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quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Berlim e Paris querem novo tratado europeu até Março


Angela Merkel e Nicolas Sarkozy chegaram esta segunda-feira a acordo para a conclusão de um “novo tratado” europeu entre os 27 Estados da União Europeia ou se não for possível ente os 17 membros do Euro. Os líderes do eixo franco-alemão querem que o novo tratado esteja concluído até Março e o mesmo prevê sanções imediatas para os países incumpridores e um conjunto de regras de disciplina orçamental.

Durante a reunião que visou preparar a cimeira de Bruxelas de quinta e sexta-feira, considerada como a última oportunidade para salvar o euro, Angela Merkel e Nicolas Sarkozy chegaram a “um acordo completo” e que as propostas serão apresentadas ao presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy. O novo tratado prevê “sanções imediatas em caso de não respeito da regra do défice orçamental inferior a 3% do PIB”, afirmou o líder francês.

Quem saudou o acordo franco-alemão foi Christine Lagarde, diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), mas considerou que o novo tratado “não será suficiente” tendo em conta uma situação económica “extremamente grave”. Lagarde reforçou a necessidade de uma estratégia para “os dois, três ou quatro próximos anos” e que “é preciso mais [para além do tratado] para que a situação no seu conjunto seja regulamentada e que a confiança seja restabelecida, não só nos mercados, como nos investidores e consumidores”.

Eliano Marques, Nicole Matias e Tomás Tim-Tim

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Angela Merkel: “A resolução da crise do euro vai demorar anos”


“A resolução da crise do euro é um processo. E esse processo vai demorar anos”, assegurou hoje a chanceler alemã Angela Merkel. No parlamento germânico, Angela Merkel defendeu uma maior união económica, para isso, revelou que a Europa está prestes a criar uma união orçamental, uma das medidas para “refundar” a Europa.

Na apresentação dos planos para a União Europeia, a chanceler alemã afirmou que “não há soluções fáceis nem rápidas, essa não é a minha linguagem nem a minha maneira de pensar”. Para Angela Merkel, a solução da crise da dívida soberana passa pela revisão dos tratados europeus, onde serão incluídas “regras rígidas” e “sanções automáticas” para os países que as violarem.

Criticando os que defendem a criação de títulos de dívida europeia, Merkel declarou que “quem até agora não percebeu que os eurobonds não são a forma de salvamento para a crise, não percebeu a essência da crise”. Para a chanceler alemã, as obrigações europeias só poderão ser parte da solução quando existir uma união orçamental.

Depois de ontem Nicolas Sarkozy, ter pedido uma "solidariedade sem falhas" a todos os países e ao Banco Central Europeu (BCE), Angela Merkel apresentou hoje algumas das linhas para a Cimeira da União Europeia, dia 9, onde o eixo franco-alemão vai apresentar um plano para refundar a Europa.

Eliano Marques, Nicole Matias, Tomás Tim-Tim

sábado, 26 de novembro de 2011

Merkel e Sarkozy afirmaram que o “colapso” de Itália será o fim do Euro


A chanceler alemã e o Presidente francês, num encontro em Estrasburgo, avisaram o primeiro-ministro italiano, Mario Monti, que “o colapso” da Itália levará inevitavelmente ao fim do Euro.



Durante a mini-cimeira que reuniu na quinta-feira os três dirigentes, Angela Merkel e Nicolas Sarkozy manifestaram confiança em Monti e no empenho do novo governo, “afirmando-se conscientes que o colapso de Itália levará inevitavelmente ao fim do euro e a uma interrupção do processo de integração europeia com consequências imprevisíveis", segundo um comunicado do governo italiano divulgado após um conselho de ministros.

O Primeiro-ministro de Itália reafirmou que o objectivo do país é o de atingir o equilíbrio orçamental em 2013 e garantiu que Roma vai aprovar brevemente as medidas destinadas a relançar o crescimento e acredita "no esforço comum destinado a encontrar soluções para a grave crise financeira e económica da zona euro”.

