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quarta-feira, 10 de abril de 2013

Christine Lagarde vê a Europa como centro dos riscos para o desenvolvimento económico global

Apesar da crise financeira, Lagarde prevê um longo futuro para o euro (Foto: AFP)

A directora do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, elogiou o crescimento económico global, em especial nas economias emergentes. Citada pela Bloomberg, Lagarde afirmou que este crescimento deveu-se, em parte, à consolidação financeira dos EUA, e lembrou que, apesar dos sinais positivos, ainda existem riscos, especialmente no que toca à "recuperação desigual na Europa".

O discurso da directora do FMI, que teve lugar no Fórum de Boao, em Hainan, na China, centrou-se nos esforços que estão a ser feitos para resolver a crise europeia. Segundo Lagarde, "a vontade política colectiva em manter, defender, proteger e aumentar a zona monetária tem sido muito subestimada", aproveitando ainda para reforçar a hipótese para os eurobonds, que, segundo a própria, representam "claramente um dos próximos passos a ter em consideração", algo que não tem sido visto com bons olhos por parte da Alemanha. Apesar destas discordâncias, a directora do FMI, citada pela AFP, vê um "longo futuro" para o euro.

Christine Lagarde falou também da crise no Chipre, que considera um "caso muito específico em vários aspectos", como por exemplo a importância do sector bancário na economia do país. Lagarde considera que, dado esses factores, o Chipre não deve "ser um exemplo de como assuntos dessa natureza devem ser tratados" e que o FMI vai contribuir com cerca de mil milhões de euros para o seu programa de resgate, que considera um desafio.

Quando questionada sobre a probabilidade de futuras crises, Lagarde afirmou não ter "uma bola de cristal". Ainda assim, espera que não haja "nenhum país à beira de precisar de ajuda de parceiros europeus e do FMI".

terça-feira, 8 de maio de 2012

Dia da Europa celebrado em todas as capitais


O Dia da Europa comemora amanhã o 62.º aniversário da chamada Declaração Schuman com cerimónias em todas as capitais dos 27 Estados-membros.


Em Portugal, o evento decorre no Pátio da Galé, no Terreiro do Paço, sob a designação «Ponha a sua ideia a render».
Este ano, uma parte importante desta celebração centra-se na dinamização da Bolsa do Empreendedorismo, uma iniciativa inovadora a nível europeu.
Artur Furtado, responsável de comunicação da Representação Permanente da Comissão Europeia em Lisboa, disse à agência Lusa que «É a primeira vez que ao celebrar o Dia da Europa em Portugal se realiza uma Bolsa do Empreendedorismo, tendo como principais preocupações a recuperação da economia e a criação do emprego».
Neste espaço está disponível uma «loja do cidadão empreendedor», com gabinetes de apoio aos potenciais investidores, baseada num «modelo inovador» e que tem como objectivo fazer «algo muito mais ligado» às preocupações de quem quer investir.
Esta é uma iniciativa da Representação Permanente da Comissão Europeia em Portugal, em conjunto com o Gabinete de Informação do Parlamento Europeu, e com os ministérios da Economia e do Emprego e dos Negócios Estrangeiros. Enquadra-se, também, na Semana do Empreendedorismo da Câmara Municipal de Lisboa.
A conferência que vai debater sobre os actuais desafios económicos da Europa e o reforço da integração europeia, será transmitida em directo na Internet: http://stateoftheunion.eui.eu/

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Berlim e Paris querem novo tratado europeu até Março


Angela Merkel e Nicolas Sarkozy chegaram esta segunda-feira a acordo para a conclusão de um “novo tratado” europeu entre os 27 Estados da União Europeia ou se não for possível ente os 17 membros do Euro. Os líderes do eixo franco-alemão querem que o novo tratado esteja concluído até Março e o mesmo prevê sanções imediatas para os países incumpridores e um conjunto de regras de disciplina orçamental.

Durante a reunião que visou preparar a cimeira de Bruxelas de quinta e sexta-feira, considerada como a última oportunidade para salvar o euro, Angela Merkel e Nicolas Sarkozy chegaram a “um acordo completo” e que as propostas serão apresentadas ao presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy. O novo tratado prevê “sanções imediatas em caso de não respeito da regra do défice orçamental inferior a 3% do PIB”, afirmou o líder francês.

Quem saudou o acordo franco-alemão foi Christine Lagarde, diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), mas considerou que o novo tratado “não será suficiente” tendo em conta uma situação económica “extremamente grave”. Lagarde reforçou a necessidade de uma estratégia para “os dois, três ou quatro próximos anos” e que “é preciso mais [para além do tratado] para que a situação no seu conjunto seja regulamentada e que a confiança seja restabelecida, não só nos mercados, como nos investidores e consumidores”.

Eliano Marques, Nicole Matias e Tomás Tim-Tim

sábado, 26 de novembro de 2011

Merkel e Sarkozy afirmaram que o “colapso” de Itália será o fim do Euro


A chanceler alemã e o Presidente francês, num encontro em Estrasburgo, avisaram o primeiro-ministro italiano, Mario Monti, que “o colapso” da Itália levará inevitavelmente ao fim do Euro.



