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sábado, 5 de março de 2011

António Serrano explica a subida de preços como um “fenómeno internacional”


(Foto: Jornal de Negócios)

O ministro da Agricultura, António Serrano, defendeu hoje que a escalada de preços dos produtos agroalimentares “é uma matéria que cada país, por si só, não controla, porque é um fenómeno internacional, mas que nos preocupa”. Acrescenta ainda, “Naturalmente, temos que dar um contributo”, no combate a esse fenómeno, “reforçando a nossa produção nacional” e “é isso que estamos a fazer”.

Isto acontece, dias depois de se conhecer que os preços internacionais dos produtos básicos atingiram "valores recorde" em Fevereiro.

Quanto à formação dos preços, o ministro da Agricultura frisou, "depende" dos investimentos financeiros e da procura mundial de alimentos e resulta de "impactos negativos de catástrofes naturais", como secas e cheias, que "destroem culturas e levam à redução dos 'stocks' de produtos alimentares".


Fontes: Público, Diário de Notícias

quinta-feira, 3 de março de 2011

Subida do preço dos bens alimentares bate novo recorde em Fevereiro

(Foto: Amir Cohen/Reuters)

Os preços mundiais dos alimentos atingiram um novo recorde em Fevereiro, pelo oitavo mês consecutivo, segundo o índice de preços hoje apresentado pela organização das Nações Unidas para a alimentação e a agricultura (FAO)

A FAO adianta, esta quinta-feira que o índice que acompanha a evolução dos preços de 55 matérias-primas aumentou 2,2% até aos 236 pontos em Fevereiro, em comparação com os 230,7 pontos registados em Janeiro.

O aumento do preço destes bens alimentares foi impulsionado, sobretudo, devido à crescente procura e ao declínio da produção mundial de cereais, que no mês passado aumentaram 3,68%. Também os lacticínios subiram 3,97%, a carne aumentou 2%. Apenas o açúcar não sofreu aumento de preço.

Em declarações à agência lusa, o responsável da FAO, Abdolreza Abbassian, considerou que os preços "Até ao Verão deverão permanecer neste nível. Podem ir um pouco abaixo ou um pouco acima mas, a nossa previsão, é que não haja nenhuma correção substancial".

O responsável da divisão de mercados e comércio de cereais da FAO, explicou ainda, que os principais factores relacionados com estes aumentos são a diminuição dos 'stocks' mundiais e o aumento da procura por parte de países em forte desenvolvimento, que "não mostra sinais de abrandar, mesmo com os preços elevados".


Fontes: Diário de notícias, Público, Lusa

REPORTAGEM (SIC): Preço da comida voltou a subir em todo o mundo