraiva: Falta de crédito ameaça empresas


António Saraiva alerta para a falta de financiamento (Nuno Pinto Fernandes/ Global Imagens)

 O Presidente da Confederação Empresarial de Portugal considera que os problemas financeiros são os principais responsáveis pelo “aperto” das empresas e da economia.
António Saraiva defendeu que, por causa da ”escassez de financiamento”, a economia portuguesa está em risco, podendo este período tornar-se mais longo, “É quase impossível para as pequenas e médias empresas conseguirem financiamento bancário”, alertou o presidente da CEP.
O responsável dos patrões mencionou que “a recuperação sustentada da economia portuguesa está dependente das exportações e da internacionalização das empresas, e isso será possível com competitividade”. Acrescentou ainda que, com as reduções dos custos com o pessoal, as empresas nacionais estão a conquistar ganhos de produtividade.

domingo, 15 de maio de 2011

Ajuda a Portugal na mesa do Ecofin

O Governador do Banco de Portugal, Carlos Costa, e o ministro das Finanças Fernando Teixeira dos Santos no Ecofin de 9 de Abril em Godollo, Hungria, quando foi viabilizado o pedido de ajuda a Portugal. Foto: Reuters/ IBT
O Conselho de Ministros das Finanças deverá aprovar na terça-feira o apoio financeiro a Portugal, no montante de 78 mil milhões de euros, conforme se pode ler no comunicado que antecipa a reunião que se inicia hoje, segunda-feira, com o Eurogrupo.

O ministros vão ainda rever o programa de ajuda financeira à Irlanda e a presidência, assegurada este semestre pela Hungria, vai fazer o ponto de situação das negociações com o Parlamento Europeu em matéria de Governo Económico.

O programa de ajuda financeira a Portugal vai de Junho deste ano a meados de 2014 e será financiado pelo Mecanismo Europeu de Estabilidade Financeira (MEEF), Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (FEEF) e pelo FMI.

O montante de 78 mil milhões de euros inclui "um esquema de apoio à banca da ordem dos 12 mil milhões de euros para garantir o capital necessário caso não sejam encontradas soluções de mercado", lê-se no mesmo comunicado.

Portugal compromete-se, no quadro do plano de ajuda, a realizar "reformas estruturais para reforçar o crescimento potencial, criar empregos e melhorar a competitividade", a reduzir o défice público para valores inferiores a 3% do PIB em 2013 e a adoptar medidas que "salvaguardem a indústria financeira".

Portugal, diz o comunicado do Conselho, anunciou a sua intenção de pedir ajuda financeira no dia 7 de Abril "após meses de pressão nos mercados de obrigações de dívida pública e de crise política". O Conselho deu orientações para o apoio a Portugal no encontro de 8 de Abril conforme se pode ler no comunicado final.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Finlândia pronta para apoiar Portugal




O futuro Primeiro-ministro da Finlândia assumiu hoje que o país está preparado para apoiar a ajuda externa a Portugal. Jyrki Katainen disse também que irão ser impostas algumas condições.

A Finlândia exige que Portugal venda alguns activos estatais como condição para receber apoio financeiro. Para além desta contrapartida, o Governo português deverá proceder à privatização de empresas públicas e garantir que não permitirá uma fuga massificada de capitais para o estrangeiro por parte de investidores privados.

Na próxima sexta-feira, dia de votação no parlamento finlândes, os partidos políticos devem decidir se aprovam o resgate financeiro de Portugal e quais as condições para essa aprovação.

sábado, 9 de abril de 2011

Cavaco Silva em Budapeste


Cavaco Silva comentou a actual situação política de Portugal à margem dum encontro entre chefes de estado não-executivos da União Europeia, apelando a um consenso entre os partidos políticos portugueses face à actual crise financeira.


O encontro em Budapeste que recebeu, durante o dia de ontem e de hoje, 9 Presidentes da República, entre os quais Cavaco Silva, teve como tema de destaque a crise económica que afecta a União Europeia. À saída de uma das reuniões marcadas e abordado pelos jornalistas o Presidente reagiu ao pedido de ajuda feito por José Sócrates esta quarta-feira dizendo que “Portugal chegou a uma situação em que era inevitável o recurso à ajuda externa” . Cavaco Silva também fez notar que não pode negociar com as forças políticas: “o chefe de Estado “ não tem meios para realizar negociações”, pois não dispõe de ministérios, nem de grupos de apoio técnico, nem tal é permitido pela Constituição”.


