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domingo, 14 de março de 2010

Fundo Monetário Europeu não é a resposta para a Grécia


O ministro das Finanças da Alemanha, Wolfgang Schauble, insistiu que a criação de um Fundo Monetário Europeu, não se destina a resolver os problemas actuais da dívida da Grécia e que o mesmo implicaria novas regras para adesão à Zona Euro.

Wofgang Schauble, citado pelo jornal alemão “Bild”, negou também que seja tomada qualquer decisão sobre a extensão da ajuda financeira à Grécia na reunião dos ministros das Finanças da União Europeia, a realizar segunda-feira em Bruxelas.

«Há sempre rumores, sobretudo antes deste tipo de reuniões, mas a situação não mudou», afirmou o ministro, acrescentando: «Não há, por isso, nenhuma razão para tomar decisões sobre ajuda financeira».

Responsáveis da União Europeia anunciaram que está a ser desenvolvido um conjunto de opções para ajudar a Grécia a ultrapassar a sua crise financeira, mas que Atenas teria de tratar possíveis garantias de empréstimos individualmente com cada um dos governos.

quinta-feira, 11 de março de 2010

BCE pondera criação do Fundo Monetário Europeu


Jean-Claude Trichet, presidente do Banco Central Europeu (BCE) esclareceu ontem que ainda não tomou uma posição quanto à criação de um Fundo Monetário Europeu (FME).

"O Conselho de Governadores [do BCE] ainda não olhou para a proposta, mas não rejeitamos a ideia nesta fase", afirmou o responsável da autoridade bancária.

"Temos de analisar o documento com todos os seus detalhes", referiu Trichet, depois de um discurso no Frankfurt Communications Museum.

Trichet considerou que "o nome ‘Fundo Monetário Europeu' não será apropriado, dado que não se trata de um instrumento monetário, mas de um suporte financeiro".
A criação deste Fundo, defendida pela chaceler alemã Angela Merkel, pretende prevenir crises de financiamento comoa que assola a Grécia e que tem vindo a ameaçar a estabilidade do euro.

O gabinete do comissário europeu, Olli Rehn, defende que as regras de aplicação do FME seriam idênticas às do Fundo Monetário Internacional (FMI), ou seja, empréstimos exigentes a troco de reformas estruturais cuja implementação será vigiada de perto.