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quarta-feira, 30 de março de 2011

Juros da dívida batem recordes

Após um novo corte no rating por parte da agência Standard & Poor's, e de uma ameaça de um novo corte por parte da Fitch(ver notícia), os juros da dívida externa pública de Portugal voltaram a subir, desta vez alcançando máximos históricos.

Os juros da dívida a cinco anos superaram hoje a barreira dos 9%, atingindo esta manhã um máximo histórico de 9,125%.

As obrigações do tesouro a dez anos acabaram também por atingir um novo máximo, fixando o seu recorde em 8,328%, valor que determina que nos último três meses tenha havido uma variação de 1,5%.

Os juros da dívida a dez anos, que até hoje nunca tinham atingido tais valores, no período que compreende Janeiro de 1997 até Março de 2011 apenas ultrapassaram a barreira dos 7% em 1997, como se pode observar no gráfico abaixo.

Juros da Dívida a dez anos (97-2011)

A escalada em força começou a partir do inicio de 2011, (como se pode observar no gráfico referente ao 1º trimestre de 2011), sendo que o fim do primeiro trimestre que agora vivemos ficou marcado pela instabilidade política que ditou que o cepticismo dos investidores se generalizasse, levando à obtenção de máximos históricos.

Divida a dez anos - 1º trimestre 2011

fontes: agenciafinanceira.pt, tradingeconomics, jornaldigital

segunda-feira, 7 de março de 2011

Juros disparam e atingem máximo histórico



Os juros da divida pública portuguesa voltaram a subir esta segunda-feira, atingindo valores máximos históricos.

A taxa de juros das obrigações a cinco anos avançou 17,4 pontos base para os 7,521%, o que corresponde um máximo desde o euro. Enquanto no prazo a 10 anos, os juros subiram 10 pontos base para 7,549%. Já as obrigações a dois anos registaram uma descida do juro de 1,7 pontos base para 4,595%, contrariando a tendência registada nos restantes prazos.

Esta subida deveu-se ao nervosismo dos mercados no acesso ao crédito a Portugal, numa semana que será marcada por uma reunião dos líderes da Zona Euro. Também esta semana será decisiva para o país saber se poderá contar com instrumentos de financiamento da Zona Euro de forma a evitar a ajuda externa do Fundo Monetário Internacional (FMI).

Os juros da divida pública atingiram valores máximos, no mesmo dia em que a agência de notação financeira Moody's cortou três niveis do “rating” grego, o que provocou uma enorme contestação por parte do governo grego.


Fontes:
Diário Económico, Jornal de Negócios, Correio da Manhã

REPORTAGEM (RTP): Juros da dívida portuguesa voltam a subir