O Chefe de Estado português, apelando à responsabilidade de todos os partidos, reiterou a ideia que o próximo governo deverá ser apoiado com uma maioria absoluta na Assembleia; citando o próprio: “Todos os partidos já reconheceram que o próximo Governo deve ser um governo com apoio maioritário da Assembleia da República, talvez esta seja uma das notícias mais importantes que nós podemos dar neste momento aos nossos parceiros europeus e aos mercados”.



sexta-feira, 8 de abril de 2011

Olli Rehn diz que Portugal deverá precisar de 80 mil milhões

Olli Rehn diz que o processo de apoio a Portugal terminará em meados de Maio
O programa de ajuda à Portugal atingirá provalmente os 80 mil milhões de euros, disse, em confêrencia de imprensa, o comissário europeu dos assuntos económicos, no final da reunião dos ministros das Finanças da zona euro.

Olli Rhen avançou, ainda, que os trabalhos para a aprovação da assistência financeira a Portugal terminarão em meados de Maio.

Em breve vai chegar, a Lisboa, uma equipa de elementos da Comissão Europeia, Banco Central Europeu e do Fundo Monetário Internacional, para avaliarem com as autoridades governamentais as necessidades financeiras de Portugal.

O Governo Portugues dirigiu um pedido de assistência financeira à Comissão Europeia na passado dia 6 de Abril.
Fonte: DN

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Afinal Portugal vai pedir ajuda externa

(Foto: Reuters)




O Primeiro-ministro, José Sócrates anunciou esta noite numa declaração ao país que "O Governo fez hoje à Comissão Europeia um pedido de ajuda financeira".


O Primeiro-ministro afirmou que o pedido de ajuda internacional foi mesmo o último recurso: "Julgo que chegámos ao momento em que não tomar essa decisão acarretaria riscos que o país não pode correr" e voltou a culpar a oposição por ter chumbado o PEC, levando à situação em que o país se encontra.



José Sócrates disse que informou o Presidente da República sobre a decisão tomada, tendo em conta "as limitações constitucionais do Governo, como Governo de gestão".



Sócrates disse ainda que espera que "a negociação deste pedido de ajuda tenha os menores custos possiveis para Portugal e os portugueses".


Fontes: DN; Público

Governo nega pedido de ajuda externa

(Foto: Eric Vidal/Reuters)



O gabinete do Primeiro-Ministro desmentiu a notícia avançada pelo Financial Times, que afirmava que Portugal estava a negociar um pedido de ajuda com a União Europeia. Também Bruxelas já negou esse mesmo pedido anunciado pelo jornal britânico.

Fonte do gabinete de José Sócrates afirmou que "A notícia é falsa. Não passam de rumores sem fundamento." Também a Comissão Europeia negou contactos com Portugal para intervir financeiramente. O porta-voz para os Assuntos Económicos e Monetários, Amadeu Altafaj, afirmou: "É claro que a Comissão está disposta a analisar qualquer pedido de qualquer Estado-membro, mas até este momento não recebemos nenhum pedido, de nenhum país, incluindo aquele que referiu.".


No entanto, o Presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, afirmou que a União Europeia está preparada para responder a um possível pedido de ajuda de Portugal.



Fontes: DN; Público

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Pedir ajuda ao FMI “vai causar polémica"



O constitucionalista Pedro Vasconcelos afirmou que um pedido de ajuda externa vai criar uma polémica violenta. Defendeu também que o pedido de ajuda externa não cabe nas funções de um governo de gestão mas que perante uma situação excepcional em que o funcionamento corrente do estado pode ser afectado pela carência de meios, o governo de gestão deve resolver o assunto.


“A situação vai criar uma polémica violenta” afirmou Bacelar Vasconcelos a Lusa acrescentando que a situação configura “um paradoxo”.


Bacelar Vasconcelos considera que não é o presidente da república quem deve pedir ajuda a Bruxelas como sugeriu o Ministro das finanças Teixeira dos santos na quinta-feira. Insistiu também que esta situação é extraordinária.


Fonte: tvi24 ,

quinta-feira, 31 de março de 2011

Presidente do BPI considera tardio o recurso de Portugal ao FMI

Foto: gazetadeluanda.com
O presidente do BPI, Fernando Ulrich, defendeu hoje que Portugal já deveria ter recorrido à ajuda externa, de acordo com a TVI24.

Durante a apresentação de um estudo sobre o mercado português de energia, o líder do banco disse não entender o porquê de o país ainda não ter exercido o direito de pedir ajuda. «Dentro de pouco tempo as pessoas vão perguntar não se Portugal deveria ou não recorrer [à ajuda externa], mas sim se não deveria ter recorrido há muito mais tempo. Essa é a pergunta de agora.»

Ulrich vê a questão da ajuda externa transformada numa arma política. No entanto reconhece que Portugal está a ser pressionado a recorrer ao FMI pelas agências de rating e pela imprensa internacional, acrescentando que preferia que o país «não tivesse de chegar a essa situação».

Apesar da instabilidade política portuguesa, Fernando Ulrich afirma que o BPI não se tem ressentido, uma vez que fechou o trimestre sem recorrer ao Banco Central Europeu. "Estamos a dar o nosso contributo para a estabilidade e reforço da economia portuguesa."


Veja o vídeo aqui.