Durante a mini-cimeira que reuniu na quinta-feira os três dirigentes, Angela Merkel e Nicolas Sarkozy manifestaram confiança em Monti e no empenho do novo governo, “afirmando-se conscientes que o colapso de Itália levará inevitavelmente ao fim do euro e a uma interrupção do processo de integração europeia com consequências imprevisíveis", segundo um comunicado do governo italiano divulgado após um conselho de ministros.

O Primeiro-ministro de Itália reafirmou que o objectivo do país é o de atingir o equilíbrio orçamental em 2013 e garantiu que Roma vai aprovar brevemente as medidas destinadas a relançar o crescimento e acredita "no esforço comum destinado a encontrar soluções para a grave crise financeira e económica da zona euro”.

Este comunicado surge numa altura em que as taxas de juros para a Itália continuam a atingir recordes.



Rita Monteiro e Mónica Barros

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Europa seduz africanos, euro nem por isso


Europa seduz africanos, euro nem por isso

"Vinte contos, era muito dinheiro pá! Era mesmo muito dinheiro. Vivia-se, mil vezes melhor!" recorda Timóteo Candubo. A opinião do angolano é comum a alguns imigrantes oriundos dos países de língua oficial portuguesa.
Leia aqui a reportagem.



sexta-feira, 4 de março de 2011

Especulação das taxas de juro fazem euro subir



As recentes declarações do presidente do BCE, Jean Claude Trichet, sobre uma possível subida das taxas de juro de referência já no mês de Abril, fizeram com que o Euro subisse para os 0,22%, para 1,4008 dólares, o valor mais elevado desde 5 de Novembro.

Ben Bernanke referiu que a Reserva Federal (FED), no qual é presidente, não iria mudar a taxa de juro tão cedo.


Mesmo depois de ter sido divulgado que a taxa de desemprego nos Estados Unidos desceu em Fevereiro para 8,9%, o dólar continuou em queda em relação ao euro.

Fontes Jornal de Negócios, revista Sábado

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Governação do euro em mudança

Os ministros das Finanças da União Europeia debatem hoje as alterações à governação económica e financeira do euro decididas em finais do ano passado e determinadas pelas lições da crise.

O pacote legislativo que agora está em debate é composto por seis diplomas:


1 - Pacto de Estabilidade e Crescimento enquadrado em quatro propostas legislativas que vão alterar a vertente preventiva e sancionatória do PEC.

2 - Supervisão macroeconómica - dois regulamentos para detectar e corrigir os desequilíbrios macroeconómicos na área do euro.

Ministros das Finanças da UE discutem medidas para melhorar governação económica, a notícia da SIC que cita a agência noticiosa Lusa.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Decisões adiadas para Março

O Conselho Europeu de 4 de Fevereiro adiou basicamente para a Cimeira de 24 e 25 de Março as decisões importantes para combater mais eficazmente a crise da dívida que enfrentam países já intervencionados como a Grécia e Irlanda e Estados-membros sob pressão dos mercados financeiros como Portugal e Espanha.

O Comunicado do Conselho assim o diz.

sábado, 12 de junho de 2010

Durão Barroso diz que sem o euro Portugal estaria pior


O presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, afirmou hoje que sem o euro, a crise em Portugal seria muito pior.

Durão Barroso defendeu que a Europa tem que fazer valer os seus trunfos para ultrapassar a crise em conjunto.

"Se dermos provas de vontade política estou convicto de que sairemos mais fortes deste período de transição", disse ainda o dirigente europeu, deixando um elogio ao percurso de Portugal e Espanha na UE.

Ouça aqui as declarações de Durão Barroso, peça ANTENA 1

Cavaso Silva apela à resposabilidade dos líderes e das instituições europeias


No dia em que se comemorou os 25 anos da adesão de Portugal e Espanha à CEE, Cavaco Silva afirmou que a construção depende da "dedicação ao interesse comum europeu".
O Chefe de Estado alertou para a necessidade de defender o euro e considerou que a UE depende da moeda única, acrescentando ainda que a falta de estratégia enfraquece "a integração europeia".






sexta-feira, 11 de junho de 2010

«Não acredito numa conspiração contra o euro» - Durão Barroso


O presidente da Comissão Europeia declarou, esta sexta-feira, que o ataque dos mercados financeiros tem tido como alvo a dívida pública de alguns países e não o euro. «Não acredito numa conspiração contra o euro», disse.

