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quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Demissão de Berlusconi confirma crise em Itália

A taxa de juro de juro da divida italiana a dez anos ultrapassou ontem a barreira dos 7%. Apesar do anúncio da demissão de Silvio Berlusconi, as várias taxas de juro da dívida italiana continuaram a subir e superaram os 7%, marca que muitos analistas consideram economicamente insustentável.



O primeiro-ministro italiano anunciou, na terça-feira, que se demite após a aprovação no Parlamento das medidas de austeridade e reformas exigidas pela União Europeia. "A decisão de me demitir após esta votação, é um gesto de responsabilidade para com o país, para evitar que a deserção de alguns irresponsáveis possa, de forma irreparável, prejudicar a Itália, isto num momento de crise que é mundial", defendeu Silvio Berlusconi.

Ontem, a taxa de juro da dívida a dez anos chegou a atingir os 7,4%, tendo fechado a sessão nos 7,25%. As obrigações a um ano daquela que é a terceira maior economia da Zona Euro chegaram inclusive aos 9,46%. Gavin Jones, economista-chefe da Reuters, afirma que a Itália "parece estar a chegar, ou até superado, o ponto em que abraça a mesma dinâmica negativa já assumida pela Irlanda, Portugal e, antes deles, a Grécia". Para o economista da Reuters esta parece ser uma situação "muito difícil inverter".

Apesar da aprovação das medidas impostas pela União Europeia estar agendada para sábado, ainda não foi definida a forma de escolha do sucessor de Berlusconi, se através da formação de um Governo que obtenha a confiança do Parlamento ou através da dissolução do parlamento e consequente processo de eleição. Apesar de todas estas movimentações em Itália, Jean-Claude Juncker, presidente do Eurogrupo, deixou o aviso de que "a Itália tem de provar que merece toda a nossa confiança. A Itália tem não só de anunciar medidas, como de as implementar".

Eliano Marques, Nicole Matias e Tomás Tim-Tim

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Juncker desvaloriza queda do euro

O presidente do Eurogrupo, Jean-Claude Juncker, está preocupado com a velocidade da desvalorização do euro mas não vê justificação imediata para intervir no mercado cambial.

Depois de uma reunião com o ministro das Finanças do Japão, Naoto Kan, Jean-Claude Juncker afirmou estar "um pouco preocupado com a rapidez" com a desvalorização do euro. No entanto, questionado com a intervenção da Europa no caso do processo de declinio do euro acelere, Juncker considerou não ser "um assunto para uma acção imediata".

Os comentários do presidente dos ministros das Finanças da zona euro (Eurogrupo) surgem um dia depois de o euro ter caído para níveis de mais de quatro anos (abaixo de 1,22 dólares), numa reacção à decisão da Alemanha de banir o "naked short-selling" sobre títulos de dívida pública.

terça-feira, 18 de maio de 2010

NOBEL DA ECONOMIA DEFENDE REDUÇÃO DE SALÁRIOS NA ZONA EURO

O prémio Nobel da economia defende que a solução para o combate à crise na Zona Euro passa por uma descida dos salários nos países com maiores dificuldades - Grécia, Espanha, Portugal, Estónia, etc. Para Paul Krugman esta descida deve ser na ordem dos 30% relativamente à Alemanha.

As declarações de Krugman podem ser lidas aqui.

terça-feira, 4 de maio de 2010

O apoio do Euro à Grécia

Os comunicados de apoio à Grécia podem ser lidos aqui.

- O comunicado do Eurogrupo
- A declaração do Presidente da UE

E ainda os comunicados do BCE:
- Sobre a ajuda à Grécia
- Sobre alterações nas operações de recompra de títulos

quarta-feira, 24 de março de 2010

Países do Euro longe de acordo sobre a Grécia

Os países da zona euro parecem estar longe de chegar a um acordo sobre a ajuda a ser prestada à Grécia. Quem o garantiu foi uma fonte do governo alemão, que disse que o tema “não está na ordem de trabalhos”.