Este comunicado surge numa altura em que as taxas de juros para a Itália continuam a atingir recordes.



Rita Monteiro e Mónica Barros

terça-feira, 1 de março de 2011

Europa debate questão Líbia



Fotografia: The Council of the European Union

O presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy convocou uma cimeira extraordinária de chefes de Estado e de Governo da União Europeia. Esta cimeira tem como objectivo discutir a situação da Líbia e do sul da Europa.

A cimeira está marcada para a manhã do próximo dia 11, em Bruxelas. Irão reunir-se 17 líderes europeus que discutirão todas as linhas estratégicas de reacção da União Europeia, perante os desenvolvimentos na Líbia e no Norte de África.

No passado domingo, o Presidente Francês, Nicolas Sarkozy já havia manifestado urgência na realização de uma cimeira que definisse uma "estratégia comum" para lidar com a crise na Líbia.

Nesta conferência também será abordado o risco de uma vaga de emigração maciça para a Europa devido à revolta no Norte de África.

Veja a notícia completa aqui.


Fonte: Diário de Notícias

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Sarkozy anuncia reorganização do governo


O presidente francês Nicolas Sarkozy anunciou hoje a nomeação de Alain Juppé para ministro dos Negócios Estrangeiros, em substituição da demissionária Michèle Alliot-Marie. O chefe de estado anunciou, numa comunicação, que ficou decidido "reorganizar os ministérios encarregados da diplomacia e da segurança".

Para substituir Alain Juppé, o senador Gérard Longuet foi nomeado para o lugar do ministro da Defesa, e um dos seus mais próximos colaboradores, Claude Guéant, para ministro do Interior e da Imigração, em substituição de Brice Hortefeux.

Michele Alliot-Marie anunciou a sua demissão numa carta enviada a Nicolas Sarkozy, na qual referia não ter cometido qualquer irregularidade apesar dos erros quanto às férias em 2010 na Tunísia e de uma oferta de cooperação policial feita ao regime tunisino de Ben Ali. Durante mais de um mês, a demissionária foi acusada de passividade face ao movimento de libertação em curso, nomeadamente na Tunísia e no Egipto.


Fonte: http://sic.sapo.pt

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Europeus com saída marcada da Libia



A Comissão Europeia anunciou a retirada de mais de dez mil cidadãos europeus da Líbia até ao final da semana.

Os principais meios utilizados serão aviões c 130 e alguns recursos marítimos, apesar da destruição de alguns dos principais portos.

Muammar Kadhafi e o seu regime vão ser punidos pela União Europeia.

Todas as negociações económicas e financeiras entre a França e o líder líbio foram suspensas, devendo ser aplicados castigos imediatos afirmou Nicolas Sarkozy.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Imposto sobre a banca e transacções é defendido por Merkel e Sarkosy


Foi defendido esta tarde um imposto sobre a banca e sobre as transacções pela chanceler Angela Merkel e o presidente francês Nicolas Sarkosy. Estes pediram aos líderes do G20 que façam mais para reforçar a regulação dos mercados financeiros.

Este pedido feito pela chanceler Angela Merkel e pelo presidente francês Nicolas Sarkosy foi enviado numa carta escrita ao primeiro-ministro do Canadá, Stephen Harper - actualmente preside o G20. No fim de uma reunião com Sarkosy em Berlim, a chanceler afirmou que no sector financeiro "ainda não estamos satisfeitos com o que foi alcançado desde o primeiro G20 e pensamos que temos que aumentar a regulação".

Depois de terem sido avistados sinais de desacordo quando Sarkosy propôs criar um novo governo económico auxiliado por uma "secretaria" autónoma, o presidente adiou na passada segunda-feira a sua deslocação a Berlim. O governo alemão temeu que a independência do Banco Central Europeu (BCE) fosse ameaçada, pois esta proposta tinha em vista o objectivo de garantir uma maior coordenação das políticas económicas da Zona Euro em comum acordo com o BCE.