«Existe um ataque à dívida de alguns países, que tem de ser enfrentado com enorme determinação», afirmou Durão Barroso durante a cerimónia de comemoração dos 25 anos da adesão de Portugal à União Europeia, citado pelo Diário Económico.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Merkel defende alteração dos Tratados para garantir o futuro do euro


Numa reunião com o Presidente do Conselho Europeu, Herman van Rompuy, a chanceler alemã voltou hoje a afirmar, em Berlim, que a crise financeira traz a necessidade de alterar o Tratados Europeus para garantir a estabilidade do euro.
De acordo com a agência Lusa, Angela Merkel quer alterações nos tratados e considera-as necessárias na aplicação de sanções aos países incumpridores do Pacto de Estabilidade e Crescimento.


sexta-feira, 4 de junho de 2010

Euro desvaloriza para 1,20 dólares

O Euro está hoje a cair para valores mais baixos de quatro anos e segue a desvalorizar 0,85% para 1,2059 dólares.
As declarações do porta-voz do primeiro-ministro húngaro, Viktor Orabnque , reforçaram a desconfiança relativamente às contas públicas dos países da UE. O porta-voz afirmou que falar em incumprimento "não é nenhum exagero" dado que a economia do país "está numa situação muito grave". Parte do agravamento desta situação deve-se à manipulação das estatísticas por parte do ex-executivo que mentiu sobre o verdadeiro estado da nação.


segunda-feira, 31 de maio de 2010

Euro desvaloriza 7,5% em relação ao dólar

Desde 2006 que o Euro não valia tão pouco face ao dólar. Em Maio, a moeda única europeia desvalorizou 7,5% em relação à "nota verde".

Devido à crise financeira, tem havido receio dos accionistas face à dívida europeia. Esta situação foi agravada com o pedido de ajuda da Grécia. Apesar das medidas da União Europeia, para ajudar países como esse a saírem da crise, os investidores continuam com dúvidas acerca da força da união monetária.

[publicado pelo Diário Económico]

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Merkel diz que a Alemanha defenderá euro forte com todas as forças

A Alemanha defenderá "com todas as forças" um euro forte, afirmou hoje a chanceler alemã, Angela Merkel, em Jeddah, no oeste da Arábia Saudita.

"Quero ser muito clara: a Alemanha, enquanto grande exportadora e primeira economia da União Europeia, beneficiou grandemente do euro no passado. É por isso que defenderemos um euro forte com todas as nossas forças", insistiu a chanceler, num discurso na câmara de comércio de Jeddah.

Reduzir as diferenças de "competitividade entre os Estados da UE e mais precisamente na Zona Euro" é para Angela Merkel o desafio principal.

A chanceler defende que isso deve ser feito "em harmonia com os mais fortes, não com os mais fracos".

A Alemanha foi criticada por diversos responsáveis políticos europeus pela forma como geriu a crise do euro.

Ontem, o presidente da Comissão Europeia acusou a Alemanha de pouco ter defendido o euro nos últimos anos e lamentou a hesitação alemã face a uma ajuda à Grécia numa entrevista ao diário Frankfurter Allgemeine Zeitung, tal como noticiou o A Europa na Lusófona.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Sarkozy e Merkel juntos pela estabilidade do euro


O presidente francês, Nicolas Sarkozy, e a chanceler alemã, Angela Merkel, decidiram hoje, durante uma conversa telefónica, coordenar posições para reforçar a estabilidade da Zona Euro.

Sarkozy e Merkel "puseram-se de acordo para coordenar estreitamente as posições francesas e alemãs", em particular no grupo criado para debater as reformas necessárias à estabilidade, dirigido pelo presidente do Conselho Europeu, Herman van Rompuy, revela um comunicado divulgado pela presidência francesa.

Decidiram ainda "preparar juntos" a reunião do Conselho Europeu de 17 de junho, bem como as cimeiras dos grupos dos 8 (G-8) e dos 20 (G-20), previstas para o final de Junho no Canadá.

Comissário acredita que o euro não precisa de ajuda

O comissário europeu da Concorrência, Joaquim Almunia disse hoje que não há razão para intervir no mercado cambial de forma a suportar o euro.

«É preciso dar mais atenção à correcção dos défices excessivos na União Europeia e à vigilância dos níveis de dívida pública», disse o responsável europeu, citado pelo Diário Económico, depois de uma reunião com o governo sueco.

De acordo com Almunia, a melhor taxa de câmbio para o euro deve ser decidida pelo próprio mercado.

Angela Merkel anunciou que "o euro está em perigo"

A chefe de Governo alemão, Angela Merkel, anunciou ontem [19 de Maio] no parlamento federal no Bundestag que “o euro está em perigo”. No debate de ontem salientou de maneira dramática que “se falhar o euro, falha a União Europeia”.

Angela Merkel defendeu a introdução de um imposto sobre transacções financeiras que consiste numa condição do Partido Social-Democrada (SPD), porém o líder do SPD, Frank Steinmeier ainda não declarou se votará ou não a favor do imposto.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Euro atinge valores mais baixos desde 2006

O euro atingiu o nível mais baixo dos últimos quatro anos. A moeda única cotava-se hoje em 1,2237 dólares. Esta descida contínua face ao dólar, deve-se à desconfiança generalizada do mercado quanto à dívida e ao crescimento económico dos países da zona euro.