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quinta-feira, 12 de abril de 2012

Governo espanhol pede calma a dirigentes europeus

Mariano Rajoy, primeiro-ministro Espanhol

O primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, apelou à contenção nas palavras de outros dirigentes europeus em relação à situação económica de Espanha, numa altura em que o governo espanhol enfrenta grandes problemas para acalmar os mercados.
Segundo Rajoy, “todos têm os seus problemas”, sublinhando ainda que “ a Espanha trabalha para encontrar uma solução para os seus, bem como para ajudar a Zona Euro”.
As afirmações do chefe de governo espanhol vem na consequência das declarações de Mario Monti que terá dito que os problemas financeiros da Espanha são a principal razão do aumento das duvidas sobre o mercado da divida na europa.
Por sua vez a Comissão Europeia, veio em defesa de Espanha de forma a tentar acalmar os mercados, afirmando que Madrid não vai necessitar de nenhum plano de resgate.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Mario Monti avisa que a crise está a dividir a Europa


O primeiro-ministro italiano, Mario Monti, alertou que a crise na zona euro está a criar divisões perigosas. Para Monti é errado dividir os estados membros em "bons e maus".

O líder do governo italiano, citado pela EurActiv, considerou ontem, no Parlamento Europeu, que “a crise da zona euro tem dado origem a muitos ressentimentos e recriado muitos estereótipos, dividindo a Europa em países centrais e países periféricos ".
Para Mario Monti, enquanto os países do sul da Europa, denominados de periféricos, estão a ser amplamente responsabilizados pela crise da dívida no euro, a França e a Alemanha foram responsáveis pela violação das regras orçamentais. 
O primeiro-ministro afirmou que "não há bons e maus, na União Europeia", já que "todos temos de nos sentir igualmente responsáveis pelo que foi feito no passado e acima de tudo pelo futuro".
Na sua intervenção no debate sobre a crise económica, o crescimento e o emprego, Monti disse que a “Itália está a fazer sacrifícios importantes que não foram impostos pela União Europeia”, sendo estes necessários para o futuro do país.
Frequentemente interrompido com aplausos, a intervenção do ex-comissário europeu, ainda teve tempo para reiterar o apoio às ‘eurobonds’ (euro-obrigações) e referir a importância do acordo orçamental para que a Europa retome o caminho do crescimento.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Ministra italiana chora ao anunciar plano de austeridade



Emocionada no momento em que teve de pronunciar a palavra "sacrifícios", a ministra do Trabalho e da Segurança Social italiana, Elsa Fornero, não conseguiu conter as lágrimas, nem acabar a apresentação do plano de austeridade do governo aprovado horas antes em conselho de ministros. Acabou por ser Mario Monti, o chefe do governo, a explicar o plano aos jornalistas.

"Nós - e isto custa-nos imenso, até psicologicamente - temos de pedir sac...", e mais não conseguiu dizer Elsa Fornero, quando apresentava em conferência de imprensa as medidas laborais previstas no designado decreto de "Salvação de Itália" que, prevê uma poupança de €20 mil milhões.

O plano Monti vai juntar-se aos do anterior primeiro ministro, Silvio Berlusconi que ascendiam a mais de €54 mil milhões. Segundo os primeiros cálculos feitos por analistas italianos, este novo pacote deverá implicar a perda de 1000 euros em 2012 no poder de compra de cada agregado familiar.

Paulo Martins

sábado, 26 de novembro de 2011

Merkel e Sarkozy afirmaram que o “colapso” de Itália será o fim do Euro


A chanceler alemã e o Presidente francês, num encontro em Estrasburgo, avisaram o primeiro-ministro italiano, Mario Monti, que “o colapso” da Itália levará inevitavelmente ao fim do Euro.



Durante a mini-cimeira que reuniu na quinta-feira os três dirigentes, Angela Merkel e Nicolas Sarkozy manifestaram confiança em Monti e no empenho do novo governo, “afirmando-se conscientes que o colapso de Itália levará inevitavelmente ao fim do euro e a uma interrupção do processo de integração europeia com consequências imprevisíveis", segundo um comunicado do governo italiano divulgado após um conselho de ministros.

O Primeiro-ministro de Itália reafirmou que o objectivo do país é o de atingir o equilíbrio orçamental em 2013 e garantiu que Roma vai aprovar brevemente as medidas destinadas a relançar o crescimento e acredita "no esforço comum destinado a encontrar soluções para a grave crise financeira e económica da zona euro”.

Este comunicado surge numa altura em que as taxas de juros para a Itália continuam a atingir recordes.



Rita Monteiro e Mónica Barros