O impasse deve-se ao facto dos governantes alemães exigirem duras condições para concessão da referida ajuda à Grécia e pretenderem ainda que o Fundo Monetário Internacional (FMI) participe com empréstimos avultados.

O Banco Central Europeu, a Comissão Europeia e a própria Grécia, com apoio da França, Espanha, Itália e Portugal, exigem que o apoio seja prestado apenas pelos países membros da união europeia.

No entanto, a imprensa alemã noticiou, esta terça-feira, que o presidente francês, Nicolas Sarkozy, e a chanceler alemã, Angela Merkel, estariam a trabalhar num acordo que iria incluir a participação do FMI, para além de um programa de empréstimos por parte dos países do Eurogroup.

A fonte governamental alemã disse ainda que o apoio à Grécia não vai ser um tema a discutir no Conselho Europeu de quinta-feira e sexta-feira, lembrando que se trata de uma reunião dos 27, e não do Eurogroup.

Um encontro para decidir a ajuda a prestar à Grécia nos próximos dias “só faria sentido se fosse possível tomar uma decisão e até agora não há nenhuma posição concertada dos 16 países do Eurogoup”, adiantou ainda.

quarta-feira, 17 de março de 2010

Merkel defende exclusão de países incumpridores do Eurogroup

A chanceler alemã, Angela Merkel, defendeu hoje que se deve colocar a possibilidade de excluir “países incumpridores” do Eurogroup. Para a chefe do governo alemão os países europeus que não cumprirem, repetidamente, as condições necessárias para se manterem na moeda única, devem ser excluídos.

A Alemanha mantém-se assim contra a ajuda financeira à Grécia, um assunto debatido esta segunda feira pelos ministros das finanças da Zona Euro. Os ministros manifestaram-se, na generalidade, a favor de um eventual plano de ajuda mas a Alemanha mantém-se contra. A chanceler alemã referiu ainda, em relação à Grécia, que é preciso “cortar o mal pela raiz” e que uma ajuda rápida não é uma boa solução.

Angela Merkel foi hoje de encontro às afirmações feitas, na semana passada, pelo ministro das finanças alemão. Wolfgang Schauble tinha defendido, num artigo onde analisava as finanças públicas gregas, que "se um país membro da zona euro, no limite, não conseguir consolidar o seu orçamento ou restaurar a sua competitividade deve, como solução de último recurso, sair da zona euro, embora mantendo-se como membro da União Europeia".

O ministro defendeu ainda que “um país cujas finanças estão em convulsão não deve participar em decisões relativas às finanças de outro membro”. Para Wolfgang Schauble não cumprir os limites definidos por Bruxelas deve ainda levar à “suspensão dos direitos de voto no Eurogroup”.

Portugal sem verbas para ajuda a Grécia

O ministro das Finanças português afirmou que Portugal está numa situação "delicada" impedindo-o de conseguir suportar um aumento da dívida pública como aconteceria se emprestasse dinheiro à Grécia.

"Portugal está numa situação delicada em que dificilmente poderia suportar aumentos da sua dívida pública para acudir à Grécia."

Teixeira dos Santos lembrou que a Grécia "ainda não pediu apoio a ninguém" acrescentando que "é importante que colectivamente, ao nível dos países da Zona Euro, haja uma decisão clara de disponibilidade para apoiar a Grécia, caso ela venha a necessitar", declarações feitas depois de ter afirmado que muito dificilmente a economia portuguesa suportaria emprestar dinheiro aos gregos.

Os ministros das Finanças da Zona Euro discutiram e acordaram os traços orientadores de um plano de ajuda financeira à Grécia, que pode ser aplicado em caso de necessidade. O plano foi aprovado e comunicado na passada segunda-feira, mas poucos pormenores foram revelados.