Sarkosy declarou "Somos pessoas muito francas que têm ambições. Não evitamos os problemas" quando questionado acerca das divergências com Merkel, onde a vontade de ambos no desejo de quererem um debate critico sobre todas as opiniões políticas ficou expresso. Sarkosy afirmou ainda que o seu governo vai brevemente adiantar novos detalhes sobre o sistema de pensões na próxima quarta-feira.

Já Merkel afirmou pensar que "tomamos as medidas correctas e que a França tem planos importantes para a consolidação orçamental".

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Sarkozy e Merkel pedem rapidez na regulação dos mercados europeus


O Presidente francês e a chanceler alemã pediram à Comissão Europeia para banir o ‘naked short-selling’ de todos os activos e alguns CDS(Credit Default Swaps).

Numa carta conjunta enviada ao presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, Sarkozy e Merkel afirmam que o Executivo comunitário deve acelerar as iniciativas para supervisionar estes mercados e apresentar possíveis medidas em Julho.

"O regresso da forte volatilidade nos mercados torna necessário questionar certos métodos financeiros e certos produtos, como o ‘naked short-selling' e os CDS" dizem os dois líderes europeus na carta citada pela Bloomberg.

As bolsas e o mercado de dívida voltaram a mostrar sinais de nervosismo, com o aumento dos receios sobre o alastrar da crise de dívida, depois de o novo Governo da Hungria ter alertado para uma possível bancarrota do país na semana passada.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Sarkozy e Merkel juntos pela estabilidade do euro


O presidente francês, Nicolas Sarkozy, e a chanceler alemã, Angela Merkel, decidiram hoje, durante uma conversa telefónica, coordenar posições para reforçar a estabilidade da Zona Euro.

Sarkozy e Merkel "puseram-se de acordo para coordenar estreitamente as posições francesas e alemãs", em particular no grupo criado para debater as reformas necessárias à estabilidade, dirigido pelo presidente do Conselho Europeu, Herman van Rompuy, revela um comunicado divulgado pela presidência francesa.

Decidiram ainda "preparar juntos" a reunião do Conselho Europeu de 17 de junho, bem como as cimeiras dos grupos dos 8 (G-8) e dos 20 (G-20), previstas para o final de Junho no Canadá.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Países do Euro longe de acordo sobre a Grécia

Os países da zona euro parecem estar longe de chegar a um acordo sobre a ajuda a ser prestada à Grécia. Quem o garantiu foi uma fonte do governo alemão, que disse que o tema “não está na ordem de trabalhos”.

O impasse deve-se ao facto dos governantes alemães exigirem duras condições para concessão da referida ajuda à Grécia e pretenderem ainda que o Fundo Monetário Internacional (FMI) participe com empréstimos avultados.

O Banco Central Europeu, a Comissão Europeia e a própria Grécia, com apoio da França, Espanha, Itália e Portugal, exigem que o apoio seja prestado apenas pelos países membros da união europeia.

No entanto, a imprensa alemã noticiou, esta terça-feira, que o presidente francês, Nicolas Sarkozy, e a chanceler alemã, Angela Merkel, estariam a trabalhar num acordo que iria incluir a participação do FMI, para além de um programa de empréstimos por parte dos países do Eurogroup.

A fonte governamental alemã disse ainda que o apoio à Grécia não vai ser um tema a discutir no Conselho Europeu de quinta-feira e sexta-feira, lembrando que se trata de uma reunião dos 27, e não do Eurogroup.

Um encontro para decidir a ajuda a prestar à Grécia nos próximos dias “só faria sentido se fosse possível tomar uma decisão e até agora não há nenhuma posição concertada dos 16 países do Eurogoup”, adiantou ainda.