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quinta-feira, 31 de março de 2011

Cavaco Silva marca eleições para 5 de Junho



O Presidente da República dissolveu, hoje, a Assembleia da República e convocou eleições legislativas para o dia 5 de Junho após aceitar o pedido de demissão apresentado, na semana passada, pelo primeiro-ministro José Sócrates.

Na comunicação ao país, Cavaco Silva, alertou para a grave situação económica e para a degradação social que se vive em Portugal. Durante o comunicado, o Presidente alertou para os perigos da «falta de diálogo» entre os partidos políticos, e para as prioridades que os mesmos devem defender tendo em conta a situação do país.

Cavaco Silva apelou ainda a todos os órgãos políticos que tenham o conhecimento real do estado em que Portugal se encontra para que possam propor aos Portugueses um programa de Governo transparente, credível e de futuro em que as propostas devem ser construtivas e realistas.

O Chefe de Estado afirmou ainda que «a próxima campanha deve ser sóbria nos meios» e «ninguém poderá deixar de fazer tudo aquilo que tem de ser feito para assegurar o futuro», abrindo desta forma a porta para um pedido da entrada do FMI em Portugal.

«O actual Governo contará com todo o meu apoio para que não deixem de ser adoptadas as medidas indispensáveis para salvaguardar o interesse nacional e assegurar os meios de financiamento necessários para o funcionamento da economia», acrescentou.



Comunicado ao país na íntegra:

terça-feira, 29 de março de 2011

José Sócrates pede propostas à oposição


Foto: SIC

José Sócrates apelou hoje à oposição para propor as necessárias medidas de austeridade para Portugal cumprir as metas de redução do défice. "Lamento que os partidos de oposição que criaram esta crise não tenham agora a responsabilidade de apresentar as medidas para responderem à situação", disse o primeiro-ministro, que pediu a sua demissão na semana passada.
Para vários economistas, refere a SIC,  a única hipótese para Portugal é pedir ajuda externa, seguindo os exemplos da Irlanda e da Grécia. Para José Sócrates esta hipótese não é viável e afirma "que a situação que estamos a viver é pior do que a que vivíamos antes".
O Banco de Portugal, nas suas previsões da Primavera,  defende, de acordo com a SIC, que o país terá de adoptar mais medidas de austeridade e prolongá-las até 2012.






Fonte: SIC

quinta-feira, 10 de março de 2011

Moção de censura chumbada


Foto: José Carlos Pratas/Global Imagens (Diário de Noticias)

A proposta de censura do Bloco de Esquerda, apresentada hoje no Parlamento, chumbou com os votos contra do PS e abstenção do PSD e CDS-PP.

Apenas votaram a favor da moção de censura ao Governo as bancadas parlamentares do BE, PCP e Partido Ecologista "Os Verdes".

Segundo a agência de informação Lusa, durante a votação, o sistema electrónico registou um voto contra do PS, mas já depois do encerramento da sessão foi possível apurar que se tratou de um erro informático que assumiu o voto contra da deputada Teresa Venda como voto "sim".

A própria deputada socialista esteve depois a conversar com elementos da mesa da Assembleia da República para que o sentido do seu voto fosse corrigido.

Para ser aprovada, uma moção de censura necessita do voto favorável da maioria absoluta dos deputados em efectividade de funções, 116 parlamentares.

Assim, a moção de censura do Bloco de Esquerda ao Governo foi rejeitada com 91 votos contra da bancada socialista e 98 abstenções (77 do PSD e 21 do CDS-PP).

Foram ainda registados 31 votos favoráveis, 16 da bancada do BE, 13 do PCP e dois dos deputados do partido ecologista Os Verdes.


Fontes:

Correio da Manhã