O presidente do Eurogrup, Jean-Claude Juncker, revelou que este plano "pode ser activado rapidamente se for necessário", declarações proferidas pelo luxemburguês à saída da reunião da passada terça-feira.

sábado, 13 de março de 2010

Alguns países podem sair da zona euro

O ministro das finanças alemão, Wolfgang Schäuble, defendeu ontem (12 de Março) que, futuramente, os países que não consigam estabilizar as finanças públicas, deveriam ter de sair da zona euro.

No discurso que o ministro fez, ficou clara a ideia relativamente ao facto de que se um país não conseguir cumprir com os limites impostos por Bruxelas, deverá ser suspenso do direito de voto no Eurogrupo:
“Pelo facto de um país estar com problemas financeiros, não deveria ter direito a emitir opinião para a tomada de decisões acerca de um outro país membro”.


O ministro apontou ainda a importância da criação de um novo Fundo Monetário Europeu, e o facto de achar que este só deveria ser utilizado em “último caso” - numa situação de total emergência. Afirmou ainda que “encarar uma realidade desagradável pode ser a melhor opção em determinadas circunstâncias”.

Eurogroup pode vir a assinar Acordo Financeiro para ajudar a Grécia



Na próxima segunda-feira os líderes financeiros da zona euro podem chegar a um acordo para ajudar financeiramente a Grécia, se for necessário, mas deixam de fora uma quantia monetária até que o país peça tal ajuda, segundo fontes oficiais em Bruxelas.

Penso que poderemos chegar a um acordo relativamente aos princípios para uma assistência coordenada. A Comissão Europeia e o Eurogroup teriam o mandato para terminar o trabalhodisse a mesma fonte à Reuters que tem conhecimento das preparações que estão a ser feitas. “Seriam os princípios e os parâmetros dessa assistência que posteriormente podiam ser activados se a ajuda fosse necessária ou pedida.

O jornal britânico The Guardian diz ainda que a ajuda disponível deve rondar os 25 biliões de euros, mas a fonte, que pediu para se manter anónima, afirma que ainda não foram discutidos números.

Não existe nada acordado. Há uma tabela de referência mas existem espaços em branco para os números porque ainda nada foi pedido (pela Grécia).

Até agora foi feito apenas uma preparação técnica, para que a decisão política seja possível na Segunda-Feira. A Alemanha tem neste momento em mãos o desfecho do acordo” disse a mesma fonte.

Actualmente, a opinião pública da posição da Alemanha relativamente ao pagamento de uma quantia para ajudar a Grécia é negativa, já que ao longo dos anos o país divulgou dados estatísticos errados sobre a dívida que acumulou.

Entretanto, a Grécia já anúnciou medidas para a redução do défice orçamental de 12.7% para 8.7 o que despoletou alguns protestos e manifestações por parte população.

quarta-feira, 10 de março de 2010

Grécia Sem Apoio Financeiro do Eurogroup



O presidente do Eurogroup, Jean-Claude Juncker, disse que os países da zona euro vão garantir a estabilidade da moeda mas não deve ser necessário ajudar a Grécia. Nas declarações feitas na passada sexta-feira numa rádio alemã, Juncker afirma que vão prestar ajuda ao país mas que não devem ser os contribuintes alemães a resgatar a Grécia.

Continuamos a achar que a Grécia deve sair desta situação por ela mesma. Eles têm mesmo de fazer algo. Estão a fazer neste momento.

Disse ainda que “se isto não for suficiente, a zona euro está preparada para garantir a estabilidade financeira da Europa, mas não penso que isso seja necessário pois espero que os mercados financeiros registem que o governo grego tem objectivos bem delineados e que estão a agir correctamente.

Quando questionado se iria existir ajuda financeira, Juncker disse que não vão entrar com dinheiro para resgatar a Grécia. “Não, não vamos fazer issso. Só estamos a dizer aos mercados financeiros que não iremos deixar o país sozinho mas não queremos dar a ideia que vamos simplesmente dar dinheiro.

Estes comentários vêm no seguimento da opinião geral dos líderes Europeus que acreditam na necessidade da Grécia resolver os seus próprios problemas mas que não será abandonada.